segunda-feira, 29 de abril de 2019

DIVAS TRANS - CARLA COLARES, LAYLA SAH E LENA OXA SÃO AS ESTRELAS DO TRANS PARADISE ESPECIAL DIA 05 NA LEVEL

Carla Colares, Layla Sah e Lena Oxa três das maiores referências da noite LGBT cearense, estarão juntas no palco da boate Level, no próximo domingo 05 de maio.

As três tem carreira consolidada, são mulheres empoderadas, militantes, formadoras de opinião e claro talentosas.

Carla Colares que vive a vários anos na Europa, retorna a Fortaleza e claro é convidada especial do Trans Paradise. Os amigos e fãs do seu talento poderão revê-la no palco, e as artistas e o público da nova geração, terão a oportunidade única de ver e conhecer esse talento. Colares ficou conhecida por suas maravilhosas interpretações da diva Whitney Houston.

Quem vai estar no comando é a diva Layla Sah e além de Colares apresenta a diva Lena Oxa que volta ao palco da boate Level. Alguma duvida de que será uma noite estelada?

LINE UP

A pista vai ferver ao som dos Djs Marcelo Fort, Elias Arrais, Lourran Carneiro e Amabilis Ohanna.

TIFANNY: ‘FUI CORTADA DE UM TIME MASCULINO POR SER HOMOSSEXUAL’

A oposta Tifanny Abreu, do Sesi Bauru, revelou a primeira vez em que sofreu preconceito no vôlei, em 2003, no Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo. Em entrevista ao programa Bola da Vez, da Espn, no último domingo, a primeira jogadora trans da Superliga contou que impressionou um técnico em um teste no clube, mas, por homofobia, o diretor da equipe vetou sua contratação.

“No meu primeiro teste, tive uma decepção. O técnico ficou encantado com meu voleibol. Como eu era magra, mas era muito explosiva, pulava muito, tinha muita força. Era um talento nato. Mas o diretor não queria nenhum homossexual no time. No segundo teste, nem participei da peneira, já fui riscada”, revelou a jogadora de 34 anos.

Tifanny tentou buscar justificativas para o corte, mas só descobriu quando um jogador da equipe lhe disse que o diretor não aprovava homossexuais. “Eu chorei muito. Perguntei para o técnico como poderia ser cortada sem nem fazer o teste. Ele me pediu para voltar no outro dia, mas o mesmo aconteceu. Quando fui para o alojamento, o melhor jogador do time me disse: ‘É difícil para o técnico, ele me falou que não quer cortar você, porque você é um dos melhores talentos que apareceu, mas o diretor não permite atletas gays na equipe.”

Segundo ela, o então diretor do Pinheiros agora trabalha em outra equipe da Superliga. Depois de não conseguir realizar seu sonho de jogar na liga masculina, Tifanny se assumiu transexual e conseguiu uma vaga na Superliga feminina de vôlei, onde se destacou atuando pelo Bauru, mas também esbarrou em alguns problemas por causa de seu gênero.

No final do mês passado, o técnico Bernardinho, do Sesc RJ, demonstrou sua frustração após um ataque de Tifanny, durante o confronto de quartas de final contra o Sesi Bauru. “Um homem, é f***”, disse. A declaração foi flagrada pelas câmeras e criticada nas redes sociais. O treinador se desculpou publicamente e ganhou o apoio da oposta.

O Bauru eliminou o Rio de Janeiro de Bernardinho por 2 a 1, mas parou nas semifinais, quando foi eliminado pelo Praia Clube, de Uberlândia, por 2 a 0. Tifanny foi a maior pontuadora do Sesi Bauru, mas não aparece entre as cinco melhores da Superliga.

Fonte: Revista Veja