sábado, 30 de março de 2019

GEORGE CLOONEY DEFENDE BOICOTE A HOTÉIS DE BRUNEI CONTRA PENA DE MORTE PARA LGBTS

O ator vencedor do Oscar George Clooney convocou um boicote a hotéis de luxo, incluindo o Beverly Hills Hotel, pertencente a Brunei, devido aos planos do país do Sudeste Asiático de impor a pena de morte a pessoas que tiverem relações homossexuais ou cometerem adultério.
Brunei, um ex-protetorado britânico, anunciou que irá implementar novas punições de acordo com a lei sharia a partir de 3 de abril, que incluem morte por apedrejamento e açoitamento para sodomia, adultério e estupro.
Em um artigo de opinião publicado no site de entretenimento Deadline.com na quinta-feira, Clooney escreveu que “toda vez que nos hospedamos, ou conduzimos reuniões, ou jantamos em qualquer um desses nove hotéis estamos colocando dinheiro diretamente nos bolsos de homens que escolhem apedrejar e chicotear até a morte seus próprios cidadãos por serem gays ou acusados de adultério”.
A Companhia de Investimentos de Brunei é dona de nove hotéis nos Estados Unidos e na Europa, incluindo o Beverly Hills Hotel, o Dorchester em Londres e o Plaza Athénée em Paris.
A Companhia de Investimentos de Brunei e o gabinete do primeiro-ministro não responderam a pedidos por comentário enviados por email nesta sexta-feira.
Clooney, que também é um ativista político e um dos nomes mais influentes de Hollywood, disse que ele próprio já se hospedou em muitos desses hotéis “porque eu não havia feito o meu dever de casa e não sabia quem eram os seus donos”.
Por: Reportagem de Jill Serjeant - FONTE: Extra/Reuters

sexta-feira, 29 de março de 2019

CASAL GAY É TORTURADO POR MAIS DE 10 POLICIAIS NA ARGENTINA

Na manhã da última  segunda-feira (25), Alexis Do Santos e Nahuel Aldana, dois homens homossexuais, foram vítimas de abuso de autoridade e violência por parte de homens da polícia que invadiram sua casa, localizada no bairro de Tanque de Santo Tomé, na cidade de Santa Fé, Argentina.

Alexis Do Santos voltava para casa em seu carro, quando uma patrulha começou a segui-lo, quando ele chegou em casa, seu parceiro Nahuel Aldana já se encontrava lá, pois havia seguido de moto.

O casal entrou em casa e a polícia pediu para deixá-los entrar porque "viajavam em um carro suspeito com fumê nas janelas". O casal se recusou e pediu que apresentassem uma ordem de busca e apreensão para permitir que entrassem.

No entanto, os elementos, que totalizaram mais de 10, entraram a força e começaram a atacar os dois. Ao perceberem que eram homossexuais e que eram um casal, começaram a tratá-los de maneira degradante e almentaram os ataques.

"A polícia já desceu da viatura apontando espingardas em nossa direção, e eles começaram a nos gritar. Eles queriam entrar na minha casa, mas eu disse a eles que precisavam de um mandado de busca. Eles queriam nos levar para a rua e eu resisti porque eles não tinham uma justificativa. Então, o policial que estava falando comigo agarrou meu pescoço e eu o empurrei. Seu companheiro disparou dois tiros no ar e apontou uma arma para mim ", disse Alexis Dos Santos.

Os policiais os levaram para uma delegacia de polícia, onde começou a verdadeira sessão de tortura contra o casal. Eles começaram a bater em Nahuel, que tem uma deficiência, quando eles ouviram Alexis o chamar de "meu amor", eles começaram a humilhalos com piadas homofobicas.

"Dentro da delegacia, eles começaram a nos bater novamente e em um momento eu disse ao meu parceiro: 'Quieto meu amor, vamos sair dessa'. Quando descobriram que éramos gays, foi aí que começaram os abusos psicológicos e físicos ", disse Dos Santos.

 "'Dale, putinha, você gosta de apanhar", disseram-me enquanto colocavam as mãos na minha bunda. Nós choramos de raiva ...

A tortura durou aproximadamente quatro horas e terminou quando os familiares das vítimas compareceram à delegacia. Devido a violência de que foram vitimas, a família solicitou uma ambulância; no entanto, eles não deixaram o pessoal de emergência passar até que Alexis começou a convulsionar.

Os jovens disseram que os policiais ameaçaram matá-los se apresentassem uma queixa. No entanto, o casal entrou com uma queixa junto a Administração Interna e solicitou a custódia. Como resultado disso e da cobertura midiática do caso, uma investigação foi aberta e oito policiais foram suspensos.

