terça-feira, 30 de junho de 2020

REVISTA PROPÕE CONTEÚDO AFIRMATIVO PARA MULHERES LÉSBICAS E BISSEXUAIS

Frequentemente esquecidas dentro dos movimentos feministas. Deixadas à sombra dentro da comunidade LGBTI+. É assim que sentem muitas mulheres lésbicas e bissexuais no país e no mundo, afirma a jornalista Ana Luiza Gonçalves, criadora e editora da revista "Lésbi", lançada no dia (8) como uma tentativa de contribuição para mudar esse cenário.

Produzida integralmente por lésbicas e mulheres bissexuais e direcionada para esse público, a revista joga luz sobre o universo das mulheres que amam mulheres. Produzida com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, a publicação contará com duas edições, com impressão de dois mil exemplares, distribuídos em espaços culturais da capital mineira, após o fim da quarentena.

A primeira edição foi lançada hoje e a segunda está prevista para o segundo o semestre. Enquanto isso, a revista impressa poderá ser solicitada de qualquer lugar do Brasil de forma gratuita pelo site e todo o seu conteúdo também estará disponível online. 

Vácuo

Depois de passar por muitas experiências negativas com profissionais e também com a falta de informações sobre assuntos que permeiam mulheres lésbicas e bissexuais, para Ana Luiza, a revista cumpre também um papel social. Segundo a jornalista, mulheres ainda são vítimas de preconceito na sociedade e as suas questões são, em diversos momentos, negligenciadas. Esse fator se torna ainda maior quando são mulheres lésbicas ou bissexuais. 

Pensando nisso, a publicação pretende ser um espaço de discussão, visibilidade e representatividade, levando informações, conhecimento e entretenimento a partir de um conteúdo que dialoga diretamente com as suas especificidades.

Na primeira edição, a revista traz ilustrações e conteúdos sobre sexo, saúde mental, relacionamentos, mercado de trabalho, comportamento, maternidade e dicas de conteúdo voltado para o público lésbico e bissexual. 

"A Lésbi ocupa um espaço enorme, um vácuo que a gente sempre encontrou. Nós, lésbicas, nunca somos representadas ou somos sub-representadas Somos excluidas desde um atendimento médico. Se um conteúdo desse estivesse disponível quando eu me assumi na minha adolescência há15 anos, eu teria uma rede de apoio, me sentiria representada. Aquilo não teria sido invisível e minhas dúvidas e questões teriam sido debatidas. Teria até uma saúde mental melhor”, afirmou a jornalista Ana Luiza Gonçalves, editora da revista. 

Mais espaço

"A vontade de poder me expressar tranquilamente nos espaços e até mesmo em casa era sempre barrada pelo preconceito. As idas ao ginecologistas para consultas de rotina, por exemplo, eram acompanhadas pelo medo e também pelo desconhecimento do profissional. Ouvi muito que eu não precisava fazer o preventivo, porque não me relacionava com homens”, relata Ana Luiza. 

Para a jornalista, o desafio começa dentro do movimento LGBT: "O homem, mesmo sendo gay,  tem um protagonismo maior que o nosso. A mulher sempre foi apagada e o apagamento das mulheres é um apagamento sistemático, dentro e fora do movimento. Precisamos que os nossos modos de relacionamento, nossos afetos entre mulheres e esse amor entre mulheres de forma coletiva ganhem espaço nas lutas políticas", completa. 

Fonte O Tempo



LGBTS CHINESES SE CASAM ONLINE

Os casais LGBT chineses estão cansados de esperar a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em um país de moral conservadora. Decidiram, portanto, confiar na internet para que seu relacionamento seja reconhecido.

A ideia de uma união entre duas pessoas do mesmo sexo ganhou adeptos nos últimos anos na China, principalmente entre os jovens, mas ainda não é o suficiente para ser aceita por toda a sociedade.

"Não podemos mais viver na sombra", disse Guo à AFP, que mantém um relacionamento de 11 anos com seu parceiro Zhu. Forneceu apenas seus sobrenomes para preservar o anonimato.

Eles escolheram fazer como milhares de homossexuais: "celebrar" sua união através de um aplicativo de celular que emite certidões de casamento digitais, que podem ser compartilhadas com amigos, familiares ou colegas.

Na China, apenas os casados podem adotar uma criança, ter acesso à reprodução assistida ou compartilhar a escritura de uma propriedade.

A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo foi uma das principais pautas sugeridas no ano passado pela opinião pública quando os deputados pediram ideias para a elaboração do primeiro Código Civil chinês.

