O PORTAL LGBTI+ DO CEARÁ

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terça-feira, 26 de março de 2019

REPRESSÃO À COMUNIDADE LGBT NA DITADURA

Entre os anos de 1950 e de 1960, os movimentos de contestação à ordem e aos “bons costumes” ganharam força, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, contudo, o período ficou assinalado pelo recrudescimento da ditadura civil-militar. Apesar de o discurso da liberação sexual ter repercutido no país, a intensa repressão aos movimentos sociais que contestavam o regime ditatorial, especialmente após o AI-5 em 1968, freou as possibilidades de organização das pessoas LGBTs de reivindicarem os seus direitos.
A comunidade LGBT brasileira manteve seus locais de sociabilidade em guetos. Longe de poderem se organizar como movimento político, os homossexuais encontravam-se em casas noturnas, bailes de carnaval ou em fã clubes de artistas, em que se sentiam mais à vontade para afirmar sua identidade. Aos poucos, foram se ampliando os espaço de sociabilidade e interação homossexual nas grandes cidades, que eram procurados pelas pessoas LGBTs de todo o Brasil, em busca de anonimato e de encontros entre iguais.
Cresceu o número de espaços codificados, como bares, boates, saunas e espaços de “pegação”, em parques e praças durante esse período. Figuras artísticas públicas começaram a se destacar na mídia e no convívio social, mas eram quase sempre vistas como personalidades exóticas, caso do carnavalesco Clovis Bornay, do artista plástico Darcy Penteado, do costureiro Clodovil e do cantor Ney Matogrosso.
 O atraso na formação e consolidação das lutas contra o preconceito sexual deve-se tanto à repressão do regime ditatorial quanto à ausência do debate sobre a questão entre os grupos de esquerda que combatiam a ditadura. A esquerda brasileira tradicional rejeitava organizações que se desviassem de sua prioridade – o movimento operário – e ampliassem a agenda de lutas para outras opressões, como era o caso do movimento feminista e do LGBT. Mesmo as organizações e movimentos de esquerda, que se encontrava sob intensa repressão e violência e se colocavam explicitamente ao lado dos oprimidos, reproduziam o caldo cultural machista e homofóbico característico da maioria da população brasileira. Endossavam, em certa medida, o preconceito contra os homossexuais, institucionalizado como política de Estado na ditadura.
Por parte do Estado, a exigência de adequação do conjunto da sociedade ao padrão moral ultraconservador fez com que os homossexuais fossem perseguidos, conforme apontam diversas pesquisas desenvolvidas por especialistas sobre o período ditatorial.
A discriminação sistemática estendeu-se também ao mundo do trabalho. Um exemplo foi a organização da chamada “Comissão de Investigação Sumária”, instalada em 1969 no Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). Seu objetivo era a repressão a homossexuais, alcoólatras e a pessoas consideradas emocionalmente instáveis, dentro do Itamaraty.
Em 1969, após o AI-5, o órgão formulou uma lista que culminou com a cassação de 44 funcionários, a maior da história deste órgão, sob a acusação de afrontarem os valores do regime em suas condutas na vida privada. Dentre quinze pedidos de exoneração de diplomatas, sete tinham como justificativa a “prática de homossexualismo” e a “incontinência pública escandalosa”. Outros dez diplomatas suspeitos de tal prática deveriam passar por exames médicos e psiquiátricos e, caso ficassem comprovadas as acusações, eles também seriam afastados.
Além desses fatos lamentáveis, ocorridos em órgãos governamentais, homossexuais e travestis viviam em regime de terror, sendo frequentemente perseguidos e presos pelas polícias nas ruas. Entre os anos de 1975 e 1982, durante as administrações de Paulo Egydio Martins e Paulo Maluf, em São Paulo, as rondas policiais no centro da cidade eram destinadas especialmente à abordagem violenta e à prisão dessas pessoas pela suposta prática de vadiagem.
Famosos nessa época, o delegado José Wilson Richetti e seus policiais promoviam verdadeiros arrastões pelas ruas centrais. Estes resultavam em detenções violentas, justificadas por abaixo-assinados de comerciantes e trabalhadores da região, em prol da moralidade defendida pelo regime, muitas vezes incentivados pelo próprio delegado. Estima-se que durante os finais de semana, entre 300 e 500 pessoas eram detidas, arbitrariamente, por noite em São Paulo. Dentre estas, muitas eram extorquidas e algumas foram torturadas.
 A censura moral às artes que simbolizavam as sexualidades dissidentes tornou-se, igualmente, uma marca da ditadura. Músicas foram vetadas por “divulgarem o homossexualismo”; publicações dirigidas ao público homossexual como o Lampião da Esquina tiveram sua circulação dificultada e foram monitoradas; peças de teatro foram impedidas de entrar em cartaz e muitos filmes foram retirados das salas de cinema por todo o país, sob a acusação de erotismo ou pornografia. A censura mais rigorosa ocorria na televisão, o meio de comunicação que mais massivamente atingia o público, pois os donos do poder temiam que a “propaganda” do homossexualismo e da pornografia pudesse corromper a juventude e os valores tradicionais da família brasileira.

WHINDERSSON NUNES ENCARNA DRAG QUEEN E CURTE BAR LGBT COM PABLLO VITTAR EM NY


O humorista Whindersson Nunes, postou no seu instagram uma foto montado de Drag Queen. A transformação foi para ir a um bar LGBT em Nova York na companhia da pop star Pabllo Vittar.
Cílios postiços, batom e peruca rosa, foi o look escolhido por Pabllo para fazer a transformação e o humorista ficou irreconhecível.
“Básica”, foi a legenda usada na foto publicada por Whindersson que está lotando teatros em uma turnê pelos EUA.
Antes da balada gay, os dois assistiram a um jogo de basquete.




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“SPECIAL” SÉRIE DA NETFLIX MOSTRA VIDA DE JOVEM GAY COM PARALISIA CEREBRAL. CONFIRA O TRAILER


O trailer de "Special", nova série de comédia da Netflix, quer mostrar de forma descontraída como é a vida de um rapaz gay que vive com paralisia cerebral.

O projeto é inspirado na autobiografia de Ryan O'Connell, que também interpreta uma versão de si mesmo na série. Com lançamento previsto para 12 de abril, "Special" aborda a vida romântica, familiar e profissional de Ryan.

Aberto sobre sua sexualidade com poucas pessoas em sua vida, ele também esconde sua deficiência, deixando colegas de trabalho acreditarem que foi atropelado por um carro, e por isso está mancando.
"Eu estou no armário sobre ser gay, e no armário sobre minha deficiência. Chega de armários!", decreta o protagonista em uma parte do trailer.

A série também acompanha a jornada de Ryan, que já tem 20 e poucos anos, para sair da casa dos pais e ganhar mais independência. Jim Parsons (o Sheldon de "The Big Bang Theory") é um dos produtores de "Special". Os oito episódios da primeira temporada foram dirigidos por Anna Dokoza ("Lady Dynamite").
Fonte:UOL