sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

MULHER DE BISPO EVANGÉLICO TENTA SUICÍDIO APÓS FLAGRAR MARIDO COM TRAVESTI


Na tarde da última quinta-feira (16) uma pastora evangélica tentou cometer suicídio se jogando da ponte sobre o Rio Negro em Manaus.

O motivo foi que a pastora flagrou o marido que é Bispo evangélico saindo com uma travesti da boate Remulo no centro de Manaus.

O homem chegou a ir até a ponte para tentar salvar a esposa e gritou por ajuda de policiais militares (PMs). A mulher foi socorrida pela PM e por um amigo.

No chão, a mulher é consolada por um amigo, que faz orações. Assista o vídeo:


COM OBRAS BARRADAS POR BOLSONARO, FESTIVAL VERÃO SEM CENSURA ESTREIA EM SÃO PAULO

No fim de janeiro, a cidade de São Paulo será palco da primeira edição do Festival Sem Censura, evento que acolherá todas as manifestações culturais oprimidas pelo presidente Jair Bolsonaro e outras que foram censuradas ainda sob o regime da Ditadura, como a peça Roda Viva, de Chico Buarque. Serão mais de 45 atividades abertas e gratuitas, entre peças de teatro, filmes, debates, shows, exposições, performances e blocos de Carnaval.

Para o secretário Alexandre Youssef, o Verão Sem Censura não é um projeto de antagonismo ao Governo Federal. “É uma medida de valorização da nossa cultura. Uma resistência que luta pelo bem mais valioso da nossa cultura: a liberdade de expressão”. Para ele, trata-se de combater a repressão, a censura e o preconceito produzindo e promovendo coisas “boas, bonitas e fortes”.
A abertura do evento acontece neste sexta-feira 17, na Praça das Artes, com show de Arnaldo Antunes, músico que teve seu videoclipe censurado na TV recentemente. No mesmo dia, o Theatro Municipal recebe, na sacada, o DJ Rennan da Penha, funkeiro idealizador do Baile da Gaiola, preso em março e libertado em novembro.
No dia 18, a Praça das Artes promove também uma exibição do filme Bruna Surfistinha, de Marcus Baldini. O longa-metragem tem sessão seguida de debate com Raquel Pacheco, cuja autobiografia O Doce Veneno do Escorpião inspirou o filme, e a atriz Deborah Secco, que interpreta a ex-prostituta.
Em julho, o presidente Jair Bolsonaro declarou que não poderia “admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha”. Na sequência, acontece desfile de moda da Daspu, grife do movimento de prostitutas do Brasil criada por Gabriela Leite, e a festa LGBT Desculpa Qualquer Coisa, com performance do grupo Maravilhosas Corpo de Baile.

Confira a programação completa:

