sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

MULHER DE BISPO EVANGÉLICO TENTA SUICÍDIO APÓS FLAGRAR MARIDO COM TRAVESTI


Na tarde da última quinta-feira (16) uma pastora evangélica tentou cometer suicídio se jogando da ponte sobre o Rio Negro em Manaus.

O motivo foi que a pastora flagrou o marido que é Bispo evangélico saindo com uma travesti da boate Remulo no centro de Manaus.

O homem chegou a ir até a ponte para tentar salvar a esposa e gritou por ajuda de policiais militares (PMs). A mulher foi socorrida pela PM e por um amigo.

No chão, a mulher é consolada por um amigo, que faz orações. Assista o vídeo:


COM OBRAS BARRADAS POR BOLSONARO, FESTIVAL VERÃO SEM CENSURA ESTREIA EM SÃO PAULO

No fim de janeiro, a cidade de São Paulo será palco da primeira edição do Festival Sem Censura, evento que acolherá todas as manifestações culturais oprimidas pelo presidente Jair Bolsonaro e outras que foram censuradas ainda sob o regime da Ditadura, como a peça Roda Viva, de Chico Buarque. Serão mais de 45 atividades abertas e gratuitas, entre peças de teatro, filmes, debates, shows, exposições, performances e blocos de Carnaval.

Para o secretário Alexandre Youssef, o Verão Sem Censura não é um projeto de antagonismo ao Governo Federal. “É uma medida de valorização da nossa cultura. Uma resistência que luta pelo bem mais valioso da nossa cultura: a liberdade de expressão”. Para ele, trata-se de combater a repressão, a censura e o preconceito produzindo e promovendo coisas “boas, bonitas e fortes”.
A abertura do evento acontece neste sexta-feira 17, na Praça das Artes, com show de Arnaldo Antunes, músico que teve seu videoclipe censurado na TV recentemente. No mesmo dia, o Theatro Municipal recebe, na sacada, o DJ Rennan da Penha, funkeiro idealizador do Baile da Gaiola, preso em março e libertado em novembro.
No dia 18, a Praça das Artes promove também uma exibição do filme Bruna Surfistinha, de Marcus Baldini. O longa-metragem tem sessão seguida de debate com Raquel Pacheco, cuja autobiografia O Doce Veneno do Escorpião inspirou o filme, e a atriz Deborah Secco, que interpreta a ex-prostituta.
Em julho, o presidente Jair Bolsonaro declarou que não poderia “admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha”. Na sequência, acontece desfile de moda da Daspu, grife do movimento de prostitutas do Brasil criada por Gabriela Leite, e a festa LGBT Desculpa Qualquer Coisa, com performance do grupo Maravilhosas Corpo de Baile.

Confira a programação completa:

PRAÇA DAS ARTES
17/01
  • 20h – Arnaldo Antunes
18/01
  • 21h30 – Conversa com a Déborah Secco e Raquel Pacheco
  • 22h – Exibição do filme “Bruna Surfistinha”
  • 00h – Daspu – Desfile de abertura
  • 00h30 – Desculpa Qualquer Coisa com performance das Maravilhosas Corpo de Baile
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
17/01
  • 21h – Caranguejo Overdrive – Aquela Cia de Teatro
18/01
  • 21h – Caranguejo Overdrive – Aquela Cia de Teatro
 19/01
  • 15h – Vida Invisível – Sala Lima Barreto
 17 a 31/01
  • Exposição com cartazes de filmes censurados
18/01
  • Circuito SPCine
    • 16h – Sessão de curtas LGBT
    • Vando Vulgo Vendita
    • O Órfão
    • Preciso dizer que te amo
    • Reforma
    • Tea for two
    • Swinguerra
 19 /01
  • Circuito Spcine
    • 15h – Corpo Elétrico
    • 17h – Sessão de médias
    • Verona
    • Nova Dubai
    • 19h – Bixa Travesty
 19/01
  • 20h – Caranguejo Overdrive – Aquela Cia de Teatro
29/01
  • 19h – Exibição do longa metragem “Act and Punishment” – Sala Paulo Emílio
    21h30 – Debate com integrantes
30/01
  • 20h – Pussy Riot com participação de Linn da Quebrada
BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE
17/01 a 31/01
  • 19h – Banidos – Obras censuradas no decorrer de três séculos fazem parte dessa exposição do acervo de raridades da Biblioteca Mário de Andrade. Incluem-se desde títulos como Comedia Eufrosina, de Jorge Ferreira de Vasconcellos, peça de teatro do século 16 censurada pela Igreja e incluída no Index de livros proibidos; chegando a Capitães da Areia, de Jorge Amado, incinerado em praça pública pelo Estado Novo, em 1937.
  • No dia da abertura, 17 de janeiro, 19h, bate-papo vai reunir Ignácio de Loyola Brandão, romancista brasileiro autor de obras que foram censuradas na época da ditadura; e Laura Mattos, autora do recente Herói mutilado: Roque Santeiro e os bastidores da censura à TV na ditadura. Moderação: Maria Fernanda Rodrigues
 18 e 19/01
  • 19h – O Caderno Rosa de Lori Lamby  – Uma menina de oito anos escreve um diário com peripécias sexuais. Peça baseada em obra homônima de Hilda Hilst, na fronteira onde se encontram a irrealidade, o tabu, o desejo e a inocência da imaginação infantil. Iara Jamra vive o papel, com direção geral de Bete Coelho e direção de arte de Cassio Brasil.
21/01
  • 19h – Cabaré da Fossa – Entre o humor e o drama, essa leitura homoerótica inclui também canções e cenas de filmes e ficará a cargo de Caetano Romão, Ismar Tirelli Neto e Ricardo Domeneck, com a especialíssima participação de Horácio Costa.
  • 19h – Uma aula sobre 1984–  O romance distópico de George Orwell, um dos livros que mais nos fizeram discutir sociedades totalitárias,  acaba de completar 70 anos e será apresentado pela historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, autora do recente Sobre o autoritarismo.
23/01
  • 19h – Erotismo censurado – Uma história de autores  e obras malditos, de Sade a Hilda Hilst, será apresentada nesta aula de Eliane Robert Moraes, filósofa e ensaísta, uma das mais destacadas especialistas em literatura erótica e proscrita. Trechos escolhidos serão lidos pela atriz Helena Ignez.
 24, 25 e 26/01
  • 19h – Navalha na Carne Negra – A peça de 1967 foi vetada pela ditadura, e seu autor, Plínio Marcos, chegou a ter a integralidade de sua obra banida dos palcos. Em cena, tudo começa com o dinheiro deixado pela prostituta Neusa Sueli para seu cafetão Vado. Com Lucélia Sérgio, Raphael Garcia e Rodrigo dos Santos, e direção de José Fernando Peixoto de Azevedo.
 25/01
  • Das 10h às 13h, das 14h às 17h – Oficina de poesia sem censura, com Angélica Freitas – Neste laboratório, comandado pela poeta Angélica Freitas (Rilke Shake, 2007; Um útero é do tamanho de um punho, prêmio APCA 2012) os participantes utilizam o caderno como espaço de experimentação para aguçar suas habilidades poéticas. 20 vagas, oficina sequencial, das 10h às 13h, das 14h às 17h.
28/01
  • 19h – Proibidas – A revista literária “Puñado”, editada por um coletivo de mulheres, vai fazer um clube de leitura especial, com trechos de autoras latino-americanas brancas e negras que foram censuradas, proibidas ou sofreram resistência, seja pelo teor político, seja pelo teor moral. Com Laura Del Rey e Raquel Dommarco Pedrão, organizadoras da Puñado, e as convidadas Hailey Kaas, Jéssica Balbino, Luciana Bento e Vanessa Ferrari.
 29/01
  • 19h – Marighella – Personagem da história política brasileira que enfrentou censura tanto em vida quanto após sua morte é o tema desse diálogo que reúne o escritor e jornalista Mário Magalhães, autor de sua biografia, e Maria Marighella, sua neta, que está à frente do relançamento de volume de escritos, Chamamento ao povo brasileiro. Moderação: Rodrigo Casarin.
 30/01
  • 19h – Mulheres nos Anos de Chumbo – As romancistas Claudia Lage e Maria Valéria Rezende e a historiadora Maria Claudia Badan Ribeiro conversam sobre a escrita ficcional e historiográfica que reconstitui a atuação feminina e a repressão de 1964 à reabertura política. Participação especial de Adelaide Ivánova, que apresentará duas performances. Mediação: Robson Viturino.
 30 e 31/01
  • 19h – Calabar, O Elogio da Traição – Por uma década ficou censurada esta peça de teatro musicada de Chico Buarque e Ruy Guerra que recupera a figura de Domingos Fernandes Calabar, que tomou partido dos holandeses, contra a coroa portuguesa, durante a Insurreição Pernambucana. Esta adaptação para leitura dramática, com onze atores e três músicos, é assinada por Renata Palottini e é um projeto do Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura, da ECA-USP. Direção de Roberto Ascar e direção musical de Jean Garfunkel.
CENTRO CULTURAL OLIDO
17, 18 e 19/01 – Sala Paissandu
  • 18h – Abrazo – Grupo Clowns de Shakespeare
17, 18 e 19/01 – Sala Olido
  • 21h – Gritos – Cia Dos à Deux
CENTRO CULTURAL DA DIVERSIDADE
18/01
  • 21h     A Mulher Monstro – S.E.M. Cia de Teatro
19/01
  • 19h     A Mulher Monstro – S.E.M. Cia de Teatro
25/01
  • 21h     Sombra – Teatro da Pomba Gira
26/01
  • 19h     Sombra – Teatro da Pomba Gira
TEATRO FLÁVIO IMPÉRIO
18/01
  • 20h – O Crime da Cabra – Cia do Sal
 19/01
  • 19h – O Crime da Cabra- Cia do Sal
29/01
  • 20h – Lembro Todo dia de Você – Núcleo Experimental
30/01
  • 20h – Lembro Todo dia de Você – Núcleo Experimental
VILA ITORORÓ
18 e 19/01
  • 15h – Blitz, o império que nunca dorme – Trupe Olho da Rua
25 e 26/01
  • 20h – Quando Quebra Queima – Coletiva Ocupação
CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE
17 e 18/01
  • 20h – Domínio Público
22/01
  • 20h – Res Pvblica 2023 – Grupo A Motosserra Perfumada
23/01
  • 20h – Res Pvblica 2023 – Grupo A Motosserra Perfumada
CENTRO DE CULTURAS NEGRAS
25 e 26/01
  • 16h – Macacos – Cia do Sal
PRAÇA RAMOS DE AZEVEDO
31/01
  • 23h – Cortejo com a Espetacular Charanga do França
  • 00h – Festa com Tarado Ni Você
  • 01h – Minhoqueens
THEATRO MUNICIPAL
17/01
  • 23h – Rennan da Penha (Sacada)
29/01
  • 20h – Divinas Divas
31/01
  • 19h – Roda Viva
  • 22:30 – Concentração da Espetacular Charanga do França (Na frente do Theatro)
  • 23h – Cortejo: Roda Viva e Espetacular Charanga do França
Observação: Todas as apresentações de teatro serão seguidas de mediação.
 PARCERIA: CASA 1
17 a 31/01
  • Projeto Instituto Temporário de pesquisa sobre censura – um mergulho crítico sobre a trajetória da censura.
Fonte:Carta Capital