Fonte:NT

BRUNEI O PAÍS QUE PRETENDE PUNIR LGBTS COM PEDRADAS ATÉ A MORTE

Autoridades do Brunei pretendem colocar em vigor na próxima semana uma lei que pune com morte por apedrejamento aqueles que cometerem adultério ou tiverem relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, denunciaram ativistas de direitos humanos na quarta-feira (27/03).
A punição consta no código penal que o país asiático apresentou em 2014 baseado na Shariah, a lei islâmica. A implantação do conjunto de novas regras, contudo, acabou sendo suspensa naquele ano em meio a críticas de organizações de direitos humanos.
Segundo a Anistia Internacional, o governo pretende colocá-las finalmente em vigor na próxima quarta-feira, 3 de abril. As mudanças legais foram anunciadas num aviso discreto no site da Procuradoria-Geral do país, informou a organização.
As leis só valem para muçulmanos e abrangem inclusive crianças, segundo a Anistia. A homossexualidade, que já é crime no Brunei, será agora sujeita à pena de morte.
O novo código penal também prevê amputações de membros do corpo em casos de roubo. Segundo as regras, ladrões condenados pela primeira vez terão sua mão direita amputada e, em caso de reincidência, seu pé esquerdo.
Um porta-voz do Ministério de Assuntos Religiosos do Brunei afirmou nesta quarta-feira que o sultão e primeiro-ministro do país, Hassanal Bolkiah, deve fazer um anúncio em 3 de abril sobre as novas leis da Sharia.
Somente após esse evento saberemos a data de implementação das novas leis“, disse o porta-voz, questionado pela agência de notícias AFP. “Em termos de prontidão, no momento estamos preparados para impor a amputação por roubo. Isso é tudo.”
Em nota, a Anistia Internacional clamou para que o país “interrompa imediatamente” a implementação das novas punições e que reveja seu código penal em conformidade com as obrigações do país acerca dos direitos humanos.
Legalizar essas penas cruéis e desumanas é algo terrível“, disse Rachel Chhoa-Howard, pesquisadora da organização no Brunei. “Algumas das possíveis ‘ofensas’ não deveriam nem ser consideradas crimes, incluindo sexo consensual entre adultos do mesmo sexo.”
A ativista pede ainda que a “comunidade internacional condene urgentemente o movimento do Brunei para colocar essas penalidades cruéis em prática“.
Phil Robertson, da Human Rights Watch, alertou que a entrada em vigor da lei “levará rapidamente o país ao status de pária dos direitos humanos aos olhos de investidores estrangeiros, turistas e agências internacionais“.
Se esse plano insensato avançar, haverá todos os motivos para acreditar que o movimento global de boicote ao Brunei irá recomeçar“, acrescentou o ativista. Segundo ele, o Brunei está prestes a se tornar o único país do Sudeste Asiático a punir o sexo gay com a morte.
O sultão do Brunei instituiu o código penal da Shariah em 2014 para reforçar a influência do Islã na minúscula monarquia rica em petróleo, conhecida há muito tempo por políticas conservadoras, como a proibição da venda pública de bebidas alcoólicas. A primeira etapa da lei incluía multas ou prisão por ofensas como gravidez fora do casamento ou deixar de orar na sexta-feira.
Não houve grande oposição pública à lei no Brunei, onde o sultão Hassanal Bolkiah governa desde os anos 1960 como chefe de Estado com plena autoridade executiva. A crítica da população às suas políticas é muito rara, enquanto é comum que ativistas de direitos humanos sejam banidos do país.
Fonte: PRAGMATISMO POLÍTICO

quinta-feira, 28 de março de 2019

DURANTE A DITADURA MILITAR, LBGTS SOFRIAM TORTURAS MAIS AGRESSIVAS

A matéria foi escrita pelo jornalista Jefferson Puff da BBC Brasil e publicada em dezembro de 2014, sua leitura é muito importante nos dias de hoje, em que um presidente tenta mudar a história dizendo que a ditadura não existiu.  

Ao passar a limpo muitas das violações de direitos humanos ocorridas nos anos de chumbo no Brasil, entre 1964 e 1985, o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), entregue no dia 10 de dezembro de 2014 à então presidenta Dilma Rousseff, deu destaque inédito à perseguição e aos abusos ocorridos contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, que durante a ditadura foram alvo tanto do regime militar quanto dos grupos de esquerda e que sofriam mais em torturas, assim como negros e mulheres.


