sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

FOTOGRAFIA DO CASAMENTO COLETIVO IGUALITÁRIO EM SÃO PAULO GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL

Coincidindo com o início do julgamento do STF sobre a criminalização da homofobia, no dia 13 de fevereiro o fotógrafo Thiago Gimenes recebeu o prêmio internacional Wending Awards Photography – da Associação Inspiration – por uma foto que tirou durante a segunda edição do Casamento Coletivo Igualitário, promovido pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.
Gimenes capturou o instante em que um casal de lésbicas celebrava o matrimônio. “No dia da votação sobre a criminalização da homofobia no STF, não tinha dia e data melhor para essa foto. Eu me emocionei muito, foi uma alegria ver a minha foto lá entre as melhores do mundo, me emocionei mais por ver aquele olhar, aquela foto que na verdade é um grito de orgulho, resistência e amor”, disse.
“Sobre essa premiação, é um capitulo à parte. Eu me associei ao Inspiration Photographers no final do ano passado. Eu ainda não havia ganhado nenhum prêmio nos concursos da entidade, até porque é uma das premiações mais concorridas do mundo, apesar de ser uma entidade brasileira”, contou o fotógrafo.
Sobre o Casamento Coletivo Igualitário 
Em 2017 o casamento coletivo igualitário contou com 39 casais em uma união de amor e liberdade. No ano seguinte, na segunda edição, mais uma vez um sucesso com 38 casais participantes e destaque na mídia nacional e internacional.
Sobre o Inspiration Photographers Award
A cada três meses, um painel de curadores especialistas seleciona as melhores fotos de casamento. Os fotógrafos de casamento mais premiados do ano no Inspiration Photographers concorrem ao prêmio anual Golden Lens International Award, segundo o site da Instituição.

LIVRO AFIRMA QUE QUATRO EM CADA CINCO PADRES DO VATICANO SÃO GAYS

Alguns dos clérigos mais antigos da Igreja Católica Romana que atacaram ferozmente a homossexualidade são homossexuais, de acordo com um livro que será publicado nesta semana.
Na obra "In the Closet of the Vatican" ("No Armário do Vaticano", em tradução livre), o jornalista e escritor francês Frédéric Martel afirma que 80% dos padres que trabalham no Vaticano são gays, embora não necessariamente sexualmente ativos.
Martel afirma que sua obra é um "relato surpreendente de corrupção e hipocrisia no coração do Vaticano". Em quatro anos de pesquisa, ele realizou 1.500 entrevistas. Entre seus interlocutores estão 41 cardeais, 52 bispos, 45 embaixadores papais ou oficiais diplomáticos, 11 guardas suíços e mais de 200 padres e seminaristas, segundo o site Tablet, especializado na cobertura sobre a Igreja Católica.
O livro, publicado pela editora britânica Bloomsbury, foi lançado na última quarta-feira (20) em oito idiomas e 20 países, coincidindo com o dia de abertura de uma conferência no Vaticano sobre abuso sexual, para a qual foram convocados bispos de mais de 100 países.
Segundo a Bloomsbury, o livro de Martel “revela segredos” sobre o celibato, a misoginia e conspirações contra o Papa Francisco — em uma “cultura clerical secreta que começa nos seminários juniores e continua até o próprio Vaticano”.
Fonte EXTRA