terça-feira, 30 de abril de 2019

‘GAYSPER’ ‘FANTASMINHA LGTB’ ASSOMBRA EXTREMA DIREITA ESPANHOLA E VIRA ÍCONE GAY

Depois da publicação dessa imagem na conta oficial do Vox, muitos usuários mostraram sua indignação e assombro tanto pela imagem em geral como pelo fato de que o coletivo LGTB nem sequer fosse representado por sua bandeira, e sim por um emoji de fantasma que, em seu interior, contém as cores da bandeira gay. Horas depois, e especialmente depois de comprovar que o partido liderado por Santiago Abascal ficaria distante dos seus melhores prognósticos para a jornada eleitoral, a indignação foi dando lugar ao humor. Dezenas de contas se apropriaram do símbolo, e algumas mensagens superam os milhares de retuítes.



Esse ícone foi desenhado sobre o antigo emoji de fantasma dos celulares Android e com as cores da bandeira LGTB em seu interior. As buscas mais antigas dessa imagem no Google levam à loja Redbubble, onde uma desenhista, cujo nome de usuário é Baiiley, há mais de dois anos vende canecas, adesivos e camisetas com esse desenho. Também o tem com outras bandeiras do coletivo LGTBI+, como a bissexual e a transexual. O EL PAÍS entrou em contato com a desenhista através do serviço de mensagens do Redbubble, ainda sem resposta.
Na manhã da segunda-feira,(29) dezenas de contas tuiavam esse emoji com caráter reivindicativo ou o utilizavam como avatar. A conta de humor Bravo Por Vos deu um nome que já começou a pegar: Gaysper, alusão ao fantasminha Casper dos desenhos animados — ou Gasparzinho no Brasil. Já tem sticker do Telegram e conta própria no Twitter. 

Fonte: EL PAÍS

segunda-feira, 29 de abril de 2019

DIVAS TRANS - CARLA COLARES, LAYLA SAH E LENA OXA SÃO AS ESTRELAS DO TRANS PARADISE ESPECIAL DIA 05 NA LEVEL

Carla Colares, Layla Sah e Lena Oxa três das maiores referências da noite LGBT cearense, estarão juntas no palco da boate Level, no próximo domingo 05 de maio.

As três tem carreira consolidada, são mulheres empoderadas, militantes, formadoras de opinião e claro talentosas.

Carla Colares que vive a vários anos na Europa, retorna a Fortaleza e claro é convidada especial do Trans Paradise. Os amigos e fãs do seu talento poderão revê-la no palco, e as artistas e o público da nova geração, terão a oportunidade única de ver e conhecer esse talento. Colares ficou conhecida por suas maravilhosas interpretações da diva Whitney Houston.

Quem vai estar no comando é a diva Layla Sah e além de Colares apresenta a diva Lena Oxa que volta ao palco da boate Level. Alguma duvida de que será uma noite estelada?

LINE UP

A pista vai ferver ao som dos Djs Marcelo Fort, Elias Arrais, Lourran Carneiro e Amabilis Ohanna.

TIFANNY: ‘FUI CORTADA DE UM TIME MASCULINO POR SER HOMOSSEXUAL’

A oposta Tifanny Abreu, do Sesi Bauru, revelou a primeira vez em que sofreu preconceito no vôlei, em 2003, no Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo. Em entrevista ao programa Bola da Vez, da Espn, no último domingo, a primeira jogadora trans da Superliga contou que impressionou um técnico em um teste no clube, mas, por homofobia, o diretor da equipe vetou sua contratação.

“No meu primeiro teste, tive uma decepção. O técnico ficou encantado com meu voleibol. Como eu era magra, mas era muito explosiva, pulava muito, tinha muita força. Era um talento nato. Mas o diretor não queria nenhum homossexual no time. No segundo teste, nem participei da peneira, já fui riscada”, revelou a jogadora de 34 anos.

Tifanny tentou buscar justificativas para o corte, mas só descobriu quando um jogador da equipe lhe disse que o diretor não aprovava homossexuais. “Eu chorei muito. Perguntei para o técnico como poderia ser cortada sem nem fazer o teste. Ele me pediu para voltar no outro dia, mas o mesmo aconteceu. Quando fui para o alojamento, o melhor jogador do time me disse: ‘É difícil para o técnico, ele me falou que não quer cortar você, porque você é um dos melhores talentos que apareceu, mas o diretor não permite atletas gays na equipe.”

Segundo ela, o então diretor do Pinheiros agora trabalha em outra equipe da Superliga. Depois de não conseguir realizar seu sonho de jogar na liga masculina, Tifanny se assumiu transexual e conseguiu uma vaga na Superliga feminina de vôlei, onde se destacou atuando pelo Bauru, mas também esbarrou em alguns problemas por causa de seu gênero.

No final do mês passado, o técnico Bernardinho, do Sesc RJ, demonstrou sua frustração após um ataque de Tifanny, durante o confronto de quartas de final contra o Sesi Bauru. “Um homem, é f***”, disse. A declaração foi flagrada pelas câmeras e criticada nas redes sociais. O treinador se desculpou publicamente e ganhou o apoio da oposta.

O Bauru eliminou o Rio de Janeiro de Bernardinho por 2 a 1, mas parou nas semifinais, quando foi eliminado pelo Praia Clube, de Uberlândia, por 2 a 0. Tifanny foi a maior pontuadora do Sesi Bauru, mas não aparece entre as cinco melhores da Superliga.