Entre as principais violações destacadas pelos pesquisadores estão as rondas policiais sistemáticas para ameaçar e prender travestis, gays e lésbicas, cuja prática de "higienização" levou ao menos 1,5 mil pessoas à prisão somente na cidade de São Paulo; torturas, espancamentos e extorsões dirigidas sobretudo a travestis; censura à grande imprensa quando abordava a temática das "homossexualidades" (o termo LGBT não era usado na época) e aos veículos gays, como o emblemático jornal "Lampião"; afastamento de cargos públicos por conta da sexualidade, como ocorrido em 1969 no Itamaraty; prontuários de servidores públicos com registros sobre a sexualidade; além de perseguições aos embrionários movimentos de gays e lésbicas na década de 1970.
Se para o regime ser homossexual era algo considerado algo subversivo e um agravante da periculosidade de uma pessoa frente à Segurança Nacional, além de ameaçar a moral e os bons costumes – pensamento que tinha o apoio de grande parte da sociedade –, para os grupos de esquerda os movimentos LGBTs consistiam em uma "luta menor", ou um "vício pequeno burguês".
Para um dos responsáveis pelas pesquisas que resultaram no relatório, Renan Quinalha, da Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva, do Estado de São Paulo, embora homofobia e discriminação não tenham sido "inventadas" pela ditadura e não se possa dizer que houve uma política de "extermínio", é nítido que se tratou de uma "política de Estado".
"Dada a natureza e o grau dessa perseguição, seja por atuação ou omissão do Estado, e levando em conta o preconceito e a discriminação com uma dimensão institucionalizada, é possível afirmar que a homofobia foi, sim, uma política de Estado durante a ditadura", avalia.
Ao lado do brasilianista James N. Green, Quinalha organizou o livro Ditadura e Homossexualidades: Repressão, Resistência e a Busca da Verdade (Editora EdUFSCAR, 2014). Os dois também assinam o relatório e as recomendações incorporadas ao relatório final da CNV.
Um dos colaboradores do livro, o pesquisador Rafael Freitas, da PUC-SP, abordou em sua dissertação de mestrado o papel das rondas policiais executadas pelo delegado José Wilson Richetti no centro de São Paulo no final dos anos 1970.
"A primeira dessas rondas data de 1968, quando de uma visita da Rainha Elizabeth 2ª a São Paulo. A polícia quis limpar o centro da cidade. Em declarações a jornais da época, Richetti não fazia questão de esconder este objetivo, ao afirmar que era preciso 'limpar a cidade dos assaltantes, prostitutas, traficantes, homossexuais e desocupados'", conta.
Freitas relembra que algumas travestis, após repetidas prisões e espancamentos, criaram a tática de cortar os pulsos para saírem mais rápido da prisão. "Após três dias de humilhações, em que muitas ficavam sem comida e eram forçadas a limpar a cadeia, algumas chegavam ao ponto de tentar o suicídio para serem soltas mais rapidamente".
Há relatos de operações de Richetti em bares de gays e lésbicas em que os camburões da polícia simplesmente levavam a todos, de forma indiscriminada. "Quem for viado pode entrar", gritavam os policiais, lembra o pesquisador.

Tortura e esquerda

Pedro Dallari, jurista e coordenador da Comissão Nacional da Verdade, diz que os trabalhos da comissão ao longo dos últimos dois anos e sete meses identificaram que a sexualidade era um diferencial no grau de brutalidade das sessões de tortura.
"Homossexuais que eram presos ou perseguidos politicamente acabavam sofrendo mais. Na visão do regime isto era um agravante na condição deles, o que também acontecia com os negros e as mulheres", diz.
Durante uma audiência pública em abril de 2014, em São Paulo, outro membro da CNV, o diplomata Paulo Sérgio Pinheiro, também se posicionou sobre o tema.
"Durante a ditadura militar, a homofobia, traço incrustado desde sempre no funcionamento dos aparelhos estatais e nas atitudes da sociedade brasileira, acirrou-se. Havia repressão sistemática de homossexuais por parte do aparelho repressivo. Militantes gays eram humilhados nos interrogatórios e tortura. Espetáculos de travestis e transformistas eram censurados e proibidos. Publicações eram censuradas. A sociabilidade LGTB obrigada a se esconder e se reprimir", disse, relembrando que o país precisa avançar na aprovação da lei que criminaliza a homofobia.
João Silvério Trevisan, jornalista, um dos principais personagens da história LGBT do país e um dos criadores do jornal Lampião, que entre 1979 e 1981 foi ousado em retratar a temática gay em meio à ditadura, diz que é preciso relembrar como a população LGBT também sofreu nas mãos da esquerda.
"Muitas vezes se esquece de deixar claro este outro lado do que os homossexuais sofreram. Muitas vezes chegou até a violência física, quando mulheres lésbicas foram atacadas pelo MR8 em São Paulo. Movimentos indigenistas, de negros, do meio ambiente, e dos LGBTs eram considerados 'lutas menores', como se a chegada do proletariado ao poder fosse resolver tudo. No início da movimentação no ABC, Lula chegou a dizer 'não existem bichas na classe operária'. Houve muita indignação e posteriormente os movimentos também marcharam nas grandes greves", relembra.

