sábado, 19 de janeiro de 2019

‘SER LGBT SIGNIFICA LUTAR CONTRA PRECONCEITO E VIOLÊNCIA TODO DIA’, DIZ ATIVISTA CABO-VERDIANA



Helen Tavares sabia que ela era diferente, mas levou muito tempo para aceitar sua própria identidade sexual e de gênero por causa da pressão e expectativas sociais. Embora a homossexualidade não seja ilegal em Cabo Verde, as pessoas LGBT sofrem preconceito e violência. Casamentos do mesmo sexo não são reconhecidos e existe uma discriminação desenfreada contra lésbicas, gays, bissexuais e indivíduos trans no mercado de trabalho e em locais de residência.
Aos 29 anos, Tavares é hoje a presidente da Associação LGBT em Santiago, em Cabo Verde, uma organização que recebe apoio da campanha das Nações Unidas Livres & Iguais, pelo fim da discriminação motivada por identidade de gênero e orientação sexual. No país lusófono, a iniciativa é coordenada pela ONU Mulheres, agência dedicada à promoção da igualdade entre homens e mulheres e ao empoderamento feminino.
Em depoimento ao organismo internacional, a ativista cabo-verdiana lembra a descoberta da sexualidade e explica como é viver como lésbica em seu país. Confira abaixo:
“Desde muito cedo, eu sentia que alguma coisa em mim não era como nas outras crianças. Eu só não sabia como explicar o que era. Eu sempre gostei de um estilo ‘masculino’ e, por causa disso, eu sofria bullying na escola.

       Aos 14 anos de idade, eu me apaixonei por uma amiga na escola. Foi então que eu descobri que talvez eu           fosse lésbica, mas na minha cabeça, era errado se sentir daquela maneira.
Eu comecei a sair com garotos como uma forma de ‘corrigir’ o que havia de errado em mim. Para mim, isso é uma tremenda forma de violência, quando não aceitamos quem nós somos porque temos medo do que a sociedade pode dizer. Meus relacionamentos heterossexuais não duraram muito… finalmente, eu comecei a sair com pessoas LGBT, mas não foi fácil para a minha família me aceitar.
Hoje eu tenho um relacionamento com a Natalina e nós vivemos juntas com a minha filha de quatro anos, mas não é fácil porque, em Cabo Verde, os relacionamentos homossexuais são discriminados. Ser LGBT significa lutar contra o preconceito e a violência todo dia.
Graças ao apoio da campanha Livres & Iguais, coordenada pela ONU Mulheres em Cabo Verde, a Associação LGBT em Santiago tem sido a voz a favor dos jovens LGBT e está protegendo-os da violência.
Nós (como pessoas LGBT) nos identificamos com esse movimento global #MeToo porque frequentemente não somos ouvidas e enfrentamos violência simplesmente por causa de quem nós somos.”

A Livres & Iguais foi lançada em 2015 em Cabo Verde. A história de Helen mostra que, para realmente não deixar ninguém para trás, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 5 da ONU — sobre igualdade de gênero e a eliminação da violência contra todas as mulheres e meninas, incluindo lésbicas, bissexuais, transexuais e pessoas que não se conformam a um gênero — tem de ser alcançado.
Fonte: nacoesunidas.org

PROFESSOR LIGADO À CAUSA LGBT MORRE APÓS SER ESPANCADO EM OURO PRETO

O professor de artes Haroldo de Paiva Pereira, do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), em Ouro Preto, morreu na quinta-feira (17), quatro dias após ser espancado em sua casa. Ele tinha 60 anos e estava internado no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. Além das aulas, Haroldo era conhecido pelo ativismo contra a homofobia.
A Polícia Militar foi chamada por uma vizinha do professor que percebeu que a porta de sua residência estava aberta, sem que Haroldo tivesse saído. Ele foi encontrado caído com diversos traumas na cabeça e no rosto e foi encaminhado para o hospital. Ele morreu devido à gravidade dos ferimentos.
Segundo testemunhas, o professor foi visto na noite de sábado, um dia antes da agressão, em um bar conhecido da região. Outro depoimento apontou que, por volta das três da manhã de domingo, haviam dois veículos estacionados em frente à casa de Haroldo.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi preso e confessou o crime. O acusado foi encontrado a partir de imagens das câmeras de segurança da região.
Haroldo era conhecido na instituição de ensino pela sua militância LGBT e algumas entidades relacionaram o crime à homofobia. O Movimento Itabiritense de Lésbicas Gays Bissexuais e Travestis (ITALGBT) fez uma declaração, nas redes sociais, sobre o professor, usando a hashtag #ParemDeNosMatar.