Fonte: Revista Veja

quinta-feira, 25 de abril de 2019

CAIU A MÁSCARA - BOLSONARO AGRIDE LGBTS E DIZ QUE BRASIL NÃO PODE SER ‘DO MUNDO GAY’

O presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a manifestar seu sentimento de ódio à comunidade LGBT, durante o café da manhã com jornalistas, nesta quinta-feira (25), ao comentar a recusa do Museu Americano de História Natural de Nova York em sediar o evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos que o homenageia.
"Eu recebo (a homenagem) na praia, numa praça pública. Não é o museu que está me homenageando. O que houve foi pressão do governo local que é Democrata e eu sou aliado do (presidente dos EUA) Donald Trump", disse Bolsonaro.
O chefe do Planalto afirmou que, em novembro de 2009, começou a "tomar pancada do mundo todo" ao acusar o kit gay. "Eu comecei a assumir essa pauta conservadora. Essa imagem de homofóbico ficou lá fora", disse, afirmando que isso não prejudica investimentos. "O Brasil não pode ser um país do mundo gay, de turismo gay. Temos famílias", disse.
Bolsonaro já disse em entrevistas que é "homofóbico, com muito orgulho" e que preferia ter um filho morto a um filho homossexual. Quando era deputado federal pelo PP, por exemplo, ele afirmou que "ter filho gay é falta de porrada" (assista aqui).
Fonte:Brasil247

quinta-feira, 18 de abril de 2019

HOMOFOBIA! DANÇARINO É AFASTADO DE BANDA APÓS DECLARAÇÕES HOMOFÓBICAS EM PERNAMBUCO

Um dançarino do brega-funk causou polêmica entre a cena do ritmo ao publicar, na terça-feira (17), um vídeo afirmando que homossexuais não deveriam dançar o "passinho dos malokas", fenômeno que conquistou os jovens recifenses, sobretudo nas periferias. O comentário de Davi Fortunato repercutiu negativamente e acarretou na sua saída do time de dançarinos do MC Japa do Recife, conhecido pelo sucesso Disputa das potrancas.

"Por que vocês querem dançar passinho dos malokas? O nome já está dizendo. É para malokas. Vocês não são isso, são menininhas", afirmou Davi na função Stories do Instagram (davii_fortunatoo). O recifense foi rebatido por Williams Frajola, conhecido por trabalhar como dançarino do também pernambucano MC Roginho. "Os homossexuais não fazem melhor nem pior do que ninguém. O passinho é cultura e tem espaço para todo mundo", disse, também nos Stories da rede social.

Nomes conhecidos da cena brega-funk que defendem a comunidade LGBT, como a repórter e apresentadora Jurema Fox, também criticaram o dançarino. "A gente dança Beyoncé, quanto mais passinho dos malokas", ironizou a influenciadora Byanka Nicoli, que conta com mais de 100 mil seguidores no Instagram.

A resposta que mais repercutiu, no entanto, foi a de MC Japa do Recife, que se mostrou decepcionado com o rapaz, até então colega de palco. "Jamais concordaria e compartilharia com tamanho absurdo. Confesso que fiquei surpreso ao ver os vídeos postados nessa tarde", desabafou, confirmando que Davi está desligado da banda. "Meu som é universal, não tem espaço para preconceito. E espero que isso seja uma lição para o mesmo refletir sua atitude".

O MC ainda publicou que, devido ao ocorrido, está procurando dois novos dançarinos. "Incluindo os gays", ressaltou. "Vamos dar oportunidade para quem merece". Os interessados devem entrar em contato nas mensagens diretas da conta do Instagram de Larissa Galvão (@laissaglv).

Davi Fortunado, por sua vez, também foi a público através das redes sociais para pedir desculpas pelos comentários. "Peço mil perdões à classe LGBT. Reconheço que errei e errar é humano, permanecer no erro que é burrice. Na minha 'quebrada', a galera brinca assim, como também me xingam. [...] Jamais quis ofender ou menosprezar alguém, pois também sofro preconceito pela minha cor e minha raça. Me desculpem se machuquei alguém, jamais foi minha intenção", dizem trechos da nota.
Fonte:Diário de Pernambuco

ATÉ QUE ENFIM! STF RETOMA DEBATE SOBRE A CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOTRANSFOBIA DIA 23 DE MAIO


Finalmente o presidente do Superior Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, agendou a retomada dos debates sobre a criminalização da homofobia.

No dia 23 de maio, o Brasil poderá da um passo para a criminalização da homofobia, assunto que vem sendo criminosamente “empurrado com a barriga” pelo congresso Nacional, dominado pela bancada evangélica que usa seus mandatos para legislar em causa própria.

Quatro dos onze ministros votaram pela equiparação das práticas de homofobia e transfobia ao crime de racismo.

Já votaram os ministros Celso de Mello, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, os quatro reconheceram que o Congresso Nacional foi omisso ao não legislar sobre o assunto.

Com mais dois votos a favor a equiparação ao crime de racismos será aprovada e terá validade até os parlamentares aprovarem norma específica sobre homotransfobia.

CHÁ DAS QUINTAS - BELÍSSIMA BÁDALLA CINTILANTE


UM DOS GRANDES ÍCONES DA NOITE LGBT DE FORTALEZA NOS ANOS 2000, BÁDALLA REVELA QUE VAI VOLTAR AO BRASIL APÓS 13 ANOS NA EUROPA. CONFIRA:
By Tatiana Hilux

HILUX - Sempre é bom interagir com pessoas de luz e essa semana eu trago Bádalla pra todos nós... Seja bem-vinda ao Chá e me diz uma coisa, você ainda cria cobras para fazer show?