Contribuição esquecida

Para o brasilianista americano James N. Green, um dos fundadores do grupo Somos – a primeira organização politizada de gays e lésbicas do país, fundada em 1978 em São Paulo –, se por um lado os homossexuais precisam de um maior reconhecimento oficial como vítimas de perseguição e violações de direitos humanos, por outro, seu papel na resistência à ditadura também é muitas vezes esquecido.
Ele relembra que, apesar das dificuldades enfrentadas com os movimentos de esquerda e sindicalistas, um grupo de 50 pessoas do Somos aderiu à marcha de 1º de maio de 1980, durante as greves do ABC, com duas faixas: "Contra a intervenção nos sindicatos do ABC" e "Contra a discriminação do/a trabalhador/a homossexual".
Para ele, a inclusão da temática LGBT no relatório final da CNV é uma vitória nestes dois sentidos. "É uma conquista histórica, muito importante. O papel dos homossexuais na redemocratização do Brasil foi sempre muito esquecido. Não fosse a dura repressão, certamente o país teria movimentos LGBTs muito mais fortes já antes do final da década de 1970, como nos Estados Unidos e na Argentina, mas havia muito medo", conta.
Marisa Fernandes, uma das pioneiras ativistas lésbicas no país, também relembra a participação das lésbicas na redemocratização, e como lutaram contra a censura. Ela conta que, em maio de 1985, a apresentara Hebe Camargo, ao trazer para seu programa na TV Bandeirantes a ativista Rosely Roth, do GALF (Grupo Ação Lésbico-Feminista), recebeu ameaças do Serviço de Censura Federal de São Paulo.
"Durante a ditadura militar, o modo de vida LGBT sofreu repressão com as tentativas de ocultar suas manifestações, porque a violência do Estado autorizava e apoiava a perseguição contra homossexuais", diz.

Exemplo mundial e homofobia

Para especialistas, pesquisadores que estudam o tema, ativistas LGBTs que viveram à época e membros da CNV, há consenso sobre o avanço demonstrado e o exemplo que o Brasil dá ao mundo ao incluir os LGBTs em seu relatório final com destaque.
Eduardo González, diretor do programa de Verdade e Memória do Centro Internacional de Justiça de Transição (ICTJ, na sigla em inglês), diz que em geral as comissões da verdade ao redor do mundo tendem a focar apenas nos crimes de maior visibilidade, como execuções, torturas, desaparecimentos e prisões políticas, e que o Brasil pode dar um exemplo a outros países com o destaque inédito à população LGBT.
"É muito útil, muito importante que o radar da comissão brasileira tenha se expandido dessa maneira. Tivemos menções superficiais a LGBTs em outros relatórios, e no Peru descobrimos já muito tarde que havia grupos de esquerda que reivindicavam assassinatos de homossexuais, prostitutas e travestis, mas tivemos tempo de incluir apenas uma breve menção", diz o sociólogo peruano cuja organização já assistiu mais de 30 países em suas comissões da verdade.
Renan Quinalha, da Comissão Estadual de São Paulo, também elogia o trabalho da CNV. Para ele, a medida abre portas para a obtenção de políticas reparatórias e indenizações sofridas por esses grupos, além de aumentar consideravelmente a pressão pela criminalização da homofobia no país. "Por piores que sejam o direito penal e nosso sistema de justiça, a criminalização da homotransfobia é fundamental para mudarmos a cultura da impunidade e da naturalização das violências contra esses setores."
"A cada 28 horas, uma pessoal LGBT é assassinada no país. Esse índice é alarmante. Conhecer o passado e dar o devido reconhecimento a esses grupos marginalizados historicamente nos ajudará a romper com o ciclo de violência e de impunidade existente ainda hoje. O trabalho que fizemos não foi só de historiografia, mas de ação política no presente", afirma.
"Enquanto não for feito o acerto de contas com a ditadura em todas as suas dimensões de violências, não teremos uma democracia efetiva com respeito a direitos humanos e às diversidades."

CHÁ DAS QUINTAS – ENTREVISTA PEDRO FÊRRY


BY TATIANA HILUX

HILUX - Primeiramente quero  dar parabéns pelo título conquistado. Como foi a idealização do personagem e o show em si?

PEDRO - Fiz uma busca por uma música que me passasse emoção, então ao descobrir essa música do grupo Queem, eu tive a ideia de dar vida ao tão famoso Freddie Mercury. Inicialmente eu pensei várias vezes em desistir, pois, tanto a musica, quanto o personagem é são difíceis de fazer.