No entanto, a votação e publicação no mês passado deste texto foi um balde de água fria para a comunidade LGBT: o casamento foi claramente definido como "a união entre um homem e uma mulher".

- Tabu no cinema -

"É uma grande decepção", lamenta Sun Wenlin, um ativista, o primeiro na China a iniciar um processo (frustrado) para obter autorização para casar-se com seu parceiro, em 2015.

Após a adoção do Código Civil, ele decidiu inaugurar seu aplicativo de celular para aumentar a visibilidade dos casais homossexuais: 3.000 deles já o utilizaram.

"Você não pode tirar folga quando seu esposo ou seus pais estão doentes. Pelo menos não tão facilmente quanto é para os casais heterossexuais", diz Guo.

A China descriminalizou a homossexualidade em 1997 e em 2001 deixou de classificá-la como "doença mental".

Mas, embora a causa LGBT tenha ganhado visibilidade nos últimos anos, especialmente na imprensa, o assunto raramente é abordado na televisão ou nos filmes.

Os casais chineses do mesmo sexo que desejam ter um filho se veem obrigados a viajar para o exterior para ter acesso à reprodução assistida ou uma barriga de aluguel.

Contudo, os valores morais estão mudando lentamente.

O novo Código Civil contém uma cláusula que mantém a esperança de uma melhor proteção para os casais de mesmo sexo: autoriza o proprietário de um bem a conceder a uma pessoa o direito de morar nele pelo resto de sua vida.

Fonte:Estado de Minas

ATRIZ DE MALHAÇÃO REVELA SER BISSEXUAL EM LIVE: “MÃE, NÃO FICA EM CHOQUE”

Ana Hikari, a atriz que interpretou Tina de ‘Malhação: Viva a Diferença’, assumiu ser bissexual em uma live na última segunda-feira (29). Em conversa com a influencer Thais Ribeiro, a artista falou sobre sua sexualidade.

“É a primeira vez que estou falando sobre isso abertamente, porque acho que rola isso do movimento ter essa invisibilização do que é ser bissexual”, explicou.

“Nunca me senti pertencente [ao movimento LGBTQ+]. Nunca me senti beijando garotas demais para participar do movimento ou beijando homens demais para saber que eu tinha que falar que era heterossexual. Nunca estive em um lugar que falei: ‘Tenho certeza agora. É isso'”, analisou.

Ana contou que ao falar com a mãe ao telefone na tarde desta segunda-feira (29) avisou que faria uma live importante. “Eu nem sei se ela está assistindo, não vi ela comentando. Mas eu acho que ela está de boa com o assunto porque ela não fica muito chocada,” considerou. “Quer dizer, eu espero que ela não esteja em choque. Mãe, pelo amor de Deus, não fica em choque. É normal, tá?”, divertiu-se.

Fonte:Isto É

TAYLOR SCHILLING, ESTRELA DE ORANGE IS THE NEW BLACK, ASSUME NAMORADA PARA O MUNDO

A atriz, que é mais conhecida por seu papel icônico como Piper Chapman em Orange Is the New Black, publicou uma foto adorável dela e de Ritz no fim de semana, na qual elas podem ser vistas se abraçando no nevoeiro.

"Eu não poderia ter mais orgulho de estar ao seu lado @tayjschilling, Happy Pride!" Ritz escreveu na foto com vários emojis de coração de amor rosa. No domingo (28 de junho), Schilling compartilhou a mesma foto com seus 2,6 milhões de seguidores no Instagramw.

A estrela indicada ao Emmy se junta a várias outras celebridades que orgulhosamente e publicamente se apresentaram como LGBTQ + em 2020, incluindo Nikki Blonsky, Pearl Mackie, Thomas Beattie, Pablo Alborán, Chyler Leigh, Lilli Reinhart e Raymix.

Schilling anteriormente evitou perguntas sobre sua sexualidade. Em 2017, ela disse ao The Evening Standard que teve "relacionamentos muito sérios" com muitas pessoas e se descreveu como um "humano expansivo".

“Não há parte de mim que possa ser colocada sob um rótulo. Realmente não me encaixo em uma caixa - isso é redutivo demais - explicou ela. “Eu tive relacionamentos maravilhosos. Tive muito amor e não tenho dúvidas sobre de onde vem. ”

Ela também postou uma foto da pioneira de Stonewall Riots, Marsha P. Johnson, durante o fim de semana ao lado da legenda: “Aqui por causa de mulheres como você. Feliz orgulho, meus amigos.



segunda-feira, 29 de junho de 2020

VÍDEO: MULHER QUE SE DIZ “SERVA DE DEUS” AGRIDE ATENDENTE DE RODOVIÁRIA EM MT E É PRESA POR HOMOFOBIA

Neste domingo (28), uma mulher que se diz “serva de Deus” agrediu verbal e fisicamente atendente de rodoviária em MT.