BÁDALLA - Olàaaa  Fortalezaaaa... Kkkk... Não gosto de chá ... Prefiro uma dose de Ypióca pura pra começar... Kkkk... Bem,cobras não crio mais... (Narjara morreu quando ainda estava no Brasil), mais o que não falta é amigas cobras pra nos abraçar todos os dias kķkkk... É uma grande prazer Hilux bater um papo com você.

HILUX - Como surgiu sua personagem drag e qual o momento mais marcante dessa fase?

BÁDALLA - Bem Bádalla surgiu no ano 2000... Sempre fui do meio das artes ballet... Grupo de dança, teatro, quadrilhas juninas, mas faltava algo pra me realizar. A primeira vez que frequentei a noite gay de Fortaleza, dei de cara com algumas drags “aborígenes” da cidade e disse dentro de mim que queria e podia fazer parte dessa tribo, rss e não demorou muito para me enturmar.  Me joguei, corri atrás e rápido cai na boca e no gosto do publico, acho que o momento mas mercante sem duvida foi o ano de 2002, quando fui aclamada Top Drag Divine e passei a fazer parte do elenco da casa, onde fiz muita amizades.

HILUX - Itália, Europa, hoje sua rotina é bem diferente da que você levava no Brasil. O que te faz não mais querer voltar?

BÁDALLA – Exatamente hoje,  completo 13 anos morando na Itália. Claro que mudou muita coisa, outra cultura, novas amizades, esse ano decide voltar ao Brasil depois de tanto tempo. Nenhum motivo especial por não ter retornado antes, estava vivendo a minha vida, conhecendo o mundo e principalmente me descobrindo , mas brevemente estarei em Fortaleza. É um projeto meu pra esse ano.  “Se Tieta voltou ao agreste, porque eu  não voltaria a Fortaleza kkkk.





HILUX - Uma vez nos encontramos em um carnaval e você comentou sobre algumas críticas das pessoas. Como é a competitividade no seu ramo de trabalho?

BÁDALLA - Eu lido muito bem com as criticas, as escuto e reflito quando construtivas, mas o principal é que também assumo que adoro criticar. Muitos falam pelas costas, eu não, falo mesmo o que penso, pois todo mundo fala de todo mundo; Gossip é una coisa que rende. Kķkkk.  Sobre a competição aqui é  normal competir, o problema é falta de ordem no puteiro,  então fica difícil a “exótica” ganhar 100, Quando a deusa cobra 30. Kkkk, pronto, falei.

HILUX - Qual sua opinião em relação aos nossos atuais governantes brasileiros? Como o nosso país está sendo visto pelos italianos?



BÁDALLA - Política é coisa complicada, não tenho partido, acho que o grande problema do Brasil é a falta de educação, saúde, etc, pois o Brasil tem tudo pra ser um grande país, mas infelizmente os políticos são mais corruptos que os presidiários.  Vou ser bem sincera o Brasil é um país mal visto sim fora, é internacionalmente conhecido por seus jogadores de futebol e por suas prostitutas, isso mesmo, Brasil é visto como o país do sexo. Grande parte das pessoas que moram fora se prostituem ou já restituíram ou tem um parente no puteiro, infelizmente a música e grandes cantores são pouco conhecidos, mas se você falar da “boquinha da garrafa” eles sabem, kkk.  Aqui o que falam sobre o novo governo nos jornais, é que o Brasil é sempre o país do carnaval, da bunda, do sexo, das drogas.

HILUX - Tu tens planos de nos visitar em breve? Fale alguma coisa sobre suas ideias a médio prazo, por favor.

BÁDALLA - Como falei antes, estou me organizando pra ir visitar o Brasil, ver minha família, meus verdadeiros amigos, a noite gay também, então assim que tiver tudo confirmado,  aviso a todos. Quem sabe não faço um show pra relembrar a super Bádalla.

HILUX - Deixe-nos com uma mensagem para os nossos leitores e para as meninas trans que pretendem morar no exterior.

BÁDALLA - Obrigada sempre pelo carinho do público, dos empresários da noite, das amigas da noite que sempre me procuram aqui na net, obrigada mesmo de , e para as meninas que sonham em morar fora do Brasil, corram atrás dos seus sonhos, estudem, nada é fácil, mas nada é impossível,  basta ter cabeça e objetivos que  vai dar tudo certo. Tatiana te mando um super beijo, sucesso pra você cada vez mais.


quarta-feira, 17 de abril de 2019

MADONNA CANTA AO LADO DE ANITTA MÚSICA DE CANTORA NASCIDA EM FORTALEZA


Tem tempero cearense no novo álbum da Rainha do Pop... Madonna divulgou a capa e a lista de músicas do seu décimo quarto disco nesta quarta-feira (16) e na lista além de constatarmos a parceria com Anitta na canção “Faz Gostoso”, da cantora Blaya, nascida em Fortaleza e radicada em Portugal.
Blaya tem cidadania portuguesa, mas nasceu em Fortaleza e se mudou para Lisboa ainda bebê. Cantora, compositora e dançarina luso-brasileira, ela nasceu como Karla Rodrigues e em Portugal conquistou admiradores como a Rainha do Pop.
A música “Faz Gostoso” foi lançada em Portugal no ano passado e fez muito sucesso na voz de Blaya.