HILUX - O que penso ser incrível é a versatilidade dos dias atuais. Fala um pouco da sua personagem feminina, por favor.

PEDRO - Bianka foi e é uma das coisas mais incríveis que aconteceu na minha vida, pois foi através dela que eu me apaixonei pela arte transformista. Fiz muitas amizades, e muitas coisas boas aconteceram. Hoje Bianka já não aparece mais, porém tenho planos futuros para ela.

HILUX - A arte da transformação requer muita coisa além do talento nato. Quem te apoia nessas atividades?

PEDRO - Sinceramente se você tem boas amizades nesse meio o talento às vezes não importa. Porém eu acredito que é preciso sim ser criativo. Eu busco minhas coisas sozinho, embora meus amigos sempre estejam comigo.

HILUX - Como foi pra você participar do Dragão de ouro?

PEDRO - Foi uma experiência única, o concurso teve uma clareza inigualável, e a organização da Dragon club,  assim como você estão de parabéns!

HILUX - Sua visão política  se faz necessária agora. Qual sua posição perante o momento que estamos vivendo no Brasil?

PEDRO - Política é uma das coisas que não costumo debater, porém espero de coração que os governantes do nosso país possam nos trazer dias melhores.

HILUX - O que nos espera para o seu Especial Show no Dragon Club?

PEDRO - Estou preparando um show exclusivamente nacional, será uma performance também, espero desde já que agrade a casa Dragon club...

HILUX - Digite Uma mensagem para os nossos leitores e seus amigos, por favor

PEDRO - Obrigado Deus, por que em meio a todas as perdas, mesmo assim temos muito que agradecer!

PRIMEIRA EDIÇÃO DO CONCURSO MISTER GAY COLOCA ALAGOAS NA BRIGA PELO TÍTULO MUNDIAL

A busca internacional anual por um modelo gay que represente a comunidade LGBTI+ mundial já iniciou, e Alagoas entra nessa disputa em busca do título Mr Gay World, o maior concurso de beleza gay mundial, e de referência de empoderamento de jovens gays no mundo.

Estão abertas as inscrições para o concurso Mister Gay Alagoas, o evento que elegerá o representante alagoano que irá concorrer ao titulo de Mister Gay Brasil, o maior concurso da beleza gay do país, e que escolherá o candidato brasileiro para representar os 26 estados e o Distrito Federal no Mr Gay World, o maior concurso desta modalidade no mundo.

Organizado pelo Grupo Gay de Alagoas-GGAL, idealizador dos maiores eventos LGBTI+ do Estado, em parceria com a ProduArt Entretenimento, e produzido pelos jornalistas Nildo Correia e Thaun Vieira, o evento tem o objetivo de valorizar e dar visibilidade à beleza da população LGBTI+ alagoana.

Podem se inscrever jovens assumidamente gays de 18 a 38 anos, natural ou naturalizado em Alagoas, ou que possua vínculo familiar no Estado. As inscrições e o regulamento do concurso podem ser acessados AQUI.

"O concurso Mister Gay Alagoas é mais que um concurso de beleza, em busca de um belo rostinho, ou um corpo escultural, buscamos um homossexual do gênero masculino cis, trans ou não-binário, que esteja à altura do grande Mr Gay World, e que possa lá na frente representar o país no mundial", afirma Thauan Vieira, um dos organizadores do Mister Gay Alagoas.

O concurso está previsto para ocorrer no dia 26 de outubro, na praça Multieventos, orla de Pajuçara, com acesso totalmente gratuito ao público. Os organizadores esperam que cerca de 5 mil pessoas de todo o Estado alagoano prestigiem o evento.

O Mister Gay Alagoas detém a patente autorizada pelo concurso nacional e é atrelado a um evento mundial de grande impacto no mundo da moda, e causas sociais LGBTI+.

Este ano o representante no mundial é o brasiliense Raphael dos Anjos, Mister Gay Brasil 2019, que segue em preparação para o concurso internacional, no próximo mês, na Cidade do Cabo, na África do Sul, onde disputará o titulo de Mr. Gay World 2019.

Maiores informações pelo contato whatsapp: 82 99644-1004

quarta-feira, 27 de março de 2019

PABLLO VITTAR CONQUISTA A AMÉRICA! A QUEEN VAI SE APRESENTAR EM SETE PARADAS LGBTS NOS EUA E NO CANADÁ


A cada dia que se passa a diva máxima da comunidade LGBTI+ prova que quando se fala em sucesso na carreira o “céu é o limite”.

A carreira internacional de Pabllo Vittar vai deslanchando de vez e a Queen em nada menos que sete Paradas do orgulho LGBTI+ na América do Norte.