Ela o chama de “viado” repetidas vezes e o segura pela roupa.

Após ser orientada sobre regras de prevenção da pandemia, a mulher quebrou máquinas de cartão, cones, teclado e monitor de um computador, o celular de um mototaxista, além do balcão da agência.

A mulher foi presa por homofobia, ameaça, dano, injúria mediante preconceito, lesão corporal e tráfico de influência.

ATOR DA GLOBAL, JOÃO CÔRTES REVELA SER GAY: “É TEMPO DE CORAGEM”

Em meio as comemorações do Dia Internacional do Orgulho LGBTQ+, o ator João Côrtês revelou ser parte da comunidade. Em um texto recheado de orgulho, o global falou sobre sua experiência como gay.

“Eu sabia que era gay quando tinha uns 14 anos. […] Nunca soube o que fazer com aquilo. Então eu dobrei e guardei em uma caixinha, embaixo do meu caos emocional. Ninguém liga pra isso mesmo… E escondi de mim, dentro de mim, por anos e anos, na esperança de que isso se tornasse cada vez menor, e menor”, iniciou.

“[…] Eu já me aceitei e me assumi há alguns anos na minha vida pessoal, mas nunca publicamente. E não me deixa de ocorrer o quão importante a representatividade”, completou o rapaz que esteve no reality PopStar.

O ator ainda mandou uma mensagem de conforto para alguns seguidores que estão passando pelo mesmo: “se você tá confuso, tá sentido dor, ou vergonha, ou humilhação, ou se sente sozinho: Você não tá sozinho.

Ainda na legenda da publicação, João finalizou sua saída oficial do armário com uma mensagem positiva. “É tempo de Coragem. É tempo de #Orgulho”, escreveu ele, usando a hashtag “amor é amor”.

Com informações: ObservatorioG


A GUERREIRA SE FOI... THINA RODRIGUES FALECEU NA MANHÃ DESTA SEGUNDA-FEIRA VÍTIMA DE COVID-19

Na manhã desta segunda-feira (29), Thina Rodrigues presidente da ATRAC ( Associação das Travestis do Ceará), faleceu vítima de covid-19.

Natural de Brejo Santo, Thina tinha 57 anos, mais de trinta deles dedicados a causa LGBT+ em especial das travestis e transexuais.

Ontem lembramos que não se poderia celebrar o orgulho LGBT+ sem lembrar da força e da garra de Thina Rodrigues. (Confira aqui)

Hoje por volta das 8horas da manhã de uma segunda-feira nublada, a guerreira se foi, vítima da covid-19,de tantas batalhas que lutou e venceu na vida, Thina perdeu a última.

Foram mais de trinta dias de uma luta incansável pela vida em uma UTI no Hospital de campanha montado no HGF (Hospital Geral de Fortaleza), mas por volta das 8hs da manhã de hoje thina sofreu uma parada cardiaca e veio a óbito. 

Todos os dias pessoas preocupadas com a saúde de Thina procuravam notícias através de nossos canais de comunicação, mas essas notícias sempre foram escassas. O que só aumentava a aflição de todos aqueles que a admiravam. 

Talvez, Thina tenha partido sem saber o quanto é querida e respeitada, o quanto sua luta muitas vezes solitária tocava o coração e a mente de tanta gente, infelizmente sempre deixamos para prestar as justas homenagens apenas quando as pessoas que fazem jus a elas se foram, mas isso não tira a validade das mesmas.

Thina Rodrigues é uma gigante e seu tamanho e a importância de suas lutas (foram muitas), podem ser medidas pelo volume da comoção que sua morte causou na internet. São mensagens vindas do Ceará e do exterior.

Em uma live Flávia Fontenelle fez um desabafo e um pedido que vale a pena repercutirmos aqui: “Que as travestis novas, não deixem que o legado de Thina a frente da ATRAC tenha sido em vão.”

A Coordenadoria Especial para a Diversidade Sexual da Prefeitura de Fortaleza emitiu nota de pesar “Mulher, travesti, preta, guerreira, deixa em nós uma imensa saudade e inúmeras recordações nas trincheiras dessa guerra que é lutar cotidianamente pela vida”.


 

Descanse Guerreira pois de nossa parte não haverá descanso pois sua vida e sua luta não foram em vão.

