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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

NANY PEOPLE ABANDONA O FACEBOOK; ENTENDA A GUERRA DAS DRAG QUEENS COM A REDE SOCIAL DE MARK ZUCKERBERG

A atriz trans Nany Peopleresolveu deixar o Facebook. Na última quinta, após tentar acessar sua conta, ela foi informada de que seria obrigada a usar o nome Jorge Demétrio Cunha Santos, como consta no RG. Em outras palavras: pânico total, mas que ela minimiza. "Nunca precisei do Face para ser alguém, e vou continuar minha carreira sem o menor problema", diz a artista. "Tive dois anos na rede social, e já sou a Nany há muito mais tempo que isso."
O episódio de Nany é apenas mais uma batalha numa guerra velada que há meses transsexuais, travestis e drag queens encaram contra o Facebook. É que, conforme a política da rede social, todos os usuários são obrigados a usar seus nomes verdadeiros. Quem se recusa a acatar a determinação, é sumariamente excluído ou fica apenas com a opção de manter uma fan page com o nome social. "Se é assim, a Fernanda Montenegro e a Susana Vieira serão obrigadas a usar Arlete Pinheiro e Sônia Vieira, que são os nomes delas", argumenta a drag Rainha Tchaka, chateadérrima por ter sido forçada a mudar para Valder Bastos em seu perfil (ela ainda conseguiu enfiar um Tchaka entre os dois nomes, o que a deixou menos triste).
Tchaka defende que o Facebook deveria receber representantes dos movimentos LGBT para ouvir a queixa sobre o drama dos nomes sociais. "Para quem não usa nome social, pode parecer frescura. Mas é uma questão muito séria! A gente perde oportunidades de trabalho se as pessoas não nos encontram", diz ela, que afirma faturar bastante com animação de festas. Nos Estados Unidos, foi agendada uma reunião com ativistas da causa. Não há nada semelhante previsto no país, segundo a assessoria de imprensa da rede social.
A maioria das drags ouvidas para esta reportagem não considera que se trate de homofobia. Só que a determinação do Facebook abriu brecha para guerras entre inimigas: começaram a acontecer casos de desafetos denunciarem o perfil uma da outra para forçá-la a usar seu nome de registro.
O Facebook informa que a política é para todos os usuários e que há um lista extensa de documentos que se pode apresentar para conseguir manter o nome social. São várias opções de fato, como cartão de biblioteca e até nome usado em assinaturas de revistas. Nany People, por exemplo, diz que vai usar o cartão de crédito e o do seguro do carro (nos quais conseguiu usar Nany Pessoa). Nem todas as que estão na mira de Zuckerberg e seus xerifes, porém, têm a sorte de usar nomes sociais relativamente simples — a Rainha Tchaka que o diga.
Fonte: Alvaro Leme R7

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