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

CARNAVAL DE VITÓRIA ES, TERÁ ELEIÇÃO PARA A PRIMEIRA RAINHA TRANS

A Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge) irá eleger nesta quinta-feira (16),  a partir das 20 horas, no Mercado São Sebastião, em Jucutuquara, a Família Real do Carnaval de Vitória. E para este ano, foi anunciado uma novidade. 
Pela primeira vez, o Carnaval terá duas rainhas e uma delas será uma pessoa transexual. A Rainha Trans é uma fruto de uma parceria da Liesge com o Grupo Orgulho Liberdade e Dignidade (GOLD).
E a liga já tem planos para os próximos anos, segundo o presidente Edvaldo Teixeira. “Este ano ficou definido que a Rainha Trans integrará a Corte do Carnaval Capixaba e para o Carnaval de 2021 será estudada em conjunto com organizações a possibilidade de ter a Corte Real LGBT+”, afirma
De acordo com a presidente da Associação GOLD Deborah Sabará, a iniciativa é importante para o reconhecimento da população LGBT+ e um avanço para o Carnaval. “A população LGBT+ sempre esteve presente em todos os segmentos do Carnaval contribuindo na construção da folia, por isso, é justo que também possam ocupar lugares de destaque nessa festa”, defendeu. “Proibir mulheres trans e travestis de participarem do concurso, obrigando-as a serem apresentadas pelos nomes de registro, seria uma violência”, concluiu Deborah.
Fonte:Folha de Vitória

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

PRESO SUSPEITO DE MATAR JOVEM GAY ENFORCADO NO CONJUNTO CEARÁ

Um homem de 33 anos foi encontrado morto com sinais de enforcamento na manhã desta segunda-feira (13) dentro da própria residência, na quarta etapa do Bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza. O namorado da vítima, segundo a polícia, foi preso duas horas após o crime e é o principal suspeito de cometer o assassinato. 
Com o suspeito foram encontrados ainda um fogão e roupas da vítima, roubadas da casa logo após a morte. 