 O enterro será no Cemitério São João Batista. Em breve maiores informações



domingo, 28 de junho de 2020

STONEWALL DAY TEVE PARTICIPAÇÃO DE OBAMA E DA MODELO VALENTINA SAMPÁIO

Por causa da pandemia de covid-19, a terceira edição do 
Stonewall Day foi realizada inteiramente online. Criado em 2018 pelo Pride Live, um grupo de defesa social e engajamento comunitário, o evento faz parte da luta contínua por igualdade e busca conscientizar e apoiar o legado da revolta de Stonewall

A transmissão teve início as 14h (horário de Brasília) na última sexta-feira (26), através do canal do YouTube e do perfil do  Facebook da LogoTV. Ao longo da live, personalidades como o ex-presidente americano Barack Obama, a apresentadora Ellen DeGeneres e a modelo brasileira Valentina Sampaio, deixaram mensagens para a comunidade.


Filha de um pescador e de uma professora, a cearense fez história ao se tornar a primeira modelo trans do mundo a estampar a capa da Vogue Paris. “O caminho não foi fácil, o preconceito continua nos matando, por isso cada passo é uma grande vitória para todas nós”, afirma.


Além de arrecadar fundos para a comunidade LGBT+, o evento também apoiou o movimento Black Lives Matter e abordou questões como o perigoso aumento da violência enfrentada por mulheres trans, especialmente as negras. Todas as doações serão destinadas às instituições Trans Lifeline, Brave Space Alliance, Trans Latina Coalition e Ally Coalition, que foram severamente afetadas pela Covid-19.

Com informações Revista Cláudia 



QUEM FOI MARSHA P. JOHNSON, A MÃE TRAVESTI DO MOVIMENTO LGBT+


Mais do que um movimento, a história de Stonewall é composta por figuras que foram essenciais para o crescimento da revolta. Marsha P. Johnson estava na linha de frente dos protestos que saíram do bar fechado e tomaram as ruas dos Estados Unidos e, depois, do mundo. Mulher negra transgênero, trabalhadora sexual e drag queen, ela foi pioneira no movimento dos direitos LGBTs e seu ativismo ajudou e inspirou milhares de jovens.

Após completar o colegial em Nova Jersey, chegou a Nova York carregando consigo uma sacola de roupas e apenas 15 dólares, em 1963. Seis anos depois, se tornaria figura-chave de Stonewall, com apenas 23 anos, iniciando uma série de motins que inspiram o dia do Orgulho LGBT comemorado ainda nos dias de hoje.

Além de sua participação na revolta na rua Christopher, criou o STAR (Street Travestite Action Revolutionaries) junto de sua amiga, Sylvia Rivera, que também era uma transexual drag queen que passou a atuar em prol dos direitos trans. A organização tinha como intuito apoiar jovens transexuais e também homossexuais que haviam sido expulsos de casa. Eles chegaram a coordenar um abrigo na East Second Street.

Em 1972, Johnson disse em uma entrevista que seu objetivo era "ver gays liberados e livres e ter direitos iguais aos de outras pessoas na América", com seus "irmãos e irmãs gays fora da cadeia e nas ruas novamente”. Como qualquer sexualidade que rompesse com a conformidade de gênero ainda era proibida institucionalmente, a luta contra a violência policial foi muito importante para a construção desse movimento.

A ativista dedicou muito tempo de sua vida ajudando outras pessoas. Era conhecida por sua generosidade e força para batalhar pelo que acreditava. Mas, ainda que ela e Rivera fossem importantes lideranças no movimento transexual, eram, muitas vezes, excluídas por ativistas gays. Hoje em dia, ainda é possível perceber esse afastamento por parte da comunidade LGBT.

No entanto, ao longo dos anos, a marginalização e a constante luta por reconhecimento de sua existência passaram a gerar cicatrizes que eram difíceis de serem curadas. A militante sofria constantemente com problemas de saúde mental, fazendo com que a entrada e saída de hospitais psiquiátricos se tornassem parte da sua rotina.

Legado

No dia 6 de julho de 1992, o corpo de Johnson foi encontrado no fundo do rio Hudson, em Nova York. A morte foi definida como suicídio, mas pessoas próximas da ativista não acreditavam na versão oficial da polícia, relembrando que casos de ataque a pessoas trans eram comuns. Segundo a BBC, em 2012, vinte anos depois da morte, o departamento de polícia de Nova York reabriu o caso, depois de esforços da ativista Mariah Lopez.

O final trágico representa ainda hoje grande parte da vida e morte de pessoas transexuais, que, só em 2019, foram assassinadas 331 vezes no mundo, segundo o relatório Trans Murder Monitoring (TMM). Foi apenas no ano passado que a Organização Mundial da Saúde retirou a transexualidade da lista de doenças mentais.

