quinta-feira, 29 de setembro de 2016

TRANS PODEM SER OBRIGADAS (OS) APRESENTAR DOCUMENTO PARA USAR BANHEIRO PÚBLICO

Em mais uma tentativa da bancada evangélica de tirar direitos LGBTs a Câmara dos Deputados analisa uma proposta que proíbe as pessoas de utilizarem banheiros públicos que não sejam destinados a seu sexo masculino ou feminino. Segundo o texto, em caso de mudança de sexo por tratamento hormonal, será preciso apresentar documento que comprove a mudança de nome por decisão judicial para ter acesso ao banheiro conforme a nova condição.
Pelo projeto apresentado pelo deputado Professor Victório Galli (PSC-MT), o uso “indevido” do banheiro passará a ser enquadrado como contravenção penal, na mesma categoria de quem perturba o trabalho ou o sossego de outra pessoa. A pena nesses casos é de prisão simples, de 15 dias a três meses, ou multa. A proposta altera a Lei das Contravenções Penais.
O autor da proposta critica a defesa do uso de banheiros públicos por pessoas que se identificarem com o sexo masculino ou o feminino promovido por entidades vinculadas aos direitos humanos. Na avaliação do parlamentar, só o Congresso Nacional tem o poder de normatizar matéria de cunho nacional.
“As pessoas que utilizam banheiros públicos em escolas, shoppings, estádios de futebol, cinemas, restaurantes e órgãos públicos têm vivido um terror sem saber o que é certo ou errado, em razão do uso indiscriminado por pessoas de sexo oposto ao que sinaliza a placa de entrada desses banheiros. Nesse sentido, precisamos normatizar a matéria, a fim de que prevaleça o bom senso”, afirma Victório Galli.
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:Onda (por

MISS BRASIL 2016 TEM O MAIOR NÚMERO DE CANDIDATAS NEGRAS DA HISTÓRIA DO CONCURSO


A edição 2016 do Miss Brasil terá o maior número de candidatas negras da história do concurso. Dentre as 27 participantes, seis mulheres negras vão disputar o título de mais bela do país, e podem receber a coroa da gaúcha Marthina Brandt no próximo sábado (01/10). O evento será realizado a partir das 20h30min, no Citibank Hall, em São Paulo (SP).
O público poderá acompanhar ao vivo todas as emoções, direto da tela da BAND, a partir das 22h20,



As misses negras representam os Estados de São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Bahia, Maranhão e Rondônia. Para comparar, na disputa do ano passado, apenas uma das candidatas era negra (a Miss Distrito Federal Amanda Balbino). Mais: desde a primeira edição do Miss Brasil, em 1954, o concurso teve apenas uma vencedora negra, a gaúcha Deise Nunes, eleita em 1986.
Deise se diz contente com o envolvimento das candidatas negras na competição, e espera que o público reconheça a beleza das participantes.
– Com certeza, a recepção está mais aberta – afirma. – Isso abre portas para elas e, se alguma for eleita, é importante que ela de fato abrace a causa da negritude e lute sempre por respeito, oportunidade e espaço.
Karina Ades, diretora-geral do evento, acredita que a diversidade servirá de inspiração para outras modelos e para o público:
– Sinto que muitas meninas negras sentiam falta de uma representante no mundo miss. O concurso deste ano traz candidatas com características diversas e típicas de suas regiões.
Conheça as seis candidatas negras de 2016:

Raissa Santana (Miss Paraná), estudante de marketing, 21 anos


Sabrina Paiva (Miss São Paulo), publicitária, 21 anos

Beatriz Leite (Miss Espírito Santo), modelo e bailarina, 18 anos


Deise D’Anne (Miss Maranhão), estudante de educação física, 26 anos


Mariana Theol Denny (Miss Rondônia), modelo, 19 anos


Victoria Esteves (Miss Bahia), estudante de direito, 18 anos


Fonte: Revista Donna