PRAÇA DAS ARTES
17/01
  • 20h – Arnaldo Antunes
18/01
  • 21h30 – Conversa com a Déborah Secco e Raquel Pacheco
  • 22h – Exibição do filme “Bruna Surfistinha”
  • 00h – Daspu – Desfile de abertura
  • 00h30 – Desculpa Qualquer Coisa com performance das Maravilhosas Corpo de Baile
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
17/01
  • 21h – Caranguejo Overdrive – Aquela Cia de Teatro
18/01
  • 21h – Caranguejo Overdrive – Aquela Cia de Teatro
 19/01
  • 15h – Vida Invisível – Sala Lima Barreto
 17 a 31/01
  • Exposição com cartazes de filmes censurados
18/01
  • Circuito SPCine
    • 16h – Sessão de curtas LGBT
    • Vando Vulgo Vendita
    • O Órfão
    • Preciso dizer que te amo
    • Reforma
    • Tea for two
    • Swinguerra
 19 /01
  • Circuito Spcine
    • 15h – Corpo Elétrico
    • 17h – Sessão de médias
    • Verona
    • Nova Dubai
    • 19h – Bixa Travesty
 19/01
  • 20h – Caranguejo Overdrive – Aquela Cia de Teatro
29/01
  • 19h – Exibição do longa metragem “Act and Punishment” – Sala Paulo Emílio
    21h30 – Debate com integrantes
30/01
  • 20h – Pussy Riot com participação de Linn da Quebrada
BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE
17/01 a 31/01
  • 19h – Banidos – Obras censuradas no decorrer de três séculos fazem parte dessa exposição do acervo de raridades da Biblioteca Mário de Andrade. Incluem-se desde títulos como Comedia Eufrosina, de Jorge Ferreira de Vasconcellos, peça de teatro do século 16 censurada pela Igreja e incluída no Index de livros proibidos; chegando a Capitães da Areia, de Jorge Amado, incinerado em praça pública pelo Estado Novo, em 1937.
  • No dia da abertura, 17 de janeiro, 19h, bate-papo vai reunir Ignácio de Loyola Brandão, romancista brasileiro autor de obras que foram censuradas na época da ditadura; e Laura Mattos, autora do recente Herói mutilado: Roque Santeiro e os bastidores da censura à TV na ditadura. Moderação: Maria Fernanda Rodrigues
 18 e 19/01
  • 19h – O Caderno Rosa de Lori Lamby  – Uma menina de oito anos escreve um diário com peripécias sexuais. Peça baseada em obra homônima de Hilda Hilst, na fronteira onde se encontram a irrealidade, o tabu, o desejo e a inocência da imaginação infantil. Iara Jamra vive o papel, com direção geral de Bete Coelho e direção de arte de Cassio Brasil.
21/01
  • 19h – Cabaré da Fossa – Entre o humor e o drama, essa leitura homoerótica inclui também canções e cenas de filmes e ficará a cargo de Caetano Romão, Ismar Tirelli Neto e Ricardo Domeneck, com a especialíssima participação de Horácio Costa.
  • 19h – Uma aula sobre 1984–  O romance distópico de George Orwell, um dos livros que mais nos fizeram discutir sociedades totalitárias,  acaba de completar 70 anos e será apresentado pela historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, autora do recente Sobre o autoritarismo.
23/01
  • 19h – Erotismo censurado – Uma história de autores  e obras malditos, de Sade a Hilda Hilst, será apresentada nesta aula de Eliane Robert Moraes, filósofa e ensaísta, uma das mais destacadas especialistas em literatura erótica e proscrita. Trechos escolhidos serão lidos pela atriz Helena Ignez.
 24, 25 e 26/01
  • 19h – Navalha na Carne Negra – A peça de 1967 foi vetada pela ditadura, e seu autor, Plínio Marcos, chegou a ter a integralidade de sua obra banida dos palcos. Em cena, tudo começa com o dinheiro deixado pela prostituta Neusa Sueli para seu cafetão Vado. Com Lucélia Sérgio, Raphael Garcia e Rodrigo dos Santos, e direção de José Fernando Peixoto de Azevedo.
 25/01
