quarta-feira, 7 de agosto de 2013

LUXO E CRIATIVIDADE MARCA A APRESENTAÇÃO DOS TRAJES TÍPICOS NO TOP GAY CEARÁ 2013.

A exemplo do que aconteceu em 2012, o luxo e a riqueza se aliaram a criatividade na apresentação dos trajes típicos das misses candidatas.
Algumas das indumentárias levavam a assinatura de nomes consagrados como Amanda Marques, Camarim Fashion e Fernanda Skaranze e claro muitos novos talentos.

A cada traje que entrava na passarela o público ovacionava deslumbrado com a riqueza e criatividade que mostrava a grandiosidade do evento e trazia o Rio de Janeiro com seus encantos e magia.

A comissão escolheu como o melhor traje típico da noite o ostentado com muita graça e sensualidade pela Miss Gay Messeja, Natasha Martory e confeccionado por Etevaldo Silva e Adriano Alves do grupo Geração Music que recebeu premiação em dinheiro.



OUTROS DESTAQUES DA NOITE
Destaque também para a Madame Satã apresentado pela Miss Gay Conjunto Ceará e agora Musa Gay Ceará 2013, Kelly Welasky D’Ravelly e que foi confeccionado por Monick Skaranze.
Outro belíssimo traje foi a Arara Azul apresentada pela Miss Glamour Gay Vila Manoel Sátiro, Nicolly Shiva D'Anderson confeccionado pelo Camarim Fashion.
Outro belo traje foi apresentado pela Miss Gay Cidade dos Funcionários Lorna Saron D’Anderson assinado por Fernanda Sakaranze, que no ano passado levou o título de melhor traje típico com a Cleópatra apresentado pela Miss Gay Caucaia Reinara Close. 

BABADO FORTE! A HISTÓRIA REAL POR TRÁS DE ORAÇÕES PARA BOBBY

O filme Orações Para Bobby narra a história real de Mary Griffith, vivida por Sigourney Weaver. A mãe presbiteriana que se arrepende de tentar curar o filho homossexual que se mata depois de não aguentar tamanha pressão. O filme estreou na TV americana em 2009, na noite anterior ao Oscar e mudou paradigmas. A história se passou nos anos 80 em Walnut Creek, Califórnia, próximo a São Francisco. Em 27 de agosto de 1983, Bobby Griffith tirou sua vida ao pular de um viaduto sobre uma autoestrada, aos 20 anos, em Portland, Oregon para onde se mudou. O filme e o livro são bem fiéis a história real. Bobby é retratado moreno no filme mas era loiro na vida real. Ele também tinha um corpo mais atlético.
Por quase quatro anos ele sofreu pressão de sua família para deixar sua homossexualidade. Sua mãe, religiosa fervorosa, não admitia a homossexualidade do filho, ao qual denominava de doença, ou aberração, e contra qual usava a Bíblia para respaldar seus preconceitos. 


Os questionamentos de Bobby a Deus, suas frases de auto rejeição baseados nos ensinamentos que recebeu, deixados em um diário, apontam claramente como a sua religiosidade em uma igreja que o condenava ao inferno e a  falta de apoio da família foram cruciais em sua decisão de acabar com a própria vida. Mais uma história que ainda hoje se repete. Estima-se que 3 mil jovens gays se matam por falta de auto aceitação nos EUA, anualmente.
Em entrevista recente, a mãe de Bobby, Mary Griffith, afirmou que o irmão só contou que Bobby era gay depois que ele tentou se matar e que ele já sabia do fato há mais de 2 anos. Ela contou ainda que só percebeu que o filho não escolheu ser gay quando ele morreu e depois de se informar, algo que lamenta não ter feito antes. Para os pais, ela dá um recado: “Eu falei com muitos pais nesses anos. E eu acho que eu só poderia dizer a eles para que ouçam seus filhos e não tentem fazer prevalecer suas opiniões sobre as deles”. A história virou o livro "Prayers for Bobby: A Mother's Coming to Terms with the Suicide of Her Gay Son", em 1995, com diversas passagens do diário de Bobby. O filme foi lançado em DVD, nos EUA, em 2010 e recebeu diversos prêmios.