“Agradecemos imensamente a grande contribuição que Haroldo deu aos seus alunos e a sociedade ouro pretana, que será sempre lembrado pelo profissionalismo, inteligência, competência e sensibilidade para lidar com as adversidades, fazendo um enfrentamento a LGBTfobia. Sua morte não será em vão”, disse o movimento.
O IFMG divulgou, após a morte, uma nota de pesar.
 “É com pesar que o IFMG – Campus Ouro Preto informa o falecimento do Professor Haroldo de Paiva Pereira, professor de Artes, ocorrido na madrugada desta quinta-feira (17/01/2019). O IFMG – Campus Ouro Preto solidariza-se com a família enlutada”, afirmou.
Fonte:Revista Veja

DANÇARINO ALEGA TER SIDO ESTUPRADO POR MICHAEL JACKSON POR 7 ANOS

Wade Robson, que processou Michael Jackson pedindo US$ 1,6 bilhão em 2016, alega que o cantor o estuprou ao longo de 7 anos. A acusação foi revelada no documentário Leaving Neverland, que também investigou outros supostos abusos cometidos pelo Rei do Pop.
De acordo com o Daily Mail, o dançarino alega no processo que o músico o beijava, se masturbava enquanto o observava nu de quatro e acariciava suas genitais com as mãos e com a boca. Esses abusos teriam acontecido quando Robson tinha entre 7 e 14 anos. “Não podemos nunca dizer a ninguém o que estamos fazendo aqui. As pessoas são ignorantes e nunca iriam entender que amamos um ao outro e é assim que demonstramos isso. Se alguém descobrir isso, nossas vidas e carreiras estarão acabadas”, teria dito Jackson, segundo Robson.
O mais estranho é que o dançarino foi uma testemunha fundamental para a absolvição do músico em um caso similiar em 2005. Um juiz que trabalhou no processo de 2016, disse que os bens do cantor, que faleceu em 25 de junho de 2009, não poderiam ser responsabilizados pelas alegações feitas por Robson. O tribunal só não comentou sobre a validade do processo.
Fonte: Revista Monet

CONFIRA O CASTING DE HOMENS LINDOS DA PIOBELLAS

Piobellas é uma marca de sucesso do fotografo brasileiro Galvão Morales, conhecida pela qualidade das fotos e beleza de suas modelos trans e de seus gatos lindos.

A Piobellas realiza concorridos tours pela Europa, a próxima parada será Berlin de 27/02 a 05/03 então cuida!

Claro que o que vem causando no facebook, é o album Top Boy Piobellas, recheado de homens lindos.

Nós tentamos separar os melhores (missão quase impossivel), para que você tenha um aperitivo desta legião de deuses.

















Confira todas as fotos no Facebook de Galvão Morales



TRAVESTI QUE INTERPRETA JESUS DESABAFA APÓS CANCELAMENTO DE PEÇA: 'CENSURA'


Protagonista de 'O evangelho segundo Jesus, Rainha do céu', a atriz e travesti Renata Carvalho, natural de Santos, no litoral de São Paulo, fez um grande desabafo após, pela segunda vez, sua apresentação ser cancelada em Recife. "Eu sei o que é a censura do corpo trans, mas a minha arma é o teatro. É com ela que eu respondo. Do teatro eles não vão me tirar", afirma.

Segundo Renata, a peça estava com três apresentações marcadas para acontecer em janeiro, mas elas foram canceladas e a equipe não foi informada. "É muita tristeza porque a arte não pode ser cerceada de maneira nenhuma. Eles nem tentaram entrar em contato com a gente. Simplesmente cancelaram a apresentação", afirma.

Após a repercussão do caso, Renata conta que o curador do evento, Paulo de Castro, presidente da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe), indicou que a peça poderia ser apresentada em uma boate LGBT.

“Depois que ele cancelou, da repercussão negativa, ele propôs que a gente se apresentasse no particular. Tudo extraoficial. Também acabou vindo à tona que as peças não receberam dinheiro no ano passado. Então, além da censura, tem espetáculos saindo e o pessoal cobrando”.

Procurado pelo G1, Paulo de Castro informou que não quer se manifestar sobre as declarações de Renata.

Apresentações


Renata conta que a peça "O evangelho segundo Jesus, Rainha do céu" já foi apresentada 200 vezes e vista por 16 mil pessoas. "É uma luta contra as pessoas atacando a gente. Tivemos problemas em todas as cidades que nos apresentamos, menos em Belfast, na Irlanda do Norte, Cabo Verde, na África, São Paulo (SP), Santos (SP) e Curitiba (PR)".

A atriz afirma que as apresentações realizadas em Santos tiveram boa aceitação do público. "Em Santos, o teatro já estava acostumando com esse corpo trans. O Brasil é que não".

Para esse ano, ela conta que a peça deve ser apresentada novamente em São Paulo e Rio de Janeiro e também irá estrear em Londres e Portugal. "Também estamos tentando apresentar na Escócia".

Exclusão

Natural de Santos, Renata afirma que a exclusão é tão grande que, no início, nem ela 'queria ser travesti'. "Quando eu me percebi travesti, quando assumi minha identidade, isso mudou minha vida", destaca.

Para ela, é difícil vislumbrar mudanças positivas no atual cenário do país. "Estamos vivendo uma 'ditadura política eclesiástica', uma mistura entre a política e a religião", finaliza.

Fonte: G1