Marsha sempre será lembrada por suas roupas cintilantes e extravagantes, por sua esperança, desejo de mudança e por sua generosidade. O pioneirismo da ativista na luta pelos direitos LGBTs é considerado inspiração para pessoas da comunidade, que continuam lutando pelos seus direitos até os dias de hoje.

Fonte: Aventura na História 


sábado, 27 de junho de 2020

NÃO PODEMOS CELEBRAR O ORGULHO LGBT+ SEM FALAR DE THINA RODRIGUES


Thina Rodrigues 58 anos, mais de trinta deles dedicados as lutas e as causas LGBT em especial das travestis e transexuais.  Mulher, travesti, preta, militante, guerreira, presidente da ATRAC ( Associação de Travestis do Ceará).

"Ser travesti não é fácil, com 17 anos, fui expulsa de casa pela minha família, no interior do Ceará, por ser afeminada. Vim para Fortaleza com 18, 19 anos, comecei a tomar hormônios e a fazer shows em boates. O medo passou a ser parte da minha vida." Declarou em 2018 em uma entrevista ao site Universa.

Segundo Thina a prostituição foi sua profissão até 2013, mas em 1989 tornou-se militante da causa LGBT e asaumiu papel de protagonismo na luta das travestis do estado do Ceará. 

Neste exato momento, Thina encontra-se em uma UTI no Hospital Geral de Fortaleza com Covid-19 e trava aquela que é sem dúvida a maior batalha da sua vida.

Seria injusto se após uma vida dedicada a luta contra a LGBTFOBIA e por direitos iguais, Thina Rodrigues fosse esquecida em pleno dia do Orgulho LGBT, pelo movimento para o qual levantou a bandeira com garra e coragem. 

ORGULHO é o que sentimos, por essa mulher forte e valorosa.

Que em breve, possamos estar comemorando mais uma vitoria em sua vida.

PREFEITURA DO RIO INAUGURA ABRIGO LGBT COM AÇÕES NO DIA DO ORGULHO

A Prefeitura do Rio, por meio da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS- Rio) em conjunto com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH), inaugura neste domingo(28), Dia Internacional do Orgulho LGBT, 50 vagas para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em situação de rua e vulnerabilidade social, principalmente aquelas vítimas da crise sanitária causada pela Covid-19. Além da moradia em um hotel no Centro, serão oferecidas refeições diárias. A inauguração do espaço será realizada pela secretária de Assistência Social, Tia Ju, e pelo Coordenador Especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini, neste domingo (28), às 11h, na rua Tenente Possolo 49.

Na ocasião, os 12 primeiros moradores do abrigo CPA4, que vai funcionar em parceria com o núcleo de atendimento Luana Muniz – que ganhou esse nome em homenagem à travesti Luana Muniz, que desenvolveu um trabalho social na Lapa e abrigou durante décadas pessoas trans em um casarão – serão apresentados ao novo espaço dedicado à comunidade LGBT.

“O abrigo com vagas direcionadas para o público LGBT chega em um dos momentos mais críticos, economicamente falando. É um projeto que estamos trabalhando com a Assistência Social e a Tia Ju para fazer dele uma oportunidade permanente para essas pessoas que precisam suporte. Sabemos que os casos de agressões aumentaram durante a pandemia. Já existia, por exemplo, a dificuldade das pessoas transexuais de conseguir empregos no mercado formal, infelizmente, a discriminação continua grande. Diante da crise da Covid-19 que enfrentamos, esse grupo também foi fortemente atingido”, ressalta o Coordenador Especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini.

Desde quando assumiu a pasta, a secretária de Assistência Social, Tia Ju, tem buscado diversas parcerias com a CEDS para dar um atendimento diferenciado a pessoas LGBT que vive em situação de vulnerabilidade social.

“As nossas equipes de abordagem já realizam diversos atendimentos a população LGBT que vive em situação de rua, oferecem acolhimento e toda assistência necessária. A diferença é que agora eles terão um espaço de acolhimento voltado somente para eles, com uma equipe capacitada especificamente para atendê-los. Isso traz mais dignidade para o acolhido, que merece todo nosso cuidado e atenção. Tenho certeza que muitos aceitarão o acolhimento a partir de agora”, afirma Tia Ju.

Bandeirão com as cores do arco-íris

A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual em parceria com a Rio Star -empresa que administra a Roda Gigante do Rio-, vai oferecer um presente para cidade maravilhosa e estenderá, através de alpinistas da Saragô Serviços Técnicos em Altura, liderada por Mario Saragô, um bandeirão LGBT de 23 metros na maior roda-gigante da América Latina, que conta com 88 metros de altura, localizada na Zona Portuária do Rio. Em comemoração ao Dia do Orgulho LGBT a bandeira ficará visível na roda-gigante durante a manhã de domingo. (Vale destacar que o espaço turístico continua fechado para visitação devido à crise do novo coronavírus).