  • Das 10h às 13h, das 14h às 17h – Oficina de poesia sem censura, com Angélica Freitas – Neste laboratório, comandado pela poeta Angélica Freitas (Rilke Shake, 2007; Um útero é do tamanho de um punho, prêmio APCA 2012) os participantes utilizam o caderno como espaço de experimentação para aguçar suas habilidades poéticas. 20 vagas, oficina sequencial, das 10h às 13h, das 14h às 17h.
28/01
  • 19h – Proibidas – A revista literária “Puñado”, editada por um coletivo de mulheres, vai fazer um clube de leitura especial, com trechos de autoras latino-americanas brancas e negras que foram censuradas, proibidas ou sofreram resistência, seja pelo teor político, seja pelo teor moral. Com Laura Del Rey e Raquel Dommarco Pedrão, organizadoras da Puñado, e as convidadas Hailey Kaas, Jéssica Balbino, Luciana Bento e Vanessa Ferrari.
 29/01
  • 19h – Marighella – Personagem da história política brasileira que enfrentou censura tanto em vida quanto após sua morte é o tema desse diálogo que reúne o escritor e jornalista Mário Magalhães, autor de sua biografia, e Maria Marighella, sua neta, que está à frente do relançamento de volume de escritos, Chamamento ao povo brasileiro. Moderação: Rodrigo Casarin.
 30/01
  • 19h – Mulheres nos Anos de Chumbo – As romancistas Claudia Lage e Maria Valéria Rezende e a historiadora Maria Claudia Badan Ribeiro conversam sobre a escrita ficcional e historiográfica que reconstitui a atuação feminina e a repressão de 1964 à reabertura política. Participação especial de Adelaide Ivánova, que apresentará duas performances. Mediação: Robson Viturino.
 30 e 31/01
  • 19h – Calabar, O Elogio da Traição – Por uma década ficou censurada esta peça de teatro musicada de Chico Buarque e Ruy Guerra que recupera a figura de Domingos Fernandes Calabar, que tomou partido dos holandeses, contra a coroa portuguesa, durante a Insurreição Pernambucana. Esta adaptação para leitura dramática, com onze atores e três músicos, é assinada por Renata Palottini e é um projeto do Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura, da ECA-USP. Direção de Roberto Ascar e direção musical de Jean Garfunkel.
CENTRO CULTURAL OLIDO
17, 18 e 19/01 – Sala Paissandu
  • 18h – Abrazo – Grupo Clowns de Shakespeare
17, 18 e 19/01 – Sala Olido
  • 21h – Gritos – Cia Dos à Deux
CENTRO CULTURAL DA DIVERSIDADE
18/01
  • 21h     A Mulher Monstro – S.E.M. Cia de Teatro
19/01
  • 19h     A Mulher Monstro – S.E.M. Cia de Teatro
25/01
  • 21h     Sombra – Teatro da Pomba Gira
26/01
  • 19h     Sombra – Teatro da Pomba Gira
TEATRO FLÁVIO IMPÉRIO
18/01
  • 20h – O Crime da Cabra – Cia do Sal
 19/01
  • 19h – O Crime da Cabra- Cia do Sal
29/01
  • 20h – Lembro Todo dia de Você – Núcleo Experimental
30/01
  • 20h – Lembro Todo dia de Você – Núcleo Experimental
VILA ITORORÓ
18 e 19/01
  • 15h – Blitz, o império que nunca dorme – Trupe Olho da Rua
25 e 26/01
  • 20h – Quando Quebra Queima – Coletiva Ocupação
CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE
17 e 18/01
  • 20h – Domínio Público
22/01
  • 20h – Res Pvblica 2023 – Grupo A Motosserra Perfumada
23/01
  • 20h – Res Pvblica 2023 – Grupo A Motosserra Perfumada
CENTRO DE CULTURAS NEGRAS
25 e 26/01
  • 16h – Macacos – Cia do Sal
PRAÇA RAMOS DE AZEVEDO
31/01
  • 23h – Cortejo com a Espetacular Charanga do França
  • 00h – Festa com Tarado Ni Você
  • 01h – Minhoqueens
THEATRO MUNICIPAL
17/01
  • 23h – Rennan da Penha (Sacada)
29/01
  • 20h – Divinas Divas
31/01
  • 19h – Roda Viva
  • 22:30 – Concentração da Espetacular Charanga do França (Na frente do Theatro)
  • 23h – Cortejo: Roda Viva e Espetacular Charanga do França
Observação: Todas as apresentações de teatro serão seguidas de mediação.
 PARCERIA: CASA 1
17 a 31/01
  • Projeto Instituto Temporário de pesquisa sobre censura – um mergulho crítico sobre a trajetória da censura.
Fonte:Carta Capital