Os pais de Bobby ainda vivem em Walnut Creek. Mary ainda participa eventualmente da PFLAG - Pais, Família e Amigos de Lésbicas e Gays, associação que aparece no filme. Abaixo, leia o depoimento feito por Mary Griffith em uma reunião do conselho o condado sobre a celebração de um dia para a liberdade gay, 8 meses após a morte de seu filho, em que ela defende a comunidade gay pela primeira vez. A passagem foi transformada em um dos momentos mais comoventes do filme:
  
“Homossexualidade é um pecado. Homossexuais estão condenados a passar a eternidade no inferno. Se quisessem mudar, poderiam ser curados de seus hábitos malignos. Se desviassem da tentação, poderiam ser normais de novo. Se eles ao menos tentassem e tentassem de novo em caso de falha. Isso foi o que eu disse ao meu filho, Bobby, quando descobri que ele era gay.
Quando ele me disse que era homossexual, meu mundo caiu. Eu fiz tudo que pude para curá-lo de sua doença. Há oito meses, meu filho pulou de uma ponte e se matou. Eu me arrependo amargamente de minha falta de conhecimento sobre gays e lésbicas. Percebo que tudo o que me ensinaram e disseram era odioso e desumano. Se eu tivesse investigado além do que me disseram, se eu tivesse simplesmente ouvido meu filho quando ele abriu o coração para mim... eu não estaria aqui hoje, com vocês, plenamente arrependida.


Eu acredito que Deus foi presenteado com o espírito gentil e amável do Bobby. Perante deus, gentileza e amor é tudo. Eu não sabia que, cada vez que eu repetia condenação eterna aos gays... cada vez que eu me referia ao Bobby como doente e pervertido e perigoso às nossas crianças... sua auto-estima e seu valor próprio estavam sendo destruídos. E finalmente seu espírito se quebrou alem de qualquer conserto. Não era desejo de Deus que o Bobby debruçasse sobre o corrimão de um viaduto e pulasse diretamente no caminho de um caminhão de dezoito rodas que o matou instantaneamente. A morte do Bobby foi resultado direto da ignorância e do medo de seus pais quanto à palavra “gay”.
Ele queria ser escritor. Suas esperanças e seus sonhos não deveriam ser tomados dele, mas se foram. Há crianças como Bobby presentes nas suas reuniões. Sem que vocês saibam, elas estarão ouvindo enquanto vocês ecoam ‘amém’. E isso logo silenciará as preces delas. Suas preces para Deus por entendimento e aceitação e pelo amor de vocês. Mas o seu ódio e medo e ignorância da palavra ‘gay’ silenciarão essas preces. Então... Antes de ecoar ‘Amém’ na sua casa e no lugar de adoração, pensem. Pensem e lembrem-se. Uma criança está ouvindo.” (Mary Griffith)
Com informações: Lado A.
Assista ao filme na REVISTA LADO A 

É PRECISO QUE SE DIGA...

 Nos cinco últimos anos o concurso Top Gay Ceará inovou investindo em decorações temáticas e o que se viu foram verdadeiras obras de arte, assinadas pela decoradora Layla Petrelly que figura entre os grandes nomes da decoração cearense.
No último sábado Layla, abusou da criatividade para representar toda a tropicalidade do Rio de Janeiro, tema escolhido para a edição 2013 do Top Gay Ceará.

 Duas araras gigantes ornamentavam o palco e ao fundo a imagem do Cristo Redentor e do Pão de Açucar que mudavam de cor.
Na frente do palco dois coqueiros completavam o cenário que foi muito elogiado pelo público e deixou a curiosidade do que a artista vai criar para o ano que vem...
Neste domingo Layla Petrelly assinará a decoração do Miss Lagoa Redonda que acontece no La Fest Buffet e traz como tema a Grécia.