“O Rio é uma cidade inclusiva, que respira diversidade. É mega importante ter uma ação com essa grandiosidade levando nossa mensagem de inclusão e respeito para todo o mundo. Estamos muitos felizes com a receptividade dos executivos da Rio Star, que embarcaram nesse sonho com a equipe da CEDS Rio”, destaca o Coordenador Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, Nélio Georgini.

Ato sem aglomeração

Servidores da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual e autoridades da prefeitura do Rio, também irão promover um ato símbolo neste domingo com 70 balões nas cores do arco íris e brancos (uma homenagem aos mortos pela Covid-19, profissionais de saúde, e todos que continuam atuando na linha de frente no combate à pandemia). A ação será realizada durante a inauguração de um novo hotel no Centro do Rio para receber a comunidade LGBT, que fica localizado na rua Tenente Possolo, 49, às 11h.

Solidariedade

Entre as ações organizada pela CEDS Rio, uma campanha arrecadou mais de mil peças de roupas de inverno, calçados, cobertores e itens de higiene pessoal para serem entregues para população em situação de rua. Essas doações serão destinadas para os moradores que vão ocupar as 50 novas vagas da Prefeitura para pessoas LGBT do hotel popular no centro da cidade em situação de vulnerabilidade.

Fonte: Gay1

ROMMEO PROMOVE LIVE EM ALUSÃO AO ORGULHO LGBT+ NA TERÇA 30


Naara Vuitton, Talullah Bitch e Layla Sah serão as atrações da Rommeo Pride Show, live promovida pela sauna masculina para celebrar o mês do Orgulho LGBT+.

A transmissão acontece a partir das 19hs através do Instagram do Rommeo.

A live ainda anuncia um Banho Hot com um boy surpresa.

O Rommeo é uma das maiores saunas masculinas do Nordeste e abre espaço para artistas transformistas e drag queens com espetáculos produzidos pelo promoter Haylton Araujo.


SILVERO PEREIRA É UM DOS CONVIDADOS DA LIVE DO MUSEU DA DIVERSIDADE SEXUAL

Marcada para o domingo (28/06), a ação +Orgulho é uma parceria entre o Museu da Diversidade Sexual (MDS), instituição vinculada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, e o #CulturaEmCasa, plataforma de streaming e vídeo que reúne de forma gratuita o que há de melhor na programação cultural produzida por artistas e profissionais do setor. A iniciativa garante apoio às Paradas LGBTQIA+ realizadas no interior e no litoral do Estado de São Paulo. Neste ano, foram selecionadas 20 cidades por meio de um edital.


Em um cenário que ainda exige o isolamento social para o enfrentamento da pandemia da Covid-19, o +Orgulho foi levado para o meio virtual. A partir dessa nova realidade, o MDS se empenha na continuidade das ações para garantir a celebração de uma data tão expressiva como o Dia do Orgulho LGBTQIA+.

O evento será composto por lives com artistas LGBTQIA+; pelas exposições Queerentena e O Orgulho Ocupa a Rua (acervo fotográfico do Museu da Diversidade Sexual sobre Paradas LGBTQIA+ disponível no Google Arts & Culture) e pela Série Memórias, entrevistas feitas com personalidades relacionadas à luta LGBTQIA+. As ações acontecem a partir das 16h, no www.culturaemcasa.com.br.

A abertura da programação será feita por Tchaka Drag Queen, personagem criada pelo ator Valder Bastos e que completa 20 anos de carreira neste ano. Considerada a Rainha das Festas, Tchaka é conhecida por suas apresentações em eventos que já ultrapassam a marca de 5 mil realizações. Consolidada na cena LGBTQIA+, a artista também é apresentadora de vários blocos de carnaval da cidade de São Paulo e tem presença garantida em programas televisivos de humor e em documentários e filmes.


Alguns dos destaques do +Orgulho são a apresentação das peças Uma flor de dama, com Silvero Pereira; e Deus Me Live! A noviça mais que rebelde, de Wilson dos Santos, trabalhos que já existiam nos palcos e foram levados para o formato online. Também será feita a exibição do filme A Volta da Paulicéia Desvairada, de Lufe Steffen.

Em Uma flor de dama, inspirada no conto Dama da Noite, de Caio Fernando Abreu, o público é convidado a passar uma noite com uma travesti. A proposta é ampliar o olhar para a travestilidade, aproximando-a do humano. O desafio é encarar essa travesti sem estranhamentos, mas também testar nossos discursos libertários e desprovidos de preconceitos.

