sexta-feira, 11 de outubro de 2019

GAYS MORREM DE AIDS NA ÁFRICA POR CAUSA DE LEIS HOMOFÓBICAS, MOSTRA ESTUDO

NAIRÓBI (Thomson Reuters Foundation) - Milhares de homens homossexuais na África provavelmente estão morrendo de doenças relacionadas ao HIV todos os anos devido a leis homofóbicas que abafam suas chances de serem testados e tratados, disseram pesquisadores de um estudo publicado nesta segunda-feira na revista The Lancet HIV.

Um estudo dos dados de 45.000 homossexuais em 28 países africanos, incluindo Quênia, Malawi e Nigéria, mostrou que apenas um em cada quatro com HIV estava tomando medicação.
Metade fez teste de HIV/Aids nos últimos 12 meses, e os pesquisadores disseram que as baixas taxas se devem a leis anti-LGBT+ em muitos países africanos que promoveram estigma e discriminação e negligenciaram programas de HIV/Aids direcionados a homens gays.
“Descobrimos que países que tinham leis anti-LGBT mais repressivas ou penas mais severas para relações entre pessoas do mesmo sexo tinham níveis mais baixos de tests para HIV", disse Kate Mitchell, uma das pesquisadoras do Imperial College de Londres que participou do estudo.
"Alguns estudos sugeriram que isso se devia ao estigma. Mais pesquisas são necessárias para verificar se, caso essas leis sejam revogadas, mais homens gays serão testados e tratados."
Segundo a Organização das Nações Unidas, cerca de 470.000 pessoas com HIV na África ainda morrem todos os anos porque não podem ou não conseguem testes e acesso ao tratamento, representando mais de 60% de todas as mortes relacionadas ao HIV no mundo.
Embora não haja dados oficiais sobre o número de mortes de homens que fazem sexo com homens, Mitchell disse que seria justo estimar que milhares de homossexuais que desconheciam ou não podiam obter medicação morrem todos os anos.
Por Nita Bhalla 
FONTE: EXTRA

GOVERNO DO AM SANCIONA LEI QUE GARANTE USO DO NOME SOCIAL A TRAVESTIS E TRANSEXUAIS

No Amazonas, pessoas transexuais e travestis agora têm o direito ao uso do nome social nos órgãos e entidades da administração pública do Estado. A garantia foi sancionada pelo Governo do Amazonas, no último dia 4 de outubro, por meio da Lei nº 4.946.

Conforme a lei, entende-se por nome social aquele pelo qual a pessoa travesti ou transexual prefira ser chamada no dia a dia, e como se reconhece e é identificada no meio social.

O campo “nome social” deve aparecer nos registros de informação, cadastros, programas, serviços, fichas de formulários, prontuários e congêneres dos órgãos e entidades da administração pública.
De acordo com a titular da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Caroline Braz, a sanção da Lei oferece cidadania e promoção de direitos.

“A segurança nome social é um direito que promove dignidade e, além disso, o pertencimento. Todo mundo merece ser chamado pelo nome que deseja e agora, no Amazonas, esse desejo é garantido por Lei”, destaca.” O Governo do Amazonas, por meio da Sejusc, vem trabalhando para que os direitos fundamentais do cidadão sejam garantidos”.

A pessoa que passar a usar o nome social poderá solicitar a inclusão ou modificação de seu registro a qualquer tempo que lhe seja conveniente. O cidadão deverá, desde o momento da solicitação, ser chamado pelo nome social, e não cabe o deferimento ou não do pedido.

Diversidade e Gênero – A Sejusc dispõe de uma gerência de Diversidade e Gênero, que tem como principal atividade coordenar a elaboração e implementação dos planos, programas e projetos relacionados aos direitos de LGBTs em âmbito estadual, bem como articular ações junto aos demais órgãos do Poder Público e Sociedade Civil Organizada.

Atualmente, o órgão está mediando a formação do Conselho Estadual de Combate à Discriminação LGBT do Amazonas, que contará com a participação de diversos órgãos do Estado e Sociedade Civil.

‘TIME’ ELEGE PABLLO VITTAR ‘LÍDER DA PRÓXIMA GERAÇÃO’

A revista Time incluiu nesta quinta-feira, 10, em sua lista bianual a drag queen e ativista LGBT+ brasileira Pabllo Vittar como uma das dez pessoas jovens que estão “mudando o mundo”.

Pabllo, de 24 anos, foi incluída ao lado de outras estrelas em ascensão no mundo, como o rapper britânico Stormzy, na seleção 'Next Generation Leaders' (Líderes da Próxima Geração).
De acordo com a publicação, a drag queen “se estabeleceu como alguém a ser admirado em muitas frentes, usando sua plataforma como estrela musical para exigir igualdade para comunidades LGBT no Brasil e além”. 
Pabllo, que se identifica como gay e genderfluid, se tornou uma sensação na internet nos últimos anos, conquistando meio bilhão de reproduções no Spotify e um bilhão de visualizações no Youtube, além de somar nove milhões de seguidores no Instagram.