MADONNA LANÇA 'MEDELLÍN' COM MALUMA; OUÇA

A rainha do Pop Madonna, lançou finalmente a primeira música do seu novo albúm (Madame X), que chega ao mercado no dia 14 de junho.
"Medellín" foi gravada em parceria com o cator colombiano Maluma e ficou disponivel nesta quarta 917). Ouça:



terça-feira, 16 de abril de 2019

O VALOR DA AMIZADE – HETERO SE OFERECE PARA SER PAR DO AMIGO GAY EM BAILE DE FORMATURA


O verdadeiro amor não tem preconceito, seja o amor de irmãos, de pais e filhos ou amor de amigos e o caso de Bryce e Trent é prova disso.

No dia 07 de abril Bryce desabafou para o amigo Trent sobre sua tristeza por ser o único que não teria companhia no baile de formatura.

“Por que você não me convida?” Perguntou o amigo..

“Ué, porque você é hétero!”

“Fomos grandes amigos por tantos anos! Me machuca saber que você se importa com o que vão pensar ainda! Falou Trente deixando o amigo muito emocionado.

“Todo mundo precisa de um Trent!” foi a legenda de duas fotos postadas por Bryce em seu Twitter que mostra os dois juntos no baile e já recebeu mais de 220 mil curtidas.


segunda-feira, 15 de abril de 2019

PABLLO VITTAR BRILHA EM FESTIVAL NA CALIFÓRNIA


Mais poderosa do que nunca, a diva Queen Pabllo Vittar, está na Califórnia e participou do show do Major Lazer no festival Coachella.

Era madrugada de domingo 14 quando a diva brasileira subiu ao palco para catar “Sua Cara”, segundo a assessoria o convite partiu do Dj Diplo, produtor do grupo de eletrônica.


Nesta segunda foi a vez da diva cantar "Energia" com o duo Sofi Tukker.

ALIANÇA NACIONAL LGBTI+ PEDE RETOMADA DE JULGAMENTO SOBRE HOMOFOBIA]


A Aliança Nacional LGBTI+ encaminhou mensagem ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, pedindo retomada do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26 e do Mandado de Injunção (MI) 4.733, sobre criminalização da homofobia e da transfobia. Toffoli suspendeu o julgamento em 21 de fevereiro, com quatro votos favoráveis à criminalização. O entendimento dos juízes, até agora, é de que o Congresso Nacional foi omisso na questão. Eles votaram no sentido de que, até que haja uma lei específica, crimes de discriminação sejam enquadrados na Lei 7.716, sobre racismo.

Ainda não há data marcada. Na última sexta-feira (12), o presidente remanejou pautas "para permitir a retomada de julgamentos sobre temas relevantes e que aguardam definição por parte da Corte". Entre esses temas, informa o STF, estão a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a restrição de transporte individual por aplicativos, o índice de correção monetária dos débitos judiciais da Fazenda Pública e os requisitos para concessão de indulto natalino.

Ao afirmar confiança de que o STF "irá cumprir o seu papel de guardião da Constituição", a entidade afirma ser "imperiosa" a continuação do julgamento. "Isto porque, estão em jogo, enquanto se aguarda o encerramento do julgamento de mérito das duas ações, princípios e valores muito caros à sociedade brasileira, tais como: a dignidade da pessoa humana; o direito à igualdade; o da não discriminação; o combate à impunidade, entre outros", acrescenta. "Acreditamos que o amor deve vencer o ódio e, neste ponto, a justiça criminal pode ser uma aliada."

A Aliança lembra ainda que em 17 de maio completam-se 29 anos da decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de excluir a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Além disso, em 28 de junho, a comunidade comemorará 50 anos da rebelião iniciada em Stonewall Inn, um bar de Nova York, em data que se tornou o Dia do Orgulho LGBTI. Assim, pede a conclusão do julgamento ainda no primeiro semestre, "em deferência às datas simbólicas supramecionadas".

"Parece absolutamente crível que é exatamente o sentimento de impunidade o que encoraja os covardes preconceituosos a oprimirem com seus discursos de ódio a população de lésbicas, gay, bissexuais, transgêneros e intersexos", afirma a entidade ao STF. "Em última instância, são os supramencionados discursos de ódio, que, como consequência nefasta da pura ignorância, resultam em agressões físicas e homicídios em face de pessoas que exercitam sua livre expressão de orientação sexual e/ou identidade de gênero."


Fonte:RBA

sexta-feira, 12 de abril de 2019

BOLSONARO EXTINGUE CONSELHO NACIONAL DE COMBATE À DISCRIMINAÇÃO E PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE LGBT


Jair Bolsonaro publicou no Diário Oficial nesta sexta-feira (12) decreto que extinguiu o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT (CNCD/LGBT).

O conselho foi criado no governo Fernando Henrique Cardoso e originalmente chamava-se Conselho Nacional da Discriminação. Em 2010 durante o governo do presidente Luiz Inacio Lula da Silva, o conselho passou a ser especifico para combater a discriminação e promover os direitos da população LGBT.

Ironicamente o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT, deixará de existir no dia 28 de junho, data em que é celebrado o Dia Mundial do Orgulho LGBT.

 O decreto 9759/2019, extingue e limita a criação de órgãos colegiados no Governo Federal. De acordo com levantamento preliminar feito pela Associação Brasileira de Organizações não Governamentais – ABONG, dos 70 órgãos desta natureza sistematizados e listados pela Secretaria Geral da Presidência da República em 2014, 35 estariam extintos.

