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terça-feira, 17 de março de 2015

ELIS REGINA, 70 ANOS: CONHEÇA 17 CURIOSIDADES SOBRE A MAIOR CANTORA DO BRASIL

Se estivesse viva, Elis Regina completaria 70 anos nesta terça-feira. Conheça 17 curiosidades sobre a saudosa pimentinha.

Elis Regina Carvalho Costa, a Elis Regina, passou como um furacão pela Música Popular Brasileira entre a década de 1960 e o início da década de 1980, quando morreu precocemente, aos 36 anos. Vendeu 4 milhões de discos em 18 anos de carreira. Qualidade vocal, presença de palco e personalidade colocaram Elis na história como uma das mais importantes cantoras e intérpretes brasileiras.

Neste 17 de março de 2015, Elis completaria 70 anos de idade. Em homenagem à cantora, um site oficial foi lançado hoje com sua biografia, fotos e depoimentos de amigos e pessoas que trabalharam e conviveram com a cantora. O portal EBC lançou 17 curiosidades para que você saiba mais sobre sua vida e carreira:
  1. Em Londres
Elis impressionou o maestro inglês Peter Knight e sua orquestra ao gravarem juntos o disco Elis in London, de 1969, ao vivo, sem repetir nenhuma das doze canções. Foi aplaudida de pé pelos músicos ao final da gravação. O disco só seria lançado no Brasil em 1982, após sua morte.

  1. Brasil e família
Por duas vezes, Elis desistiu de desenvolver sua carreira internacional na Europa por saudades dos filhos e do Brasil. Ela se dizia uma cantora eminentemente brasileira.

  1. “Black is beautiful”
Elis foi diretamente investigada pelo DOPS, órgão de repressão da ditadura militar, e chegou a ser intimada para depor nesse departamento, devido a sua ligação musical com o movimento negro norte-americano (evidenciada pela gravação da canção “Black is beautiful”, em 1971) e por interpretar compositores tidos como subversivos. Um diplomata sueco chegou a ser detido durante uma manifestação anti-ditadura por portar um LP de Elis.

  1. Elis & Tom
Elis foi reprovada por Tom Jobim, em 1964, durante as audições para o disco Pobre Menina Rica, sob a alegação de que ela ainda era muito provinciana. Exatamente dez anos depois, gravaram juntos o disco Elis & Tom, histórico registro da MPB. O disco foi o presente dado à Elis pela gravadora ao completar dez anos de gravações na antiga Philips, atual Universal.

  1. Chico Buarque
A música “Atrás da porta”, gravada por Elis em 1972, ainda não estava finalizada e era apenas um rascunho quando foi ouvida por Roberto Menescal, seu produtor à época. Elis gravou apenas a parte inicial da letra, fazendo vocalises durante o resto da canção. O registro foi enviado a Chico Buarque, que a finalizou instantaneamente.

  1. Romaria
Elis não gostava de cantar sucessos antigos em seus shows, e a partir de 1978 deixou de cantar “Romaria” particularmente após uma fã vir lhe pedir um autógrafo, aos prantos, segurando uma imagem de Nossa Senhora, como se viesse receber uma bênção.

  1. Interpretação
Alguns compositores ficavam receosos de gravar suas próprias canções após Elis as ter interpretado, tão forte era a marca de seu registro. Gilberto Gil, após vê-la cantando “Se eu quiser falar com Deus” em um show, se perguntou: “Como é que eu vou cantar essa música agora?”

  1. Jogos de palavras
A canção “Aprendendo a jogar”, de Guilherme Arantes, registrada no disco Elis, de 1980, foi criada a partir de brincadeiras que a própria Elis fazia com os ditados, como “Água mole em pedra dura vale mais que dois voando”.

  1. Trilha sonora
A canção “Me deixas louca”, seu último sucesso e parte da trilha sonora da novela Brilhante, de 1981, foi enviada para Simone, Maria Bethânia e Gal Costa, e ignorada pelas três antes de Elis gravá-la.

  1. Religião
Elis era espírita, estudiosa de Allan Kardec e chegou a psicografar cartas. além de fazer shows beneficentes para instituições sociais. Devido à sua afinidade com a religião, foi convidada a participar de um especial em homenagem a Chico Xavier, cantando a canção “No céu da vibração”, de 1980.

  1. Piano
Elis estudou piano brevemente durante a infância com uma professora particular. Após concluir a fase inicial, a professora sugeriu a procura de um conservatório que, por sua vez, exigia que o aluno tivesse o instrumento em casa. “Entre comer e ter o piano, meus pais escolheram comer, o que a longo prazo eu achei ótimo”, disse Elis em entrevista em 1972.

  1. Festivais
Elis Regina defendeu duas músicas no I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior, em 1965. Embora tenha ganhado o festival com a música “Arrastão” (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), dizia que sua favorita era “Por um amor maior” (Francis Hime e Rui Guerra), cujo registro está no álbum “Samba eu canto assim”, gravado antes do festival e lançado em seguida.

  1. Luta por direitos autorais
Os direitos trabalhistas dos músicos brasileiros eram preocupação permanente de Elis Regina. Em 1978, criou a Associação de Músicos e Intérpretes (ASSIM), na tentativa de reparar músicos do que considerava uma grande injustiça: ao gravar discos, instrumentistas eram obrigados a abrir mão de seus direitos conexos.
  1. “Ella Fitzgerald” brasileira
Após se apresentar no Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, em 1979, Elis era chamada pelo público e pela crítica europeus de “a nova Ella Fitzgerald”. Antes de se apresentar, Elis teve uma crise de choro ao se lembrar que ela, filha de lavadeira, iria se apresentar no mesmo palco que os grandes gênios da música mundial. Ao final de show, foi convidada a se apresentar, sem ensaio, com Hermeto Paschoal, numa apresentação que até hoje é considerada histórica. Por não ter aprovado seu desempenho no show, Elis não autorizou o lançamento do álbum, que veio ao público apenas após sua morte, em 1982.
  1. Bilheteria
O espetáculo “Falso Brilhante” (1976) é considerado um marco do show business brasileiro. Ficou 14 meses em cartaz, com 257 apresentações e público de 280 mil pessoas. Teve gastos iniciais de 560 milhões de cruzeiros e arrecadação em bilheteria de mais de 8 bilhões de cruzeiros.
  1. Vanguarda Paulistana
Em 1982, Elis Regina revelava em entrevista ao Jogo da Verdade (TV Cultura) que Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé eram os artistas que lhe chamavam atenção naquele momento. “Com Sabor de Veneno, (Arrigo Barnabé), eu tinha delírios, o olho virava de paixão”.
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No início de 1982, pouco antes de sua morte, em 19 de janeiro, Elis começava a preparar um novo disco. Anotações na agenda da cantora traziam lista do que podia ser o repertório de seu novo trabalho, com músicas de Milton Nascimento (Nos bailes da Vida, Tudo que você podia ser) e Tom Jobim (Falando de amor).
 Fonte:RedeMulher

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