O PORTAL LGBTI+ DO CEARÁ

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

MISS CEARÁ E MISS BRASIL GAY CARLA FAIAL SERÁ A GRANDE ATRAÇÃO DESTE DOMINGO 01 DE JUNHO NA BOATE DIVINE.

A carioca Carla Faial, que foi eleita Miss Brasil Gay em 1992 representando o Ceará, será a grande atração da boate Divine neste domingo 01.
A apresentação será da diva Rayanna Rayovack e o show começa pontualmente às 23 horas.

Confira a foto de Carla Faial quando conquistou o titulo de Miss Brasil Gay 1992 em Juiz de Fora.


Clicando no cartaz você tem maiores informações deste final de semana na Divine.

"MALÉVOLA" ESTREIA COM DESTAQUE PARA VILÃ NA RELEITURA DO CLÁSSICO INFANTIL A BELA ADORMECIDA

Já faz 55 anos que a vilã Malévola apareceu nas telas do cinema no clássico da animação A Bela Adormecida, assustando muitas crianças. Nesta quinta-feira (29), a personagem volta, em versão “carne e osso”, na pele de Angelina Jolie, na produção dos Estúdios Disney, que tem estreia internacional. A diferença é que, desta vez, a história é apresentada do ponto de vista da fada malvada que dá nome ao filme. Se no desenho de 1959 o enredo começava a partir do batizado da pequena Aurora, em Malévola o espectador saberá o passado e os motivos que levaram a vilã a ter tanto ódio do casal real, a ponto de amaldiçoar o futuro da pequena princesa.
Esse mistério foi uma das maiores motivações que convenceram Angelina a aceitar o papel, como ela explica: “Eu fiquei muito interessada no roteiro desde a primeira vez que o li. Foi como se eu desvendasse um grande mistério. Todos conhecemos a história da Bela Adormecida e conhecemos a Malévola, mas nunca soubemos o que aconteceu antes do batizado de Aurora”.
Sarcasmo  
A paixão de Angelina pelo personagem deu um tempero adicional ao filme. O resultado é uma vilã que, mesmo desejando o mal a uma criança, é capaz também de conquistar o espectador com uma boa dose de sarcasmo e ironia. E, claro, graças também a um belíssimo par de olhos verdes, conquistados graças ao minucioso trabalho de um artista que os desenhou à mão, após um esboço criado pela própria atriz.
O visual da protagonista é um trabalho à parte, que, por si só, vale o ingresso. A semelhança com a personagem do desenho impressiona, apesar de a pele não ter aquele tom verde característico. E os famosos lábios da sra. Brad Pitt, bem avermelhados, dão um toque sensual à vilã.
A caracterização da vilã ficou tão apavorante para alguns que se tornou difícil encontrar uma criança que contracenasse com ela, já que muitas pequenas ficavam com medo. A solução encontrada por Jolie foi convocar a própria filha, Vivienne, de 4 anos, para interpretar a princesa Aurora na fase mais infantil.
Mas a atriz já disse que pretende manter a privacidade da filha e não quer, pelo menos por enquanto, que a pequena se torne  profissional: “Brad e eu nunca quisemos que nossos filhos fossem atores. Mas, se eles decidirem fazer isso quando forem maiores, vou pedir que isso não seja o centro de suas vidas, que seja um aspecto”, diz.
Na fase adolescente, quem interpreta Aurora é Elle Fanning, que já atuou em filmes como Super 8 e Compramos um Zoológico. A irmã de outra famosa atriz, Dakota Fenning, não esconde a alegria em viver a princesa: “É tudo que eu sempre sonhei e começou a se concretizar a partir do momento em que vesti seu primeiro figurino, fiz o cabelo e tudo mais. Tem sido muito especial interpretar uma personagem tão emblemática”.
Estreante  
Apesar de se tratar de uma produção cara, de US$ 200 milhões, os Estúdios Disney resolveram ousar escalando um estreante na direção, Robert Stromberg. Mas o diretor já tem um currículo admirável em outras funções. Já conquistou dois Oscar, pela direção de arte de Avatar (2009), dirigido por James Cameron, e Alice no País das Maravilhas (2010), de Tim Burton. É impossível, aliás, não associar Malévola a esse trabalho de Burton.
A floresta onde a personagem-título vive lembra, em muitos momentos, o cenário do filme em que Johnny Depp vivia o Chapeleiro Maluco. Stromberg optou por uma fotografia escura, sombria, que muitas vezes remete ao universo gótico dos filmes de Burton. Não à toa, quando foi anunciada a produção de Malévola, o nome de Tim Burton surgiu como um dos favoritos para dirigir o filme. Mas, como ele estava envolvido em outros projetos, Stromberg acabou assumindo.
Mas o diretor não quis fazer simplesmente uma refimalgem do clássico animado. Como ele mesmo observa, trata-se de uma “reinvenção” da história. Tanto que o roteiro apresenta algumas mudanças em relação à animação de 1959. Essas mudanças, aliás, dão uma ótima movimentação à história, que ganha alguns contornos de aventura, com cenas de ação que se alternam com momentos dramáticos.
Maniqueísmo  
Uma outra mudança importante é a diminuição da dosagem no maniqueísmo. A personagem Malévola tem uns toques de humana e, como qualquer pessoa, guarda características do bem e do mal. Jolie elogia a composição da personagem: “Eu acho bom dizer para as crianças que não existe só o bem e o mal. As coisas não são só preto ou branco na vida. Tem sempre algo a mais para aprender e entender sobre uma situação”.
Os méritos do roteiro são, principalmente, de Linda Woolverton, a mesma dos inesquecíveis O Rei Leão (1994) e A Bela e a Fera (1991), essa última a primeira animação a concorrer ao Oscar de melhor filme.
Mas, apesar das diferenças, o fã do desenho encontrará, claro, muitos elementos do clássico. Estão no filme, por exemplo, as três atrapalhadas fadas encarregadas de cuidar de Aurora até que a maldição lançada sobre ela seja quebrada.
Elas são as responsáveis pelos momentos cômicos. E também não falta a belíssima canção Once Upon a Dream (Era Uma Vez um Sonho), que ficou ainda mais bonita na voz de Lana del Rey. Vale a pena esperar os créditos só para ouvi-la.
Fonte:Correio da Bahia