Deus Me Live! é o novo formato online da comédia A Noviça Mais Rebelde, que neste ano comemora 11 anos em cartaz. O espetáculo é um pocket show da irmã Maria José, adaptado para o formato digital. No final da apresentação, uma conversa com a produção mostra a transformação da sala da casa, no coração da Rua da Consolação (São Paulo), em um pequeno teatro.

Já o filme A Volta da Pauliceia Desvairada, produzido e dirigido por Lufe Steffen, é um documentário histórico e épico sobre a vertiginosa e incansável noite LGBT de São Paulo no início dos anos 2010.

Franco Reinaudo, diretor do MDS, conta que a ação on-line é necessária para reafirmar a luta cotidiana da população LGBTQIA+ pela equidade, paz e respeito à diversidade. “Por uma questão de saúde pública e empatia com as vítimas da Covid-19, as paradas que celebram o orgulho e remetem à revolta de Stonewall não vão acontecer presencialmente, mas organizações, ativistas e sociedade civil, como o Museu, vão continuar celebrando o Orgulho com as ferramentas virtuais”.

“Nosso objetivo é que o conteúdo cultural disponibilizado pelas plataformas nesta ocasião seja amplo e diverso. E o Museu da Diversidade Sexual contribui com essa iniciativa de forma criativa e emblemática”, afirma Danielle Nigromonte, diretora-geral da Amigos da Arte, Organização Social que gere a instituição.

Programação completa do +Orgulho

  • Dia 28/6 (domingo) 

  • 16h Live de abertura com TchaKa a Drag Queen e entrevista com Franco Reinaudo, diretor do Museu da Diversidade Sexual

  •  17h Live – Debate do Museu da Diversidade Sexual com Helena Vieira, Renan Quinalha e Rita Colaço. Mediação do professor Paulo Souto Maior 

  • 18h30 Lives Stonewall 50, Liniker, Edy Star e Maria Alcina 

  • 19h Deus me Live! A noviça mais que rebelde – Wilson dos Santos 

  • 20h Lançamento do filme A Volta da Pauliceia Desvairada (Lufe Steffen) na plataforma #CulturaEmCasa; Leonardo Oliveira indicando leituras – Museu Felícia Leirner, 6′; transmissão da projeção das fotos do Museu da Diversidade Sexual na plataforma #CulturaEmCasa e apresentação de trechos das lives de Rita Von Hunty e João Silvério Trevisan 

  • 21h30 Uma flor de dama, com Silvero Pereira.
Fonte Gay Blog


ENTIDADE DE TURISMO LGBT REBATE PRESIDENTE DA EMBRATUR: PRECONCEITUOSO E IRRESPONSÁVEL

Em live com a ministra Damares, Gilson Machado falou em ‘orifício rugoso’ para atacar LGBTs


A Câmara de Comércio e Turismo LGBT,  associação que promove incentivo ao turismo deste segmento no Brasil, divulgou uma nota nesta quinta-feira 25 repudiando a fala do presidente da Embratur, Gilson Machado, que em uma live junto da ministra Damares Alves atacou a comunidade LGBT.

“Gilson Machado esquece que suas opiniões pessoais impactam de forma direta um dos setores que mais sofreu com a pandemia do COVID-19. O Turismo LGBT movimentou USD 218,7 bilhões em 2018, segundo dados da pesquisa LGBT Travel Market. Ao se posicionar de forma direta contra a comunidade LGBTI+, o presidente da Embratur faz grave ataque aos direitos universais, ao lado da Ministra dos Direitos Humanos que não se posicionou a respeito, e dificulta a entrada de USD 26,8 bilhões na economia brasileira (pesquisa OUT/WTM 2018)”, diz a nota.

Após dizer que o movimento LGBT quer impor sua sexualidade para a maioria dos cristãos brasileiros de forma abominável, Machado declarou que não tem “nada contra quem usa seu orifício rugoso ‘infralombar’ para fazer sexo”. A fala foi ouvida pela ministra Damares, que não se manifestou.

O presidente da Câmara de turismo LGBT, Ricardo Gomes, afirma que a fala de Machado causa regressão em todo o trabalho desenvolvido por entidades no Brasil, que tentam mostrar o país como um destino acolhedor.  “Apesar de não refletir o sentimento de toda a população brasileira, atinge a promoção do destino Brasil de forma direta por seu papel institucional”, completa Ricardo.