A vítima, Francisco Rodrigues da Silva Júnior, era natural do Maranhão e estava morando em Fortaleza há cerca de 10 meses. Segundo a polícia, a vítima trabalhava há pouco tempo em uma pizzaria. Ele foi encontrado morto por vizinhos com hematomas no pescoço e nos braços.O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado ao local do crime, onde constatou a morte da vítima.
O namorado dele foi preso em flagrante em Jurema, na Caucaia, na Grande Fortaleza. A polícia investiga o caso como latrocínio, ou seja, homicídio com a intenção de roubo. O homem confessou o crime à polícia logo após a captura. 
Ainda segundo a polícia, Francisco Rodrigues relatou para alguns vizinhos que sofria ameaças de morte. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o crime.
Junior, como era conhecido, já trabalhou no restaurante “Barriga Cheia” e em outros estabelecimentos comerciais de Coroatá.

A família da vítima foi a um programa de TV de Coroatá (MA) pedir ajuda para trazer o corpo de Junior para ser sepultado em sua cidade natal.

COM INFORMAÇÕES  Diário do Nordeste E coroata Online

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

PABLLO VITTAR GANHA DECLARAÇÃO DE ANAHÍ: “EU AMO!”

A cada dia, a carreira da diva Pop Pabllo Vittar decola internacionalmente e prova disso é que mais e mais famosos notam o brilho e o carisma da Queen. Desta vez durante uma participação no You Tube Music Convida, a cantora brasileira dedicou seu espanhol à Mia Coluccu, personagem interpretado pela cantora mexicana Anahí na novela teen Rebelde.

No vídeo da entrevista postado no You Tube, Pabllo vai ainda mais longe E fala que deve tudo a mexicana e a Elite Way School, cenário onde se passava a trama de Rebelde.
A estrela mexicana, simplesmente repostou o vídeo e fez uma declaração a Drag brasileira: “Aayyy la amoooo !  “ É ou não é mais um lacre na carreira da nossa Diva? 

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

“QUERIA SER A BARBIE” REVELA KEN HUMANO APÓS ASSUMIR TRANSEXUALIDADE

A artista brasileira, conhecida no País e internacionalmente como Ken humano, assumiu neste domingo, 5, que é uma mulher transexual. Dessa forma, embora tenha nascido com o sexo biológico masculino, a partir de agora se apresenta no feminino, com aparência feminina e deve ser tratada neste gênero.

No perfil dela no Instagram, as fotos antigas foram excluídas, permanecendo apenas as que foram publicadas desde sábado 4. Nas imagens, ela mostra e fala sobre o processo de transição.

"Em 2018, eu fiz meu primeiro ensaio fotográfico vestido de mulher. Aquela experiência me fez perceber que isso era o que eu sempre signifiquei para mim: uma mulher", disse em uma das publicações.


Este 5 de janeiro de 2020, para ela, é o dia do próprio "renascimento". "Fico muito feliz em poder dividir um pouco da minha vida com vocês! Agradeço a Deus pela família e amigos maravilhosos na minha vida. Isso só é um começo de uma nova vida", escreveu e, em outra foto, agradeceu a todos que a apoiaram ao longo da trasição.




Rodrigo Alves como ainda consta em seu instragram, disse ainda que precisou de "muita coragem" para se revelar como mulher transexual. "Pelos últimos oito anos da minha vida, eu tenho sido conhecida como o boneco Ken da vida real, mas na verdade eu queria ser a Barbie", afirmou.

No sábado, a brasileira falou sobre um dos processos estéticos pelos quais passou recentemente. Em uma foto ao lado do cirurgião Serkan Balta, ela disse que estava "muito satisfeita com a remoção do meu 'tanquinho' falso" (gomos musculosos do abdome). "Viver com aquele abdome falso estava me causando muita disforia, não combinava com o que eu realmente sou por dentro."


Em uma das publicações, Rodrigo Alves falou que sofria "muito bullying" na escola, não apenas pela aparência que era diferente da de outros meninos, mas porque era feminina. "Eu tenho pensamentos femininos, eu penso como uma mulher, eu ajo como uma mulher", afirmou.