A medida de Bolsonaro se aplica tanto para aqueles com participação da sociedade civil, como os estritamente de governo (GTs interministeriais, por exemplo) e também revoga explicitamente o Decreto Nº 8243, da Política Nacional de Participação Social.

Oposição pretende revogar ato de Bolsonaro
O Líder da Oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), avisou que vai apresentar, na próxima segunda-feira (15/04), um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar os efeitos do ato de Bolsonaro.
No entendimento de Molon, a extinção dos grupos viola o modelo constitucional de formulação e implementação de políticas públicas, que demanda participação e fiscalização popular.
“O governo segue em sua cruzada para desarticular a sociedade e impedir a participação e fiscalização dos cidadãos, retirando do povo o poder que a Constituição lhe garante” argumenta o congressista em nota.
No Twitter, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) qualificou a medida como “um projeto de ditadura”.

MESMO TENDO ASILO POLITÍCO, MULHER TRANS É MANTIDA PRESA POR GOVERNO TRUMP NOS EUA


Nicole García Aguilar é uma imigrante transgênero originária de Honduras que está presa a seis meses no Escritório de Imigração e Alfândega (ICE) do Novo México, Estados Unidos. A prisão da mulher continua apesar do fato de um juiz ter lhe concedido asilo político no final do ano passado, a arbritariedade  foi denunciada pela American Civil Liberties Union (ACLU), uma das mais importantes organizações de direitos humanos dos Estados Unidos.

Segundo a organização, em outubro de 2018 um juiz concedeu a Nicole o asilo, no entanto, o governo recorreu da decisão com o argumento de que “o detento” (sic) tinha "falta de credibilidade".

Portanto, a mulher transgênero permanece sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, onde foi colocada em confinamento solitário.

A ACLU e o Centro Nacional de Justiça para Imigrantes (NIJC) entraram com um recurso legal contra o governo de Donad Trump, pela detenção ilegal da imigrante. "É mais do que cruel que o ICE continue detendo uma mulher que já recebeu asilo concedido por um juiz federal", disse Kristin Greer Love, advogada da ACLU no Novo México, sobre o caso.

 Além disso, ele disse: "Manter uma refugiada que sofreu tanto não tem outro propósito senão infligir mais danos, por isso exigimos o fim imediato da detenção prolongada e ilegal".

 Nicole escapou de seu país natal em abril de 2018 após ser foi vítima de violência com base em sua orientação sexual e identidade de gênero, lá sofria perseguição por ser uma mulher transgênero.

 Nos documentos que apresentou às autoridades de imigração, ela explicou as tentativas de assassinato e os abusos policiais a que foi submetida em Honduras.

A mulher disse que sofreu abusos sistemáticos por parte de um policial, o que a levou a deixar o país em busca de um lugar seguro para viver.

 Depois de suas declarações, um juiz federal de imigração concedeu-lhe asilo em outubro do ano passado; no entanto, as autoridades a mantêm sob custódia.

Com informações:infobae

EM DECISÃO INÉDITA AC ENQUADRA INTERNAUTA QUE OFENDEU MULHER TRANS NA WEB EM CRIME DE RACISMO

A Justiça do Acre deu uma decisão inédita no estado com relação a um caso de transfobia. A criminalização da homofobia está sendo debatida no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) e, nesse julgamento, a Suprema Corte avalia se a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero deve ser considerada crime.

A decisão da justiça acreana foi após a denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC), quando uma mulher trans oficializou a denúncia através do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), que acompanhou o caso.

A vítima foi ofendida na internet ao anunciar que colocou o nome social no título de eleitor. A primeira audiência do caso ainda deve ser marcada.

Na postagem, o internauta se mostra completamente inconformado com a possibilidade da mulher poder usar o nome social no documento e começa a ofender ela usando palavras de baixo calão.

Em uma das postagens, ele diz: "vocês são uma vergonha, querem respeito, mas não respeitam nem a própria família". Ele continua e chega a dizer que trata homens "na porrada".

ATAQUES VIRTUAIS

As ofensas contra a mulher trans, que prefere não se identificar, foram nas redes sociais. Ela disse que ao saber que podia usar o nome social no título de eleitor decidiu compartilhar a novidade nas redes sociais e foi aí que começaram os ataques.

“Como a gente tinha conquistado o benefício de poder usar o nome social no título eleitoral, achei tão bom, me senti tão feliz, que decidi fazer uma publicação na minha rede social e, por causa dessa publicação, comecei a sofrer várias agressões por parte dessa pessoa que se achou no direito de me criticar, de me ver como uma pessoa sub-humana”, relata.


DENÚNCIA  DO MP

O caso ganhou repercussão e o promotor Leandro Portela, responsável pela Promotoria de Direitos Humanos e ouvidoria do MP, diz que decidiu fazer o pedido, usando o mesmo entendimento aplicado às penas de racismo.

“Depois da oitiva, foi encaminhado ao promotor de Justiça e, interpretando o caso, ele resolveu fazer a denúncia, mas não seguindo o padrão do artigo 144 do Código Penal, por injúria, e sim por equiparação a racismo, no caso de uma trans que queria inserir o nome social no título de eleitor dele”, explicou o promotor.
Portela explica que a equiparação tem consequências significativas, principalmente do ponto de vista da punição.

“O enquadramento seria diferente, já que a injúria é uma lei extremamente branda. Além disso, o racismo é imprescritível, ao contrário do que se fosse aplicado o [artigo] 141. É uma diferença de punição muito grande”, acrescentou.