Entre as paradas estão as duas maiores dos Estados Unidos, que acontecem em Nova York e Los Angeles.

Com o nome “Não Para Não: Pride Tour” a turnê passará em outras cidades como Boston, Chicago, Miami, São Francisco e Toronto no Canadá.

Em seu Instagram a cantora divulgou as datas das paradas que acontecem em agosto. Todo esse sucesso de Pabllo é mais que merecido e nos enche de orgulho.

O PRÍNCIPE E O CAVALEIRO; UMA HISTÓRIA DE AMOR QUE PROMOVE A QUEBRA DE ESTEREÓTIPOS

"O príncipe e o cavaleiro" é um livro infantil publicado em 2018 que tem uma história clássica sobre príncipes que buscam amor; no entanto, não é uma história de amor de um príncipe à procura de uma princesa, mas sim de um príncipe.


A história mostra como reis querem que seu filho, o príncipe, encontre o amor, então eles organizam encontros com outras princesas de diferentes reinos; no entanto, nenhuma delas é o que o príncipe procura.

No meio dos planos dos reis, um dragão ataca a cidade e o príncipe decide começar uma ofensiva para proteger os habitantes. Enquanto luta com a fera, um cavaleiro misterioso aparece e juntos eles derrotam o dragão.


Após a batalha, o misterioso cavaleiro tira o capacete e ambos se apaixonam à primeira vista. O príncipe anuncia seu romance e todas as pessoas e seus pais celebram o amor dos jovens. A história é caracterizada por quebrar estereótipos sobre amor e relações de gênero e apresenta um novo modelo de família que não é comum em histórias infantis. Além disso, expõe o apoio da família diante da homossexualidade de um de seus membros.


A história está entre os 10 melhores livros da American Library Association: 2019 Rainbow Book List; Além disso, ele foi indicado ao Goodreads Choice Awards de 2018 e foi selecionado na Amazon como o melhor livro infantil de 2018.


"Hoje há muitas crianças que não vêem suas famílias ou as famílias de seus amigos representadas em nenhum livro que leem, e eu queria contar uma história que mostrasse os homossexuais LGTBI como heróis e fizesse isso de uma maneira pura da criança". observou Daniel Haack, autor do livro.


"O Príncipe e o Cavaleiro" faz parte de uma coleção composta por quatro publicações, incluindo "Jack, No Jackie", uma história escrita por Erica Silverman, que aborda a questão da transexualidade através de dois irmãos, Susan e Jack.


Haack também é autor de um livro chamado "Donzela e Princesa", um conto de fadas que fala do amor entre duas princesas.

Fonte:desastre.mx

FOI UM MEGA SUCESSO


O último domingo (24) foi uma noite memorável, para o público que compareceu em massa a boate Level. Teve espaço para todas as tribos, No palco o concurso Mega Star, abriu espaço para novos artistas demostrarem seu talento, e é bom registrar prendeu a atenção do público que ficou até o final.

Na pista inferior, o som era comandado pelos Djs Lourran Carneiro e Luan Sobral, na pista superior Elias Arrais e Marcello Fort.

NOSTALGIA

Com a pista superlotada já as 23hs o Dj Elias tocava musicas atuais e algumas que fizeram sucesso na extinta boate Divine aonde foi residente por 15 anos. O público também pode matar saudade da voz que marcou toda a história da antiga casa, os artistas puderam ouvir seus nomes ditos ao microfone.

A FORÇA DA ARTE TRANSFORMISTA

O que se viu no palco foi um verdadeiro show de talentos e o público provou que existe sim espaço para a arte transformista sim na noite de Fortaleza, prestigiando até o final.
Todos os oito artistas que disputaram o título mostraram que a arte se renova e por muitos anos o Ceará continuará sendo um seleiro de estrelas.
Ao final Ayllana Connelly, com uma apresentação visceral e impecável foi eleita a Mega Star 2019, mas fica aqui os mais calorosos aplausos a todos os artistas que conseguiram surpreender, emocionar e arrancar aplausos merecidos e calorosos.

LORRANA LAYSER

Lorrana dessa vez fugiu da sua veia pop, que a consagrou e se emocionou e nos emocionou com uma apresentação maravilhosa, mas para ela vamos dedicar uma postagem exclusiva.















HAYSSA SCHENEYDE

Detentora do título de Mega Star 2018, Hayssa Scheneyder mostrou que é um dos grandes artistas da nova geração e fechou seu reinado com chave de ouro.