Ainda em uma foto publicada no sábado, ela falou sobre os julgamentos que recebe. "As pessoas julgam o próximo por ignorância e falta de instrução e conhecimento. Eu, graças a Deus, como uma pessoa evoluída e abençoada, não dou importância a comentários maldosos, tais comentários serão deletados e bloqueados."

Fonte: Yahoo


EM DISCO O DANÇARINO LOÏC KOUTANA RELATA COMO É SER NEGRO E LGBT

Em um dia no segundo semestre de 2015, Loïc Koutana caminhava pela rua Oscar Freire em direção à USP, onde assistia às primeiras aulas do mestrado de comércio internacional. Um fotógrafo o parou na rua e perguntou se ele era modelo, ao que ele respondeu que não. "Tem um casting para a [marca de roupa] Ratier. Quer participar?" Foi assim que o imigrante francês -à época recém-chegado a São Paulo para estudar e viver com o namorado- se iniciou na moda brasileira. Nos anos seguintes, ele faria uma série de editoriais e campanhas, além de desfilar na São Paulo Fashion Week.

Alguns meses mais tarde, enquanto Koutana dançava em uma balada de música eletrônica na praça do Patriarca, a cantora e produtora da festa Mamba Negra Laura Diaz se aproximou e disse a ele que o queria como parte do grupo musical Teto Preto, encabeçado por ela. Koutana entrou para a banda de música eletrônica como bailarino, começando ali uma trajetória que o levaria a se apresentar em vários países, além de se tornar referência em performance na noite de techno.

Foi uma mistura de acaso e vontade que levou este parisiense a optar pela artes em detrimento a uma vida de escritório que seu diploma, concluído metade na Sorbonne e metade na USP, poderia ter lhe dado. "Talvez eu sonhasse secretamente com isso e então atraí essas coisas de alguma forma", diz à reportagem, em entrevista em seu apartamento no centro de São Paulo, cenário dos vídeos que grava para seu canal no YouTube, no qual ensina receitas, dá dicas amorosas e fala sobre autoestima.

Mas modelar para importantes estilistas nacionais e excursionar pelo mundo com a banda não era o suficiente para um "criativo que está sempre conectado atrás de referências", segundo seu marido, Raphael Lobato. Aos 25 anos, Koutana está em vias de lançar seu primeiro disco como cantor, "Ser", previsto para sair até março e no qual adotou a alcunha de L'Homme Statue (o homem estátua).


Enquanto gravava o álbum, ouvia Rincon Sapiência, Linn da Quebrada, Elza Soares e Baco Exu do Blues (trabalhou com os dois últimos), além do som atmosférico de King Krule e Frank Ocean. As sete faixas do disco serão "a oportunidade de contar a minha história e de contar o que um jovem negro LGBT passa", incluindo temas como amor livre, medo, empoderamento, ciúmes e família. Com produção do DJ e sócio da festa ODD Pedro Zopelar, "Ser" foi composto e gravado nos últimos 12 meses em São Paulo. Sobre um instrumental de bases eletrônicas com levadas de R&B e jazz, Koutana mostra versatilidade vocal ao cantar as próprias letras, alternando francês, inglês e português.

Explorar diversas vias profissionais na arte foi uma escolha mas também uma necessidade, diz o artista, preocupado com os cortes orçamentários na cultura. "Isso me alertou para o fato de que, se quero viver de arte no longo prazo, vou ter que me desdobrar em performance, no YouTube, como bailarino e como cantor." A censura que rondou o meio artístico em 2019 não lhe afetou diretamente, mas ele chama de "censura implícita" o fato de a Teto Preto nunca ter sido convidada para programas de TV ou grandes festivais.

Como um negro homossexual no Brasil, diz que sua masculinidade incomoda outros homens e que é chamado de Vera Verão quando sai na rua vestido como recebeu a reportagem: de blazer branco sem camisa, calça azul larga e brinco. "As pessoas gostam de estigmatizar um corpo preto", diz.

Quando tinha oito anos, o pai de Koutana, natural do Congo, o levou com o irmão para a Costa do Marfim, terra natal da mãe. A ideia era viverem lá para entrarem em contato com suas raízes. Um ano mais tarde, a família foi obrigada a retornar para Paris, pois a escola na qual ele estudava foi bombardeada na guerra civil que assolou a nação africana entre 2002 e 2007. Anos depois, por imposição da mãe, desistiu de participar de um teste para modelar para a grife japonesa Kenzo. O motivo: a seleção cairia no mesmo dia de um exame da Sorbonne, e deveria ser deixada de lado em uma família na qual "o seguro era fazer o caminho mais tradicional", diz.