ENTENDIMENTO DO JUIZ

Em decisão inédita, o juiz Danniel Bomfim, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, aceitou a denúncia, em novembro de 2018. Ao G1, o magistrado disse que a decisão veio por causa da demora do STF em reconhecer a homofobia e transfobia como crime.

“Entendo que é perfeitamente possível que o conceito de racismo se aplique à discriminação social contra grupos minoritários e não só contra negros”, disse o juiz.

O juiz diz que a demanda envolve reconhecimento de que a homofobia e a transfobia se enquadram no conceito de racismo ou subsidiariamente que sejam entendidas como discriminação que atenta contra os direitos e liberdades fundamentais do ser humano.

LONGO CAMINHO CONTRA O PRECONCEITO

Mesmo com essa pequena vitória, o promotor Leandro Portela disse que ainda há um longo caminho de conscientização. O objetivo agora, segundo ele, é lutar para que não exista mais esse tipo de discriminação.

"É uma questão de cultura e a mudança de cultura pressupõe reiteração obsessiva de hábito de prática, então, temos que lutar por um longo tempo para conseguir que não tenhamos mais esse tipo de discriminação, de preconceito, de racismo contra um grupo minoritário e a constituição determina que nós temos que combater qualquer tipo de discriminação", concluiu Portela.

‘DEMONIZAM TRANSEXUALIDADE’

A vítima disse que a decisão de equiparar o crime de homofobia e transfobia ao de racismo foi sábia, já que o agressor vai poder ter realmente um sentimento de punição.

“A pessoa só aprende quando aquilo se torna crime. Ninguém, até hoje, dentro da sociedade, viveu para agradar todo mundo, mas a gente precisa respeitar e se não respeitar por bem, vai ter que respeitar de alguma forma, e que seja criminalizada”, disse.

Sobre os ataques, a vítima relatou que o autor agiu como se visse aquilo apenas como moda, ou uma forma de querer aparecer, ou querer ser melhor do que alguém.

“Foram vários tipos de ataques, do melhor de todos é chamar de aberração, de que Deus precisa vir resolver isso. Para a sociedade que ainda está vivendo dentro de um conservadorismo, as pessoas costumam muito demonizar a transexualidade, a homossexualidade, e não entendem que isso não é um comportamento que se adquiri, mas é uma forma de a pessoa viver e existir”, lamenta.

Fonte:G1

quinta-feira, 11 de abril de 2019

PREFEITO DE BLUMENAU VETA PROJETO DO DIA DO ORGULHO LGBT E PARADA DA DIVERSIDADE

O prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (sem partido), vetou na quarta-feira (10), o projeto de lei do suplente de vereador Lenilso Silva (PT) que instituía o Dia do Orgulho LGBT e a parada da diversidade no município. A proposta era de incluir os dois eventos no calendário oficial da cidade, para que fossem comemorados anualmente no dia 28 de junho – data em que é lembrado o Dia Internacional do Orgulho LGBT.

A comunicação do veto foi encaminhada à Câmara de Vereadores na quarta-feira e o prefeito tem até esta sexta-feira para apresentar a justificativa do veto ao Legislativo. A proposta foi apresentada no dia 7 de novembro de 2017, quando Lenilso assumiu por 30 dias a cadeira do também petista Adriano Pereira. A matéria, porém, só foi colocada em votação (e aprovada) em março deste ano. Hildebrandt tinha até o último dia 10 para sancionar ou vetar o projeto.

Lenilso disse ter recebido "com perplexidade" a informação de que a proposta não foi sancionada por Hildebrandt e alega que não há base constitucional para o veto.

– O projeto foi vetado por uma questão política e, mais do que isso, de dogmas religiosos. É triste ver que o gestor público coloque os seus princípios religiosos à frente de algo que é constitucional e que recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça – aponta Lenilso.

De acordo com Lenilso, o projeto tinha como objetivo apenas instituir o Dia do Orgulho LGBT e a Parada da Diversidade no calendário da cidade, sem aporte de dinheiro público:
– É uma data para refletirmos, para falarmos de violência contra LGBTs e de outros temas. É uma pena que a gente tenha um prefeito que não é de todos, e sim de uma parte. Blumenau não é uma ilha. Blumenau vive, existe, e tem pessoas LGBTs. Não é esse veto que vai fazer com que as pessoas sumam da cidade.

O autor da proposta destaca que irá conversar com a Câmara para avaliar os trâmites da derrubada do veto, e acredita que os vereadores que aprovaram o projeto têm condições de promulgarem o texto.

Fonte:NSCTOTAL

EM NOTA NARCISO JUNIOR CONFIRMA PERMANÊNCIA NO CARGO DE COORDENADOR NA COORDENADORIA DE POLÍTICAS PÚBLICAS LGBT DO CEARÁ. CONFIRA

Na tarde desta quinta-feira (11) em uma nota públicada em seu Facebook, Narciso Junior, Coordenador de politicas públicas para LGBTI+ do governo do Ceará confirmou sua permanecia no cargo.
A nota vem em resposta a segmentos do movimento LGBTI+, que cobravam um posicionamento do Governo do Estado em relação a Coordenadoria Especial de Politicas Públicas para LGBT, que estava com sua atividades parcialmente paralisadas desde o ano passado.

Na nota Narciso enumerou algumas conquistas da sua gestão e falou da satisfação que sente por fazer parte dessa missão dada pelo Governador Camilo Santana, confira alguns trechos.