A ARTE CONTINUA VIVA

Ao final, fica a certeza de que ao contrário do que alguns dizem, a arte transformista continua viva em Fortaleza, e a boate Level segue valorizando e visibilizando nossos artistas, continuando um legado que foi passado de casa em casa desde a antiga Boate Casa Blanca até os dias de hoje.

terça-feira, 26 de março de 2019

REPRESSÃO À COMUNIDADE LGBT NA DITADURA

Entre os anos de 1950 e de 1960, os movimentos de contestação à ordem e aos “bons costumes” ganharam força, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, contudo, o período ficou assinalado pelo recrudescimento da ditadura civil-militar. Apesar de o discurso da liberação sexual ter repercutido no país, a intensa repressão aos movimentos sociais que contestavam o regime ditatorial, especialmente após o AI-5 em 1968, freou as possibilidades de organização das pessoas LGBTs de reivindicarem os seus direitos.
A comunidade LGBT brasileira manteve seus locais de sociabilidade em guetos. Longe de poderem se organizar como movimento político, os homossexuais encontravam-se em casas noturnas, bailes de carnaval ou em fã clubes de artistas, em que se sentiam mais à vontade para afirmar sua identidade. Aos poucos, foram se ampliando os espaço de sociabilidade e interação homossexual nas grandes cidades, que eram procurados pelas pessoas LGBTs de todo o Brasil, em busca de anonimato e de encontros entre iguais.
Cresceu o número de espaços codificados, como bares, boates, saunas e espaços de “pegação”, em parques e praças durante esse período. Figuras artísticas públicas começaram a se destacar na mídia e no convívio social, mas eram quase sempre vistas como personalidades exóticas, caso do carnavalesco Clovis Bornay, do artista plástico Darcy Penteado, do costureiro Clodovil e do cantor Ney Matogrosso.
 O atraso na formação e consolidação das lutas contra o preconceito sexual deve-se tanto à repressão do regime ditatorial quanto à ausência do debate sobre a questão entre os grupos de esquerda que combatiam a ditadura. A esquerda brasileira tradicional rejeitava organizações que se desviassem de sua prioridade – o movimento operário – e ampliassem a agenda de lutas para outras opressões, como era o caso do movimento feminista e do LGBT. Mesmo as organizações e movimentos de esquerda, que se encontrava sob intensa repressão e violência e se colocavam explicitamente ao lado dos oprimidos, reproduziam o caldo cultural machista e homofóbico característico da maioria da população brasileira. Endossavam, em certa medida, o preconceito contra os homossexuais, institucionalizado como política de Estado na ditadura.
Por parte do Estado, a exigência de adequação do conjunto da sociedade ao padrão moral ultraconservador fez com que os homossexuais fossem perseguidos, conforme apontam diversas pesquisas desenvolvidas por especialistas sobre o período ditatorial.
A discriminação sistemática estendeu-se também ao mundo do trabalho. Um exemplo foi a organização da chamada “Comissão de Investigação Sumária”, instalada em 1969 no Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). Seu objetivo era a repressão a homossexuais, alcoólatras e a pessoas consideradas emocionalmente instáveis, dentro do Itamaraty.
Em 1969, após o AI-5, o órgão formulou uma lista que culminou com a cassação de 44 funcionários, a maior da história deste órgão, sob a acusação de afrontarem os valores do regime em suas condutas na vida privada. Dentre quinze pedidos de exoneração de diplomatas, sete tinham como justificativa a “prática de homossexualismo” e a “incontinência pública escandalosa”. Outros dez diplomatas suspeitos de tal prática deveriam passar por exames médicos e psiquiátricos e, caso ficassem comprovadas as acusações, eles também seriam afastados.
Além desses fatos lamentáveis, ocorridos em órgãos governamentais, homossexuais e travestis viviam em regime de terror, sendo frequentemente perseguidos e presos pelas polícias nas ruas. Entre os anos de 1975 e 1982, durante as administrações de Paulo Egydio Martins e Paulo Maluf, em São Paulo, as rondas policiais no centro da cidade eram destinadas especialmente à abordagem violenta e à prisão dessas pessoas pela suposta prática de vadiagem.
Famosos nessa época, o delegado José Wilson Richetti e seus policiais promoviam verdadeiros arrastões pelas ruas centrais. Estes resultavam em detenções violentas, justificadas por abaixo-assinados de comerciantes e trabalhadores da região, em prol da moralidade defendida pelo regime, muitas vezes incentivados pelo próprio delegado. Estima-se que durante os finais de semana, entre 300 e 500 pessoas eram detidas, arbitrariamente, por noite em São Paulo. Dentre estas, muitas eram extorquidas e algumas foram torturadas.
 A censura moral às artes que simbolizavam as sexualidades dissidentes tornou-se, igualmente, uma marca da ditadura. Músicas foram vetadas por “divulgarem o homossexualismo”; publicações dirigidas ao público homossexual como o Lampião da Esquina tiveram sua circulação dificultada e foram monitoradas; peças de teatro foram impedidas de entrar em cartaz e muitos filmes foram retirados das salas de cinema por todo o país, sob a acusação de erotismo ou pornografia. A censura mais rigorosa ocorria na televisão, o meio de comunicação que mais massivamente atingia o público, pois os donos do poder temiam que a “propaganda” do homossexualismo e da pornografia pudesse corromper a juventude e os valores tradicionais da família brasileira.