"Eu falei para ela: 'Um dia serei modelo!'. E ela: 'Tá, quando você for morar sozinho, mas não na minha casa'", relembra. Ele aterrissaria em Manaus -seu primeiro contato com o Brasil- durante a Copa do Mundo de 2014. Veio tanto para conhecer pessoalmente o brasileiro com quem trocava mensagens via Instagram há meses quanto para um estágio.

Voltou para a França três meses depois e seguiu se relacionando virtualmente com Lobato, à época repórter de política em um jornal do Amazonas. O romance engatou e, quase um ano mais tarde, em 27 de junho de 2015, Koutana mudou-se para São Paulo, matriculado no mestrado e com namorado brasileiro, com quem passou a morar. "A gente glamouriza muito essa coisa de França, Espanha, Londres, Nova York, mas a gente esquece que tem muitas oportunidades no Brasil", afirma, se dizendo emocionado. "Eu e meus amigos dizemos que a cidade de São Paulo é nosso escritório, ela proporciona coisas que eu nunca poderia ter tido na França."

Talvez o espírito inquieto de Koutana seja melhor expresso pelos versos de "Do Not Tell Me", última faixa que está programada para sair antes do lançamento do disco. "Do not tell me what I have to do/ Do not tell me with whom I can be/ Do not tell me what I have to wear" (não me diga o que tenho que fazer/ Não me diga com quem posso estar/ Não me diga o que tenho que vestir), diz a letra.
"Acho que as pessoas vão se identificar", conclui.


Fonte: Folha de Pernambuco

TRAVESTI É MORTA A TIROS NO CENTRO DE FORTALEZA

Uma travesti foi morta a tiros na Rua do Rosário, no Centro de Fortaleza, na noite desta segunda-feira (6). A vítima trabalhava fazendo programas na região.

De acordo com a Polícia Militar, a travesti estava sem identificação e foi atingida por disparos na cabeça.

Equipes do 5º Batalhão da Polícia Militar realizam buscas na área para tentar identificar o suspeito. A motivação do crime é desconhecida.

Fonte:G1

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ALICE BRAGA CONFIRMA NAMORO COM BIANCA COMPARATO


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Alice Braga, 36, revelou nesta segunda-feira (6) que está namorando a atriz Bianca Comparato, 34. A informação foi confirmada à reportagem pela assessoria de Braga. De acordo com a assessoria, as atrizes estariam namorando há cerca de três anos.

O relacionamento era conhecido apenas por amigos e pessoas mais próximas do casal. Procurada, Comparato não se manifestou sobre o assunto até a publicação deste texto.

O relacionamento das duas seria a distância, uma vez que Braga mora nos Estados Unidos. De tempos em tempos, Comparato passa alguns dias com a sobrinha de Sônia Braga.

Alice Braga é uma das protagonistas do filme "Eduardo e Mônica", adaptação da música homônima da banda Legião Urbana (1982-1996), que deve estrear em abril deste ano. 

Nascida no Rio, Bianca Comparato começou a estudar teatro na British School, colégio na capital fluminense no qual ela cursou o ensino médio. De lá, engatou um curso na Royal Academy of Dramatic Art, em Londres. De volta ao Brasil, formou-se em comunicação com especialização em cinema e dedicou-se ao teatro até chegar à Globo, em 2004, quando estreou na série "Carga Pesada".

Comparato é uma das protagonistas da série "3%", da Netflix, que está em sua terceira temporada. 
Fonte:Noticias ao Minuto

sábado, 4 de janeiro de 2020

POR USAR BANHEIRO FEMININO MULHER TRANS É ARRASTADA E EXPULSA DO SHOPPING PÁTIO MACEIÓ EM AL

Desde o início deste sábado (4), o Shopping Pátio Maceió, em Alagoas, está sendo acusado de transfobia nas redes sociais.
Vídeo mostra mulher trans indignada com o fato de ter sido impedida de usar o banheiro feminino do shopping.
Na sequência, ela sobe em uma mesa da praça de alimentação e desabafa: "Chega! Chega! Chamem a polícia". Imediatamente, é arrastada à força por seguranças e expulsa do shopping.
Muitas pessoas aplaudem, enquanto outras, em menor número, vaiam.
Porém, nas redes sociais, a repercussão já colocou a hashtag #shoppingpatiotransfobico entre os assuntos mais comentados do Twitter.
Fonte:257


https://twitter.com/CaarolMarinhoo/status/1213422002121392128?s=19