"Ao longo dos últimos anos venho dando resposta a missão que o Governador do Estado me delegou, fazendo do meu trabalho um missão. E apesar dos desafios, tenho ciência do legado que já efetivamos construído a partir da colaboração e o diálogodo com movimento social e a interiorização da política LGBT." Escreveu.

"Compreendo que apesar destas conquistas que se fazem ver, precisamos avançar ainda mais concedendo respostas as demandas apresentadas pelo movimento LGBT,s e, sobretudo, combatendo toda e qualquer forma de LGBTfobia neste estado por meio das políticas públicas. Possibilitando a cada Lésbica, Gays, Travestis e Trasexual uma vida digna, sem qualquer violção, discriminação e exclusão." finalizou o texto após enumeras as conquistas obtidas pela população LGBTI+ do nosso estado.

Confira a nota na íntegra:


TATIANA HILUX - CHÁ DAS QUINTAS COM SUELLEN DIAS, MISS GAY GUAIÚBA


TATIANA HILUX - É uma honra receber uma Miss Municipal em meu Chá das Quintas no Onixdance. Suellen, fala para nossos leitores a sensação da sua vitória.

SUELLEN DIAS - É uma sensação de dever cumprido, uma superação pessoal, após tentar dois anos seguidos o mesmo concurso, ficando em segundo lugar nos dois anos, então só na terceira tentativa que fui eleita a Miss do município e é um prazer  muito grande poder representar este título de Miss Gay Guaiuba...

HILUX - Ullanova é a coordenadora do evento que você ganhou e você também é coordenador de eventos. Como você vê o movimento das misses gay em 2019?

SUELLEN - Vejo um crescimento dos misses, elas estão mais empenhadas, mais preparadas em bem representar seus títulos, estão mais inclusas a movimentos sociais que é muito importante ajudar nem que seja em  levar um sorriso a quem está triste pequenos gestos também se transformam em grandes resultados.

HILUX - Misses aclamadas ou eleitas. Qual é o seu ponto de vista em relação a esse assunto?

SUELLEN - Independente da Miss ter sido eleita em concurso ou em aclamação ambas são dignas de todo respeito, pois como já se diz o velho ditado o sol nasce para todos. Eu particularmente tenho um grande respeito por misses aclamadas, pois ali se encontra o  reconhecimento e a confiança de dar nas mãos  um título para um artista  e assim ser bem representado.

HILUX - Quem é o rapaz por baixo da maquiagem? Fala um pouco sobre você mesmo para nossos colaboradores te conhecem mais um pouco.

SUELLEN - O rapaz que se encontra por trás da maquiagem se chama Hélio Dias filho de pais maravilhosos que sempre estão ao meu lado também sou um rapaz que ainda está aprendendo a cada dia o valor da vida adoro conversar,  tenho muito prazer em ser útil em alguma precisão sendo de amigos ou conhecidos. Atualmente trabalho em casa com uma oficina de costura, pois tenho paixão por criações de peças de vestuário e que na minha infância sempre tive amor por este mundo encantador que é o mundo das misses, passarelas, shows, só que na infância vemos tudo maravilhoso tudo lindo deslumbrante magnífico, mas na vida real hoje vejo tudo diferente com muitas dificuldades, mas temos o dom da vida para aprender pouco a pouco subindo degrau por degrau e assim conseguindo nossos objetivos.

HILUX - Em junho teremos a segunda versão do concurso de transformista New Face Dragon. O que você pensa sobre a arte da dublagem?

SUELLEN - Uma arte sem dúvida encantadora e de muito estudo e esforço, pois é lindo poder ver essas pessoas que dominam essa arte com tanta verdade e amor pelo que fazem...

HILUX - Falando em meses, agora em maio haverá a semana da luta contra a homofobia em Guaiúba. Como se dará esse momento?

SUELLEN - Será uma semana de atividades que começará no dia 13/05 até o dia 15/05 onde faremos ações nos postos de saúde com rodas de conversas com a população do município dia 16/05 haverá uma audiência pública na Câmara Municipal e na sexta-feira dia 17/05 encerraremos com fórum Municipal com tema construindo saúde e desconstruindo a LGBTFOBIA com participação da saúde entre médicos e enfermeiros residentes da Escola Estadual população LGBTI+ do município de Guaiuba e cidades vizinhas encerrado assim com um show da atual Miss Gay Guaiuba Suelen Dias.

HILUX - Deixe uma mensagem a todos que lerem sua entrevista.

SUELLEN - Primeiro eu gostaria de agradecer a Deus pelo dom da vida e a todos que fizeram meus sonhos se tornarem realidade. Pois é muito difícil encontrar pessoas que segurem na sua mão e diga vai dar tudo certo. Escutei por diversas vezes palavras negativas, mas ao ouvir essas palavras eu simplesmente jogava elas ao vento para que ele pudesse levá-las para longe, foi com muitos erros e poucos acertos, assumo, que cheguei até aqui, mas só assim pude aprender o que faltava para conseguir de fato o que eu queria e o que eu quero  que são apenas momentos felizes e únicos. Por último Agradecer a você, Tatiana, essa pessoa maravilhosa pelo espaço e carinho. Obrigada sempre!

EX-SPICE GIRL MEL C ANUNCIA PARTICIPAÇÃO NA PARADA LGBT DE SP

A ex-Spice Girl Mel C publicou nas redes sociais, nesta segunda-feira (8), que vai participar de dois eventos na cidade de São Paulo. O primeiro, no dia 21 de junho, é a ParadaSP Fest. O segundo é a Parada Gay, que acontece no dia 23 de junho, na Avenida Paulista.