WHINDERSSON NUNES ENCARNA DRAG QUEEN E CURTE BAR LGBT COM PABLLO VITTAR EM NY


O humorista Whindersson Nunes, postou no seu instagram uma foto montado de Drag Queen. A transformação foi para ir a um bar LGBT em Nova York na companhia da pop star Pabllo Vittar.
Cílios postiços, batom e peruca rosa, foi o look escolhido por Pabllo para fazer a transformação e o humorista ficou irreconhecível.
“Básica”, foi a legenda usada na foto publicada por Whindersson que está lotando teatros em uma turnê pelos EUA.
Antes da balada gay, os dois assistiram a um jogo de basquete.




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“SPECIAL” SÉRIE DA NETFLIX MOSTRA VIDA DE JOVEM GAY COM PARALISIA CEREBRAL. CONFIRA O TRAILER


O trailer de "Special", nova série de comédia da Netflix, quer mostrar de forma descontraída como é a vida de um rapaz gay que vive com paralisia cerebral.

O projeto é inspirado na autobiografia de Ryan O'Connell, que também interpreta uma versão de si mesmo na série. Com lançamento previsto para 12 de abril, "Special" aborda a vida romântica, familiar e profissional de Ryan.

Aberto sobre sua sexualidade com poucas pessoas em sua vida, ele também esconde sua deficiência, deixando colegas de trabalho acreditarem que foi atropelado por um carro, e por isso está mancando.
"Eu estou no armário sobre ser gay, e no armário sobre minha deficiência. Chega de armários!", decreta o protagonista em uma parte do trailer.

A série também acompanha a jornada de Ryan, que já tem 20 e poucos anos, para sair da casa dos pais e ganhar mais independência. Jim Parsons (o Sheldon de "The Big Bang Theory") é um dos produtores de "Special". Os oito episódios da primeira temporada foram dirigidos por Anna Dokoza ("Lady Dynamite").
Fonte:UOL

sexta-feira, 22 de março de 2019

ESPETÁCULO AOS TEUS OLHOS FAZ TRIBUTO A NEY MATOGROSSO E ÂNGELA MARIA


Dois grandes nomes do transformismo cearense Noélio Mendes e Wilmar Lobo prestam homenagem aos dois ídolos da MPB.
Os artistas prometem emocionar o público com recriações de grandes músicas a partir de uma profunda pesquisa musical acerca do repertório de Ângela e Ney.
O espetáculo conta com as participações especiais de Raynna Viviane, Rayanna Rayovack e Camilly Leycker.

SERVIÇO:
AOS TEUS OLHOS
DATA 12 DE ABRIL
HORA 19HS
UMA HOMENAGEM À ÂNGELA MARIA E NEY MATOGROSSO
ESTRELANDO: NOÉLIO MENDES E WILMAR LOBO
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
RAYNNA VIVIANE
RAYANNA RAYOVACK
CAMILLY LEYCKER.
TEATRO MORRO DO OURO (ANEXO TJA)

INGRESSOS: R$ 10 (INTEIRA)/ R$ 5 (MEIA)

CONTATO PRODUÇÃO (85) 99632.5822 (CEL/ WHATSAPP)

MEGA STAR 2019 ACONTECE NESTE DOMINGO 24 NA BOATE LEVEL



A Boate Level tem sido um espaço de valorização e incentivo a arte transformista de nosso estado e neste domingo mais uma vez abre espaço para um certame que da visibilidade a novos artistas.

A edição do concurso Mega Star realizado por Lucas e Jardeel Soouza, com o apoio do Portal Onix e da Boate Level vai escolher entre dez candidatos a dublagem perfeita da noite.


A apresentação será da diva Lorrana Layser e o show da Mega Star 2018 Hayssa Schneider e como é uma noite especial a Level terá suas duas pistas funcionando simultaneamente com quatro Djs.

Marcelo Forte, Lourran Carneiro, Elias Arrais e Luan Sobral de Pernambuco ou seja, será uma noite para todas as tribos.


Serviço:
MEGA STAR 2019
INGRESSOS: R$ 10 ATÉ 11:30HS APÓS R$ 15
NO BAR
CERVEJA 600ML – R$ 10
VODKA CLONADA ATÉ 00H
BALDE DE LONG NECK – R$ 35