sexta-feira, 29 de março de 2019

CASAL GAY É TORTURADO POR MAIS DE 10 POLICIAIS NA ARGENTINA

Na manhã da última  segunda-feira (25), Alexis Do Santos e Nahuel Aldana, dois homens homossexuais, foram vítimas de abuso de autoridade e violência por parte de homens da polícia que invadiram sua casa, localizada no bairro de Tanque de Santo Tomé, na cidade de Santa Fé, Argentina.

Alexis Do Santos voltava para casa em seu carro, quando uma patrulha começou a segui-lo, quando ele chegou em casa, seu parceiro Nahuel Aldana já se encontrava lá, pois havia seguido de moto.

O casal entrou em casa e a polícia pediu para deixá-los entrar porque "viajavam em um carro suspeito com fumê nas janelas". O casal se recusou e pediu que apresentassem uma ordem de busca e apreensão para permitir que entrassem.

No entanto, os elementos, que totalizaram mais de 10, entraram a força e começaram a atacar os dois. Ao perceberem que eram homossexuais e que eram um casal, começaram a tratá-los de maneira degradante e almentaram os ataques.

"A polícia já desceu da viatura apontando espingardas em nossa direção, e eles começaram a nos gritar. Eles queriam entrar na minha casa, mas eu disse a eles que precisavam de um mandado de busca. Eles queriam nos levar para a rua e eu resisti porque eles não tinham uma justificativa. Então, o policial que estava falando comigo agarrou meu pescoço e eu o empurrei. Seu companheiro disparou dois tiros no ar e apontou uma arma para mim ", disse Alexis Dos Santos.

Os policiais os levaram para uma delegacia de polícia, onde começou a verdadeira sessão de tortura contra o casal. Eles começaram a bater em Nahuel, que tem uma deficiência, quando eles ouviram Alexis o chamar de "meu amor", eles começaram a humilhalos com piadas homofobicas.

"Dentro da delegacia, eles começaram a nos bater novamente e em um momento eu disse ao meu parceiro: 'Quieto meu amor, vamos sair dessa'. Quando descobriram que éramos gays, foi aí que começaram os abusos psicológicos e físicos ", disse Dos Santos.

 "'Dale, putinha, você gosta de apanhar", disseram-me enquanto colocavam as mãos na minha bunda. Nós choramos de raiva ...

A tortura durou aproximadamente quatro horas e terminou quando os familiares das vítimas compareceram à delegacia. Devido a violência de que foram vitimas, a família solicitou uma ambulância; no entanto, eles não deixaram o pessoal de emergência passar até que Alexis começou a convulsionar.

Os jovens disseram que os policiais ameaçaram matá-los se apresentassem uma queixa. No entanto, o casal entrou com uma queixa junto a Administração Interna e solicitou a custódia. Como resultado disso e da cobertura midiática do caso, uma investigação foi aberta e oito policiais foram suspensos.

Fonte:NT

BRUNEI O PAÍS QUE PRETENDE PUNIR LGBTS COM PEDRADAS ATÉ A MORTE

Autoridades do Brunei pretendem colocar em vigor na próxima semana uma lei que pune com morte por apedrejamento aqueles que cometerem adultério ou tiverem relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, denunciaram ativistas de direitos humanos na quarta-feira (27/03).
A punição consta no código penal que o país asiático apresentou em 2014 baseado na Shariah, a lei islâmica. A implantação do conjunto de novas regras, contudo, acabou sendo suspensa naquele ano em meio a críticas de organizações de direitos humanos.
Segundo a Anistia Internacional, o governo pretende colocá-las finalmente em vigor na próxima quarta-feira, 3 de abril. As mudanças legais foram anunciadas num aviso discreto no site da Procuradoria-Geral do país, informou a organização.
As leis só valem para muçulmanos e abrangem inclusive crianças, segundo a Anistia. A homossexualidade, que já é crime no Brunei, será agora sujeita à pena de morte.
O novo código penal também prevê amputações de membros do corpo em casos de roubo. Segundo as regras, ladrões condenados pela primeira vez terão sua mão direita amputada e, em caso de reincidência, seu pé esquerdo.
Um porta-voz do Ministério de Assuntos Religiosos do Brunei afirmou nesta quarta-feira que o sultão e primeiro-ministro do país, Hassanal Bolkiah, deve fazer um anúncio em 3 de abril sobre as novas leis da Sharia.
Somente após esse evento saberemos a data de implementação das novas leis“, disse o porta-voz, questionado pela agência de notícias AFP. “Em termos de prontidão, no momento estamos preparados para impor a amputação por roubo. Isso é tudo.”
Em nota, a Anistia Internacional clamou para que o país “interrompa imediatamente” a implementação das novas punições e que reveja seu código penal em conformidade com as obrigações do país acerca dos direitos humanos.
Legalizar essas penas cruéis e desumanas é algo terrível“, disse Rachel Chhoa-Howard, pesquisadora da organização no Brunei. “Algumas das possíveis ‘ofensas’ não deveriam nem ser consideradas crimes, incluindo sexo consensual entre adultos do mesmo sexo.”
A ativista pede ainda que a “comunidade internacional condene urgentemente o movimento do Brunei para colocar essas penalidades cruéis em prática“.
Phil Robertson, da Human Rights Watch, alertou que a entrada em vigor da lei “levará rapidamente o país ao status de pária dos direitos humanos aos olhos de investidores estrangeiros, turistas e agências internacionais“.
Se esse plano insensato avançar, haverá todos os motivos para acreditar que o movimento global de boicote ao Brunei irá recomeçar“, acrescentou o ativista. Segundo ele, o Brunei está prestes a se tornar o único país do Sudeste Asiático a punir o sexo gay com a morte.
O sultão do Brunei instituiu o código penal da Shariah em 2014 para reforçar a influência do Islã na minúscula monarquia rica em petróleo, conhecida há muito tempo por políticas conservadoras, como a proibição da venda pública de bebidas alcoólicas. A primeira etapa da lei incluía multas ou prisão por ofensas como gravidez fora do casamento ou deixar de orar na sexta-feira.
Não houve grande oposição pública à lei no Brunei, onde o sultão Hassanal Bolkiah governa desde os anos 1960 como chefe de Estado com plena autoridade executiva. A crítica da população às suas políticas é muito rara, enquanto é comum que ativistas de direitos humanos sejam banidos do país.
Fonte: PRAGMATISMO POLÍTICO