A drag queen Sink The Pink também vai participar dos eventos.

No anúncio, a cantora, que era conhecida como a Spice Esportista (Sporty Spice), afirma que a participação nos dois eventos precedem outras cinco apresentações que acontecem na Europa: Londres, Estocolmo, Amsterdã, Brighton e Dublin.
Spice Girls reunidas em Lomdres para anunciar nova turnê





Fonte: G1






quarta-feira, 10 de abril de 2019

JUSTIÇA CONDENA SUPERMERCADO ASSAÍ POR HOMOFOBIA NO RN

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 21ª Região, com sede em Natal (RN), foi palco de um julgamento inusitado para os trabalhadores potiguares, em especial para a parcela LGBT. O supermercado atacadista Assaí foi condenado, em 2ª instância, a indenizar o ex-operador de caixa Udson Mafra Sbrana, 34 anos, por danos morais. Segundo os autos do processo, o resultado foi provocado pela constatação de uma série de discursos e atos discriminatórios contra o ex-funcionário em razão de sua orientação sexual.

Em meio a risos de deboche e olhares de reprovação de colegas de trabalho e de um superior hierárquico, Udson foi alvo, repetidas vezes, de expressões como “voz fina”, “bicha”, “viado” e “gay” nas instalações do Assaí. Esse tratamento foi relatado pela vítima e por quatro testemunhas ouvidas durante o processo movido na Justiça do Trabalho.

“Uma coisa é você trabalhar quase nove meses dentro de uma empresa que te oferece um ambiente de trabalho sadio. Parece pouco tempo. Outra coisa é você trabalhar numa empresa com um ambiente insalubre para seu psicológico e para seu físico até, sendo alvo de chacota diária durante todo esse período”, desbafa Udson.

Antes de ser demitido do Assaí, em março de 2015, Udson afirma ter comunicado aos seus superiores, em vários momentos, as ofensas pelas quais vinha passando cotidianamente.

“Nas várias vezes que eu cheguei para a chefe do meu setor, para as fiscais e até para o setor responsável pela parte de prevenção e segurança [do trabalho], ninguém fez nada. Pediam-me calma, diziam que iriam fazer reuniões, mas nunca foi feito nada em meu favor. Várias e várias vezes eu chegava para desabafar com as pessoas da própria empresa chorando, porque eu não aguentava mais, eu queria dar um basta. As pessoas não têm noção do que é chegar ao refeitório do seu trabalho para comer e sair atacado por ofensas, chorando sem sequer conseguir me alimentar”, disse.

Nos autos do processo, o Assaí negou que Udson tenha sofrido qualquer tipo de discriminação no ambiente laboral enquanto trabalhou na sua loja da BR 101, em Natal/RN. Apesar da negativa, os advogados de defesa da empresa não apresentaram provas contrárias suficientes. Na condenação em primeira instância, a sentença da Juíza do Trabalho Derliane Rego Tapajós considerou o Assaí culpado.

O supermercado foi condenado em março de 2018 a arcar com uma indenização de R$ 30 mil. Conforme a decisão judicial, foi considerado o porte do estabelecimento, pertencente ao grupo Casino, um dos maiores grupos empresariais do Brasil e do mundo, e o longo período em que Udson esteve submetido às situações de “constrangimentos psicológicos e humilhações no local de trabalho, inclusive em face da sua orientação sexual, capazes de caracterizar o assédio moral”.

Indenização

A defesa do Assaí recorreu da decisão e o supermercado foi condenado, mais uma vez, em 2ª instância no TRT/RN, na primeira semana de abril deste ano. O voto do desembargador Eridson João Fernandes Medeiros recomendou, contudo, a redução da indenização para R$ 15 mil, buscando evitar suposto enriquecimento. No entanto, o voto da desembargadora Maria do Perpetuo Socorro Wanderley de Castro convenceu a maioria dos desembargadores, que a acompanharam na manutenção do valor original da indenização.

Em seu voto, a desembargadora afirmou manter o valor “ainda que elevado [para esse tipo de causa], porque se trata de medida importante contra a interferência sobre orientação sexual de pessoas”. Em suas palavras, “a homofobia, disfarçada em brincadeiras e caçoadas, atenta contra o direito humano à autodeterminação. Cabia à empresa adotar medidas enérgicas”.

Para Udson, técnico em Guia de Turismo e graduado em Turismo, o valor foi justo, mas não capaz de promover qualquer enriquecimento. Segundo ele, a indenização ainda não foi paga, mas já está integralmente comprometida com o pagamento de dívidas geradas durante os quase três anos em que esteve desempregado e com projetos profissionais futuros.

Jurisprudência

Apesar de incomum, a decisão do TRT/RN lembra a condenação da Ricardo Eletro, que teve que indenizar em R$ 30 mil um de seus vendedores por danos morais, também vítima de ofensas homofóbicas. A discriminação foi praticada por um gerente de vendas de uma das lojas da rede, em Vitória (ES). A decisão unânime da Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou recurso e, além da indenização, a empresa teve que arcar, durante um ano, com pagamentos mensais de R$250 para auxiliar o vendedor na compra de medicamentos para tratamento de depressão.

O diretor da divisão de Comunicação Social do TRT/RN, Ciro Pedroza, afirmou que não conseguiria precisar se a decisão judicial em favor de Udson era inédita no Rio Grande Norte, mas, em suas palavras, “com certeza, é uma decisão fora da curva do que é usual”.

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