A entidade diz que continuará trabalhando para incentivar o turismo de LGBTs no Brasil. “Prova disso é que no dia 15 de julho faremos o primeiro evento de turismo LGBT online do Brasil, firmando nosso compromisso com o fomento da economia e da geração de empregos”, conclui a nota.

Leia na íntegra:

Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil repudia declarações do presidente da Embratur

A Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil repudia a fala preconceituosa e errônea do presidente da Embratur, Gilson Machado, em Live transmitida pelo Facebook ao lado da Ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

“Como presidente da agência que promove o turismo brasileiro, qualquer declaração de Gilson Machado terá impacto direto no setor. Além de mostrar desconhecimento sobre a comunidade LGBTI+, suas palavras atacam de forma direta a promoção do turismo LGBTI+ no Brasil e causa regressão em todo o trabalho desenvolvido por entidades como a Câmara LGBT em desenvolver nosso país como um destino acolhedor. Nossa entidade repudia qualquer fala preconceituosa e irresponsável, ainda mais quando parte de uma figura pública ligada ao turismo”, declara Ricardo Gomes, presidente da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil.

Usando suas convicções religiosas o presidente do órgão de promoção do turismo brasileiro ataca o que chama de uma tentativa de “impor a sua sexualidade perante a maioria de cristãos brasileiros” chamando-a de “abominável”. A fala de Gilson Machado ocorreu ao citar a peça “O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu”, encenada em um festival com financiamento público, que ele chama de “canalhice com dinheiro público”.

No que o próprio chama de desabafo, Gilson Machado, após mostrar todo seu desconhecimento sobre o tema e preconceito com a comunidade LGBTI+, diz não ter “nada contra quem usa seu orifício rugoso infra lombar para fazer sexo”; novamente revelando seu preconceito ao simplesmente não citar a população LGBTI+  com a denominação correta.

Apesar de não citar de forma direta o turismo, como presidente da Embratur, Gilson Machado esquece que suas opiniões pessoais impactam de forma direta um dos setores que mais sofreu com a pandemia do COVID-19. O Turismo LGBT movimentou USD 218,7 bilhões em 2018, segundo dados da pesquisa LGBT Travel Market, promovido anualmente pela Consultoria Out Now/WTM. Ao se posicionar de forma direta contra a comunidade LGBTI+, o presidente da Embratur faz grave ataque aos direitos universais, ao lado da Ministra dos Direitos Humanos que não se posicionou a respeito, e dificulta a entrada de USD 26,8 bilhões na economia brasileira (pesquisa OUT/WTM 2018), colaborando com o desemprego, em um período que o turismo pode contribuir para a saída da crise causada pela pandemia, e minando as relações internacionais brasileiras com países que valorizam a democracia e o fim do preconceito.

“Em um momento em que o turismo começa a pensar na retomada do setor, responsável pela geração de milhões de empregos, e que o turista LGBTI+ se destaca como um dos que será mais importante nesse momento, é desastrosa a fala do presidente da Embratur. Apesar de não refletir o sentimento de toda a população brasileira, atinge a promoção do destino Brasil de forma direta por seu papel institucional”, completa Ricardo.

O Ministério do Turismo e a Embratur abandonaram o turismo LGBTI+ retirando-o do plano nacional do turismo e não reeditando a cartilha “Dicas para atender bem o turista LGBT”. Além disso, não cumpre o acordo de cooperação assinado entre a Câmara LGBT, Mtur e Embratur, com validade até junho de 2023, que visa a promoção do turismo LGBT dentro e fora do país.

Dados comprovam que o turista LGBTI+ será um dos primeiros a retomar as viagens tão logo sejam estabelecidos protocolos de segurança global. Segundo pesquisa da IGLTA (Associação Internacional de Turismo LGBTI+) 66% dos viajantes LGBTI+ pretendem viajar tão logo seja possível.

“Nossa pesquisa comprovou que o turista LGBTI+ sairá na frente na retomada. Essa fala do presidente da Embratur sinaliza que nosso país irá perder espaço frente a outros destinos que já entenderam a importância do segmento LGBTI+, especialmente nesse momento em que vivemos”, analisou Clovis Casemiro, representante da IGLTA no Brasil.

Apesar das declarações desastrosas e posicionamentos questionáveis e condenáveis do governo federal, a Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil vai continuar com seu trabalho de promoção do País como um destino diverso, o que já está no DNA da nação brasileira. Continuaremos defendendo e promovendo o empreendedorismo e empregabilidade da e para a comunidade LGBTI+. Prova disso é que no dia 15 de julho faremos o primeiro evento de turismo LGBT online do Brasil, firmando nosso compromisso com o fomento da economia e da geração de empregos.

Fonte:Carta Capital